Quando
estávamos vivendo como crianças,
tínhamos
alma, éramos inteiros, unificados.
Quando
fomos ficando adultos,
fomos
perdendo pedaços da alma,
adulterando
nossa essência original,
e fomos
dando espaço para o nascimento do ego.
Daí, o ego
dos adultos,
- (cultura
egoísta e materialista, esquecida da alma) –
começou a
mentir para nós.
Preferimos
nos adulterar
a permanecer
inocentes.
Fomos
iludidos e começamos
a querer
coisas e nos apegamos a elas.
Fomos
iludidos a querer aparecer
e
demonstrar o que não éramos mais,
pois
perdemos a nossa originalidade,
perdemos
pedaços da alma.
Começamos
a vestir máscaras de conveniência.
(- Adeus à
autenticidade. Adeus à simplicidade
e à
humildade. Adeus à originalidade).
Daí, já
equipados com as coisas dos adultos,
as outras pessoas
também queriam o que nós queremos
e
começamos a praticar o que o ego ensina
– atacar e
defender, possuir, buscar o sucesso,
correr atrás
da fama e do conforto,
sempre com
pressa e ansiosos.
Daí, nos
desgastamos, esvaziamos.
Perdemos pedaços
da nossa alma.
Daí, lá na
velhice,
quando
chegamos quase na porta da morte,
olhamos
para trás, e percebemos
que não
conseguimos viver a vida com sabedoria.
Fomos
iludidos.
Mentiram
para nós
e nós
permitimos que nos mentissem
e ainda acreditamos
nas mentiras.
Perdemos pedaços
da nossa alma.
Perdemos o
comando da nossa vida.
E
lembramos,
(- os
idosos como nós,
vivemos
muito das lembranças do passado).
E
lembramos que lá na infância,
tínhamos
aulas de catequese,
ensino
religioso, ensino de moralidade e civismo,
e lembramos
de um ensinamento
que a
catequista disse:
“Queridas
crianças,
crescei em
idade, estatura e sabedoria,
mas jamais
permitam-se perder o espírito de infância,
pois
equivale a perder a alma”.
Quereis recuperar a sua alma?
Então
convertam-se de novo.
Façam-se
de novo crianças, com alma inteira,
unificadas
pelo espírito que vos habita.
Voltem a
frequentar aulas de catequese espiritual.
Leiam
livros sobre espiritualidade.
Voltem a
ser humildes.
Tirem as
máscaras do ego.
Renasçam. Recomecem.
Acredite na Alma.
Acredite no Céu.
Acredite na Vida Eterna.
Tenho saudades
de quando minha Alma de criança
era inteira.
Quero de
volta aquela alma
que
eu tinha quando criança.
É a Alma
da nossa criança interior
que estamos tentando recuperar.
Quando
crianças,
nos sentíamos inteiras, completas,
felizes.
Estávamos totalmente ali,
vivendo, expressando
aquela alma inocente,
pura e completa.
Toda criança é uma Alma visível, unificada.
Com o
despertar racional
deixamos
de ser crianças,
e perdemos a nossa Alma infantil,
unificada,
e nos esparramamos por aí, em
mil direções.
Lenta
e despercebidamente
fomos permitindo experiências de
dualidade.
As
primeiras decepções e frustrações
no
campo dos relacionamentos e do afeto,
criaram
dentro de nós a desconfiança
e
o ego começou a semear em nossa Alma
os
mecanismos de defesa, julgamentos,
resistências,
dúvidas e medos,
e
reduzimos o universo
ao
tamanho do nosso egoísmo.
A partir
destas experiências perdemos
um
pedaço original da nossa Alma,
aquela parte da Alma infantil,
inocente, transparente.
O ego adulto, corrompido,
foi
nascendo em nós,
ocupando o espaço
do pedaço que a Alma perdeu.
Adultos,
adulteramos nossa Alma de criança.
Tenho saudade
de quando minha Alma
era inteira.
Não sabia, mas vivia da Alma.
Eu estava na Fonte,
sem saber, e curtia.
Não sei agora,
se vou para frente
ou se volto lá
onde a Fonte
me nutria.
Vinha vindo
e perdi meu eu,
minha Alma.
Retorno à infância,
ao lar donde vim?
Ou prossigo, abrindo caminho novo,
com as luzes que ainda restam
na parte da Alma que sobreviveu?
Prossigo até reencontrar minha Alma,
nas crianças, onde ainda há inocência,
pureza e simplicidade.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
41 98854-5166
Publicado no BLOG
e no FACE em 12/07/2025.
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https://heiposworld.blogspot.com/
e no FACEBOOK https://www.facebook.com/eneaspaulo.bogucheski

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