domingo, 20 de julho de 2025

1008.- Alma. É a Alma que pergunta: ‘quem sou?’

 

Aquele que procura conhecer-se a si mesmo,

pergunta-se quem sou?

 

Aos poucos vai se conhecendo.

 

Olhando, observando, perguntando-se,

chegará até o limite do conhecimento humano,

e aí, na beirada, na última fronteira

da sua condição humana,

vai se perguntar: quem sou?

 

Sou alguém que pergunta,

que observa, que sente,

que vai, apertado, dentro de um ovo,

esperneando, querendo quebrar a casca,

sair para um mundo novo.

 

Sou alguém definido

como uma pessoa ‘limitada’

por uma cultura de mundo, fechada.

 

A cultura do mundo formou a nossa cabeça

dizendo que somos uma ferramenta.

 

Com essa ferramenta você será um profissional.

 

Para ser um profissional

você deverá estar preparado

para ser alguém capaz de trabalhar

na profissão que escolher.

 

Essa profissão

te levará a ter boas condições de vida,

para comprar o que precisar para ser alguém.

 

E você compra o que consegue

para te dar uma sensação de segurança,

de tranquilidade e de conforto.

 

E alguns param por aí,

para viver neste mundo,

como todo mundo vive,

como ferramenta.  

 

Mas, possuidor de uma consciência,

você percebe que não é essa

a sua essência.

 

Isso é muito pouco.

Deve ser mais do que só isso.

 

Viver oito horas por dia,

trabalhando como um profissional.

Mas, nas outras dezesseis horas,

quem posso ser?

 

Então, a sua consciência

mais uma vez se pergunta:

Quem sou, além de um profissional?

 

Sou alguém que me procuro,

e me pergunto: “Quem sou?”.

 

Sou o conhecimento não racional,

não localizável, dentro de mim.

 

Sou uma vontade livre, leve,

dentro de um corpo, em movimento.

 

Sou essência absoluta, incompreensível,

algo sem definição humana completa.

 

Sou o invisível dentro do visível.

 

Sou o absoluto, no mundo relativo.

 

Sou como o vento, livre, solto.

 

Sou o imóvel, dentro daquilo que se move.

 

Sou a sensação de vida,

unidade ampla, de movimento.

 

Sou a forma de expressão, da Alma invisível.

 

Venho, não sei de que direção.

 

Vou, não sei para onde.

 

Ninguém me encerra

dentro de definições mentais.

Escapo, ultrapasso.

 

Não sou a areia, não sou o sal,

não sou a água, não sou a onda,

nem a espuma branca.

 

Sou o mar, que abraça e irmana

todas as terras, continentes e nações.

 

Sou a consciência eterna, viajando, de carona,

neste corpo, de passagem, por este mundo.

 

Sou uma Alma eterna

que precisa de alimentos apropriados.

 

Do que a Alma se alimenta?

 

Alimenta-se da bondade,

das belezas da arte,

das perfeições,

das dimensões infinitas.

 

É a Alma que pergunta: Quem sou.

 

E a Alma quer respostas absolutas.

 

É a Alma que pergunta: Para onde vou?

Qual o sentido da vida? Há vida depois da morte?

 

A Alma me convida

a ir mais além,

a conhecer o espírito,

a querer sair daqui

deste mundo apertado,

limitado.

 

A Alma quer fazer experiências de liberdade,

voar pelo infinito, viver para sempre.

 

·         Compartilhe.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

41 98854 5166

 

Para ler outros textos acesse meu blog

https://heiposworld.blogspot.com/

e no FACEBOOK https://www.facebook.com/eneaspaulo.bogucheski

Nenhum comentário:

Postar um comentário