sábado, 30 de maio de 2020

742.- Céu. Vivemos neste mundo em vista de outro.

742. Céu. Vivemos neste mundo,
em vista de outro mundo.



Aqui, neste mundo,
tudo é transitório.

Aqui, pelos critérios
do outro mundo,
tudo já faz parte,
do permanente.

Aqui, neste mundo,
a verdade,
não é ainda,
um valor permanente.

Aqui, a humildade,
e o serviço, ser útil,
é a carteirinha
de identidade
que identifica
quem é do outro mundo.

Neste mundo,
a verdade,
é o que vejo.

Aqui, neste mundo,
o valor do outro mundo,
é a fé, aquilo que não vejo,
e que não é valorizado como bem.

O que cresce
neste mundo,
cresce para cair.

O que cresce
para o outro mundo
cresce para subir,
sempre mais,
até alcançar
a primavera
permanente.



Os dois mundos:
o mundo no qual vivemos
e o jeito de viver neste mundo,
que é do outro mundo.

Nascemos neste mundo,
para evoluirmos,
e adquirir as condições
para subir
aos outros mundos.

Estamos neste mundo,
porém,
temos de usar as ferramentas
do outro mundo,
para termos as condições
de viver no outro mundo,
mais aperfeiçoado do que este.

Estamos neste mundo,
porém,
o quadro de referência
mental e comportamental
é do outro mundo.

Vivemos no mundo visível,
porém,
as ferramentas,
o modo de viver,
já deve ser do outro mundo.

Os valores
e as ferramentas deste mundo
nos levam a adquirir,
comprar, vender, discutir,
argumentar, brigar
pelas coisas que são daqui.

Tudo o que é deste mundo
leva ao apego,
a atitudes de ataque
e defesa, a ilusões
e desilusões.  

Tudo aqui
está dividido,
perturbado,
desequilibrado
pelo egoísmo,
pelo orgulho,
pelo poder.

Os valores do outro mundo,
colocados em prática neste mundo,
levam necessariamente à unidade,
à paz, à união das pessoas,
à fraternidade cósmica,
pois que, finalmente,
somos uma só família.  

Os valores do outro mundo,
o mundo ideal,
aquele pelo qual nos empenhamos,
e que juntos alcançaremos,
levam à compreensão
e à tolerância
diante da fraqueza
ou ignorância das pessoas
que habitam este mundo.

Os valores deste mundo
levam as pessoas
a viverem
como se fossem
viver por aqui,
para sempre,
pois que se empenham
em defender
os pontos de vista,
daqui.

Como é difícil
para as pessoas
pensarem a partir do alto,
desta visão libertadora.

Envolvidas por critérios humanos,
de ganhar mais,
ou ter mais poder,
ou ter sempre razão,
vivem envolvidas em conflitos
como se fossem resolver os problemas
deste mundo.

Este mundo
sempre vai carregar as cargas,
os valores ou desvalores
deste mundo. Sempre.

Até que acabe este mundo,
os conflitos, as divergências,
as diferenças permanecerão ...
a não ser que os valores de cima,
do outro mundo,
venham iluminar,
clarear,
colocar luz
e discernimento,
para que aconteça
a mudança,
a conversão,
aceitando
os valores do outro mundo
para praticar neste mundo.

Estamos neste mundo,
mas, pelo espírito eterno,
que nos habita,
não somos deste mundo.

Se somos do alto,
do mundo que ainda não veio,
mas que é para onde vamos,
atuemos e atualizemos já,
desde agora,
os valores
que viveremos lá.

Se não fizermos isso desde já,
neste mundo,
após nossa morte
não estaremos aptos
a nos comportarmos
da maneira que deveríamos.

Portanto,
aprendamos os novos valores
e apliquemos, desde já,
uma vez que somos filhos
do Deus Pai eterno,
e que somos todos irmãos,
ajudando-nos uns aos outros
a conseguirmos esse passaporte.

E agora,
como avaliar,
se estou me comportando ou não,
conforme os valores
do outro mundo?

Os valores deste mundo
são todos visíveis.

Os valores do outro mundo,
são invisíveis.

Os valores deste mundo
te levam a gostar e a escolher
aquilo que o teu ego acha certo.

Os valores do outro mundo
supõem que você aceite,
a autoridade
de um Deus Criador,
e obedeça às orientações
do Jesus Cristo Redentor,
imitando o jeito de viver
que Ele ensinou nesta Terra.

Aceitar os valores
da filiação divina
 e da fraternidade humana.

Todos os teus pensamentos,
palavras ou ações,
devem ser coerentes
com a verdade,
com a justiça
e o amor.

O amor desmembrado
em todas as atitudes,
por pequenas que sejam,
com todas as criaturas,
desde tudo que abraça
a natureza,
os animais
e os humanos.

Qualquer outro modo
de ser e viver,
neste mundo,
é daqui mesmo.

Se escolhe este modo de ser,
horizontal e humano,
mesmo que aparentemente legal,
justificável e defensável,
escolhe ficar por aqui.

Se escolhe os valores transcendentais,
estará matriculado(a)
para a próxima etapa,
para o mundo
do lado de lá.

O céu que esperamos lá,
no outro mundo,
não pode ser
construído por nós,
já neste mundo,
para irmos
experimentando?

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 30/05/2020
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segunda-feira, 25 de maio de 2020

741.- Espírito Santo. Um nobre e especialíssimo espírito nos habita.





Se a eternidade
ainda não faz parte
da nossa vida,
uma divindade
já nos habita.

Ele é o auxiliar
para todo tipo
de pensamentos,
inspirações,
intenções
e ações.

Tudo o que se encaixa
na perspectiva
especial,
profunda,
e significativa.
nasceu dele.

Se o que fazemos
é bom, bonito e legal,
é dele que nasceu,
é dele que veio.

Se existe um Deus,
o Deus Espírito Santo,
habitando-nos,
(pois está escrito
no novo Testamento,
que o Espírito Santo
nos habita,
e que o nosso corpo
é templo
do Espírito Santo),
é muita petulância,
ousadia
ou burrice,
querer comandar-se
e não dar condições
para que Ele
tome conta
da nossa vida.

Ai sim, aceito o termo pecado,
como rejeição, não obediência,
não reconhecimento
da divindade
habitando-nos.

Se existe
alguém culpado
pelo estacionamento
da nossa vida,
aqui na terra
e nas coisas
deste mundo,
é a grandiosa
ignorância,
a imperdoável
resistência,
que opomos
ao bom espírito,
ao espírito divino
que nos habita.

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 25/05/2020


sábado, 23 de maio de 2020

740.- Intuição. Agora é o momento da intuição.




Se vivemos
só nos momentos conscientes,
na dimensão do agora,
estamos na esfera
da eternidade,
pois na eternidade
não existe passado
nem futuro.

Só existe o presente.
É sempre agora.

Não é a terra
o centro do universo.

Não é a nossa consciência
o centro das nossas capacidades,
ou a única porta
para adquirir conhecimentos.

De tudo
o que nosso cérebro é capaz,
apenas em torno de 5%
de todo nosso potencial,
aprendemos
a tirar proveito.

Sabemos,
aprendemos,
e estamos habituados
a dizer que somos
pessoas conscientes,
discernindo,
separando,
escolhendo,
tomando decisões,
nem sempre satisfatórias,
pois que,
dentro de algum tempo,
aparecem os efeitos colaterais,
não previstos
pela nossa inteligência
racional.

E se a razão
não for a única porta,
de entrada,
de conhecimentos?

Se a santa ignorância,
a simplicidade
e o não-conhecimento
forem também,
muito importantes?

Quase todos
já fizemos experiências
com a intuição,
que também é um tipo de conhecimento,
não aceitável pelos cientistas,
surge quando estamos
bem distraídos,
desligados,
relaxados,
no ambiente gostoso,
na natureza,
no banheiro,
na varanda,
na rede de balanço.

Algumas decisões importantes,
brilhantes e criativas,
chegam até nós,
não quando estamos tensos,
focados, compenetrados,
mas sim,
quando estamos em paz,
relaxados ou distraídos.

Temos a intuição,
que tudo o que está no inconsciente,
quer se tornar consciente,
libertado, promovido,
sair do anonimato,
ser identificado,
nominado.

A intuição,
nasce, cresce,
vem da região
do coração,
do amor.

A intuição
é um tipo
de conhecimento espiritual,
que nasce naqueles que tem
presença de espírito, isto é,
o espírito está alerta, ativo,
sem nenhum tipo de pressão,
de conceitos ou preconceitos,
divisões, partidos políticos,
religiões ou classes sociais.

Intuição
é algo extraordinário,
presente em qualquer pessoa,
simples, descomplicada
e descompromissada
sem julgamentos
e conflitos
internos.

A intuição
é uma qualidade
que existe nas pessoas
que se submetem ao poder
espiritual que faz parte,
da sua personalidade.

Se a pessoa usa a razão,
está sendo racional.
Se a pessoa usa
seu espírito
está sendo
intuitiva.


Onde
o espírito
está presente,
no momento,
desarmado, aberto,
encantado ou hipnotizado,
por alguma atitude de beleza,
atraído por expressões de bondade,
de emoção, de charme, aí, a intuição
se faz presente, presenteando algo novo,
rompendo velhas estruturas, criando soluções.

A intuição
é um dos presentes
para quem está dentro
do momento presente,
do agora,
livre,
leve.

A intuição
não precisa de nada
que esteja fora
ou dentro
das razões mentais.

Para ser visitado pela intuição
não precisa ser doutor, letrado,
filósofo ou teólogo,
sobrecarregados
com tantas letras,
conceitos, dogmas
e moralidades.

Tem intuição
aquele que nada tem
nem leito nem conceito,
nem tralhas ou amarras.

É muito mais especial,
e mais necessário,
 aquele que deseja
a intuição,
do que aquele,
que busca mais instrução.

Aquele que intui,
primeiro se despiu,
para chegar de mãos vazias,
e voltar,
com o coração cheio,
de amor para dar.

Aquele que se instrui,
não bebe da fonte,
direta,
do doador,
do dom
da intuição.

Quem usa dos meios racionais
necessita de uma porção
de elementos intermediários.

O dom extraordinário
da intuição
é sua ligação direta,
sem nenhuma
intermediação.

E agora vamos tentar ligar
o tema da intuição
com o agora.

Agora,
é presente.

É o instante
do inspiro e do respiro.

A única certeza que temos,
é deste momento presente,
este momento,
onde estou,
e me sinto,
consciente,
em parte,
e inconsciente
numa parte maior
da minha percepção.

Tudo o que está
no campo do inconsciente
é captado pela intuição,
antes da razão.

Nosso cérebro
é comparado a um iceberg,
um grandioso bloco de gelo,
cuja parte externa,
que está fora da água,
é de apenas 5%.

O resto do iceberg,
95% fica submersa,
sob as águas do mar.

Se conseguirmos viver,
cada momento,
com a consciência no agora,
nos livraremos
de uma porção de sofrimentos inúteis,
de lembranças ou apegos do passado,
e de ansiedades pelo futuro.

Só o agora
nos irmana
e identifica
com a eternidade.

A intuição
e o agora,
são parceiros,
se completam.

Retornemos a atenção
ao que está conhecido
e o que ainda não está.
O que para nós
é consciente,
e o que é
inconsciente.

Digamos que o nosso cérebro
já tomou conta de 5%
de todo conhecimento
disponibilizado.

Digamos que o nosso cérebro
ainda não tomou conhecimento
dos outros 95%.

Todo o conhecimento,
100% está aí,
no universo,
no vastíssimo campo
da eternidade;
5% conhecido,
e 95% a conhecer.

Temos uma melancia
nas mãos,
subdividida em 20 pedaços,
cada fatia, correspondendo a 5%.

Só temos nas nossas mãos,
 uma pequena porção de 5%,
uma fatia de conhecimentos,
adquiridos pela história
de 14 bilhões de anos.

Faltam 19 fatias
a dar nome para elas.

O que conhecemos
destes 95%,
abaixo do nível
da água do mar,
no nível do inconsciente,
do nosso universo pessoal?

A intuição
é o meio mais rápido,
sem intermediários,
para perceber,
abraçar,
desenhar o perfil,
e entregar para a razão
completar, tornar visíveis,
as imagens e paisagens.

Quais são as ferramentas
que ainda estão desativadas
em nosso potencial humano?

Algumas reflexões:

- Avaliar
se o aumento da criatividade
dos últimos anos
não foi uma das consequências
do afloramento do inconsciente,
despertadas pelas intuições,
pela busca das razões,
pela criatividade
do espírito humano.

– O inconsciente,
na minha teoria,
estará cada vez mais ativo
e manifesto
a partir do momento
em que o ser humano
estiver mais unificado,
mais coerente consigo mesmo,
mais intuitivo.

 – Para que o inconsciente
esteja em condições de aflorar
e ajudar o ser humano,
o meu eu superior,
o consciente,
 filho e irmão fraterno,
deve policiar-se,
prestar atenção
para ter domínio
sobre si mesmo,
escolhendo
o que deve deixar entrar
dentro de si
através do que vê,
lê, assiste e escuta,
isto é,
buscar a unidade
e a paz.

A intuição,
se ainda não é,
também deverá se tornar,
uma ciência.

Ou você alimenta
o teu ser
com pensamentos
e atitudes boas
ou você só vai ter
efervescência de veneno,
lamúrias e lamentações,
e, consequentemente,
jamais despertarás
o teu potencial intuitivo.

A tristeza, revoltas,
lamentações, críticas
e os conflitos
não ajudam em nada
o inconsciente,
a intuição,
mas os recalcam,
 mantendo-os fechados,
incapazes de promover
ações evolutivas.

Livre-se
de toda proximidade
com a negatividade
e com a dualidade,
com a incoerência,
com as infidelidades
à sua natureza,
que só quer a paz,
a unidade de si,
mais luz,
verdadeira.

É a verdade
que libera,
a natureza divina,
presa nas armadilhas,
das enganações
do ego,
que não quer,
de jeito nenhum,
que você seja
uma pessoa libertad,
intuitiva.

Toda a fraqueza
da natureza humana
se revela
na incapacidade
de se viver
o momento presente,
por isso não percebemos,
não sabemos ler
os sinais dos tempos.

Este é momento certo,
da intuição.

 Oportunidade dada
para cada um,
de viver
o momento presente
como um dom,
espiritual.

Desafie-se.
Aceite o desafio,
de ser e de viver
na eternidade já presente.



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 23/05/2020