Se vivemos
só nos momentos
conscientes,
na dimensão do agora,
estamos na esfera
da eternidade,
pois na eternidade
não existe passado
nem futuro.
Só existe o presente.
É sempre agora.
Não é a terra
o centro do universo.
Não é a nossa consciência
o centro das nossas
capacidades,
ou a única porta
para adquirir
conhecimentos.
De tudo
o que nosso cérebro é
capaz,
apenas em torno de 5%
de todo nosso potencial,
aprendemos
a tirar proveito.
Sabemos,
aprendemos,
e estamos habituados
a dizer que somos
pessoas conscientes,
discernindo,
separando,
escolhendo,
tomando decisões,
nem sempre
satisfatórias,
pois que,
dentro de algum
tempo,
aparecem os efeitos
colaterais,
não previstos
pela nossa
inteligência
racional.
E se a razão
não for a única porta,
de entrada,
de conhecimentos?
Se a santa ignorância,
a simplicidade
e o não-conhecimento
forem também,
muito importantes?
Quase todos
já fizemos
experiências
com a intuição,
que também é um tipo
de conhecimento,
não aceitável pelos
cientistas,
surge quando estamos
bem distraídos,
desligados,
relaxados,
no ambiente gostoso,
na natureza,
no banheiro,
na varanda,
na rede de balanço.
Algumas decisões
importantes,
brilhantes e criativas,
chegam até nós,
não quando estamos
tensos,
focados,
compenetrados,
mas sim,
quando estamos em paz,
relaxados ou distraídos.
Temos a intuição,
que tudo o que está
no inconsciente,
quer se tornar
consciente,
libertado, promovido,
sair do anonimato,
ser identificado,
nominado.
A intuição,
nasce, cresce,
vem da região
do coração,
do amor.
A intuição
é um tipo
de conhecimento
espiritual,
que nasce naqueles
que tem
presença de espírito,
isto é,
o espírito está
alerta, ativo,
sem nenhum tipo de
pressão,
de conceitos ou preconceitos,
divisões, partidos
políticos,
religiões ou classes
sociais.
Intuição
é algo
extraordinário,
presente em qualquer
pessoa,
simples,
descomplicada
e descompromissada
sem julgamentos
e conflitos
internos.
A intuição
é uma qualidade
que existe nas
pessoas
que se submetem ao
poder
espiritual que faz
parte,
da sua personalidade.
Se a pessoa usa a
razão,
está sendo racional.
Se a pessoa usa
seu espírito
está sendo
intuitiva.
Onde
o espírito
está presente,
no momento,
desarmado, aberto,
encantado ou
hipnotizado,
por alguma atitude de
beleza,
atraído por expressões
de bondade,
de emoção, de charme,
aí, a intuição
se faz presente, presenteando
algo novo,
rompendo velhas
estruturas, criando soluções.
A intuição
é um dos presentes
para quem está dentro
do momento presente,
do agora,
livre,
leve.
A intuição
não precisa de nada
que esteja fora
ou dentro
das razões mentais.
Para ser visitado
pela intuição
não precisa ser
doutor, letrado,
filósofo ou teólogo,
sobrecarregados
com tantas letras,
conceitos, dogmas
e moralidades.
Tem intuição
aquele que nada tem
nem leito nem
conceito,
nem tralhas ou
amarras.
É muito mais especial,
e mais necessário,
aquele que deseja
a intuição,
do que aquele,
que busca mais
instrução.
Aquele que intui,
primeiro se despiu,
para chegar de mãos
vazias,
e voltar,
com o coração cheio,
de amor para dar.
Aquele que se
instrui,
não bebe da fonte,
direta,
do doador,
do dom
da intuição.
Quem usa dos meios
racionais
necessita de uma porção
de elementos intermediários.
O dom extraordinário
da intuição
é sua ligação direta,
sem nenhuma
intermediação.
E agora vamos tentar
ligar
o tema da intuição
com o agora.
Agora,
é presente.
É o instante
do inspiro e do respiro.
A única certeza que
temos,
é deste momento
presente,
este momento,
onde estou,
e me sinto,
consciente,
em parte,
e inconsciente
numa parte maior
da minha percepção.
Tudo o que está
no campo do
inconsciente
é captado pela
intuição,
antes da razão.
Nosso cérebro
é comparado a um
iceberg,
um grandioso bloco de
gelo,
cuja parte externa,
que está fora da
água,
é de apenas 5%.
O resto do iceberg,
95% fica submersa,
sob as águas do mar.
Se conseguirmos viver,
cada momento,
com a consciência no
agora,
nos livraremos
de uma porção de
sofrimentos inúteis,
de lembranças ou
apegos do passado,
e de ansiedades pelo
futuro.
Só o agora
nos irmana
e identifica
com a eternidade.
A intuição
e o agora,
são parceiros,
se completam.
Retornemos a atenção
ao que está conhecido
e o que ainda não
está.
O que para nós
é consciente,
e o que é
inconsciente.
Digamos que o nosso
cérebro
já tomou conta de 5%
de todo conhecimento
disponibilizado.
Digamos que o nosso
cérebro
ainda não tomou
conhecimento
dos outros 95%.
Todo o conhecimento,
100% está aí,
no universo,
no vastíssimo campo
da eternidade;
5% conhecido,
e 95% a conhecer.
Temos uma melancia
nas mãos,
subdividida em 20
pedaços,
cada fatia, correspondendo
a 5%.
Só temos nas nossas
mãos,
uma pequena porção de 5%,
uma fatia de
conhecimentos,
adquiridos pela
história
de 14 bilhões de
anos.
Faltam 19 fatias
a dar nome para elas.
O que conhecemos
destes 95%,
abaixo do nível
da água do mar,
no nível do
inconsciente,
do nosso universo
pessoal?
A intuição
é o meio mais rápido,
sem intermediários,
para perceber,
abraçar,
desenhar o perfil,
e entregar para a
razão
completar, tornar
visíveis,
as imagens e
paisagens.
Quais são as
ferramentas
que ainda estão
desativadas
em nosso potencial
humano?
Algumas reflexões:
- Avaliar
se o aumento da
criatividade
dos últimos anos
não foi uma das
consequências
do afloramento do
inconsciente,
despertadas pelas
intuições,
pela busca das
razões,
pela criatividade
do espírito humano.
– O inconsciente,
na minha teoria,
estará cada vez mais
ativo
e manifesto
a partir do momento
em que o ser humano
estiver mais
unificado,
mais coerente consigo
mesmo,
mais intuitivo.
– Para que o inconsciente
esteja em condições
de aflorar
e ajudar o ser
humano,
o meu eu superior,
o consciente,
filho e irmão fraterno,
deve policiar-se,
prestar atenção
para ter domínio
sobre si mesmo,
escolhendo
o que deve deixar
entrar
dentro de si
através do que vê,
lê, assiste e escuta,
isto é,
buscar a unidade
e a paz.
A intuição,
se ainda não é,
também deverá se
tornar,
uma ciência.
Ou você alimenta
o teu ser
com pensamentos
e atitudes boas
ou você só vai ter
efervescência de
veneno,
lamúrias e
lamentações,
e, consequentemente,
jamais despertarás
o teu potencial
intuitivo.
A tristeza, revoltas,
lamentações, críticas
e os conflitos
não ajudam em nada
o inconsciente,
a intuição,
mas os recalcam,
mantendo-os fechados,
incapazes de promover
ações evolutivas.
Livre-se
de toda proximidade
com a negatividade
e com a dualidade,
com a incoerência,
com as infidelidades
à sua natureza,
que só quer a paz,
a unidade de si,
mais luz,
verdadeira.
É a verdade
que libera,
a natureza divina,
presa nas armadilhas,
das enganações
do ego,
que não quer,
de jeito nenhum,
que você seja
uma pessoa libertad,
intuitiva.
Toda a fraqueza
da natureza humana
se revela
na incapacidade
de se viver
o momento presente,
por isso não percebemos,
não sabemos ler
os sinais dos tempos.
Este é momento certo,
da intuição.
Oportunidade dada
para cada um,
de viver
o momento presente
como um dom,
espiritual.
Desafie-se.
Aceite o desafio,
de ser e de viver
na eternidade já
presente.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 23/05/2020

Um texto de grande valia!
ResponderExcluirInduz à reflexões profundas de nossas existências.