O
ser humano
é
o mais privilegiado
ser
vivo da natureza.
Nasce
dependente,
cresce
e se torna
o
mais criativo
e
poderoso
ser
vivo
da
Terra.
Graças
ao
seu espírito
eterno
e imortal,
recebido
junto
com
o primeiro sopro de vida
O
espírito,
de
natureza espiritual e invisível
para
viver nesta Terra,
precisa
de um corpo,
frágil,
sujeito a doenças,
à
velhice e à morte.
O
espírito,
humilde,
mas
poderoso,
sujeita-se
a
residir,
por
um tempo,
num
corpo.
E
para viver bem,
precisa
ser paciente,
parceiro,
complemento,
auxiliar
principal,
em
busca da saúde,
da
sabedoria,
e
da ciência
da
imortalidade.
O corpo
quer tudo para já.
Tem sede, quer água.
Tem fome, quer comida.
Está com frio, quer
cobertor.
Está com febre, quer
remédio.
Está com sono, quer
dormir.
Quer festas,
festejar.
É tudo para já,
para hoje.
O espírito
é mais paciente,
compreende
que tem que dar
passos,
estudar, trabalhar,
impor-se sacrifícios.
Batalhar.
Perseverar.
O espírito
sabe que precisa
fazer parceria
com o corpo,
esperar o fruto
ficar pronto
para daí, degustar.
O corpo
envelhece,
adoece,
enruga,
falece.
O Espírito
se renova,
amadurecendo.
O espírito
é mais resistente,
paciente,
prudente,
sabe que vai viver
para sempre.
É do espírito
que nos vem
a preocupação,
os investimentos na
saúde,
e vai atrás também,
das forças
sobrenaturais,
que fazem-nos superar
dificuldades que
nossa razão
acham intransponíveis.
É do espírito que nascem
as forças invencíveis,
geradas
pela esperança.
O espírito, no céu,
não vai querer viver,
eternamente,
longe do corpo,
que o abrigou na Terra.
É o espírito,
que não morre,
que vai empenhar-se
pela ressurreição
do nosso corpo
mortal.
O espírito,
não é daqui.
Está aqui,
vestido no corpo.
Mora,
ou demora,
na alma,
fazendo o teu
e o meu coração,
pulsar e viver.
É a nobreza, a
fineza,
que atrai outros
espíritos,
da mesma natureza,
como almas gêmeas,
que se atraem.
O espírito
não obedece
ao meu ego.
Seus desejos são
imensos,
largos,
do tamanho
do universo.
Deseja unir tudo e
todos,
numa mesma família,
paternal, materna,
filial, fraterna.
É do espírito que
nasce
o canto, a dança,
a alegria pura,
que contagia.
Quando digo,
eu, é o espírito invisível,
que habita em mim,
que fala.
Cuidado;
sem a primazia
do espírito,
deixarás,
lentamente,
de ser humano,
e demorarás
a conquistar
a dimensão divina.
Existe o perigo,
do meu espírito,
acomodar-se
e se apegar,
nas coisas da Terra,
e esquecer de onde
veio,
e para onde vai,
se deixar de se
alimentar
dos nutrientes de
eternidade,
já disponíveis por
aqui.
Quando quero fazer
algo perfeito,
é o espírito que toma
a iniciativa,
e o corpo se esforça,
mas não consegue,
e quando consegue,
é arte visível,
um pedaço
do mundo invisível,
perfeito,
apresentando-se.
O espírito
não se adapta ao mundo
da economia,
da política,
dos partidos.
É da essência do
espírito
a unidade, unir,
integrar,
não dividir.
O espírito só se
envolve
com as dualidades,
para unificá-las.
O espírito
está mais na poesia,
nas profecias,
e onde estão,
as alegrias.
É o espírito,
que consegue
escapar da lógica,
realizar milagres,
acreditar,
e voar.
O espírito
não se empenha,
não faz parceria,
se o objetivo
não for de natureza
justa, boa, bela
e eterna.
Se teu espírito é
bom,
sua intenção sempre é
de agradar os outros,
ajudá-los a alçar
voos.
Se for ruim,
chama-se ego,
e tentará te agradar,
não importa
os outros.
O teu espírito é
sadio,
se o bom humor
nele é ativo.
Se é triste,
é doente.
Se teu espírito
cresceu,
sofreu e aprendeu,
nunca será amargo,
filiado às críticas
e lamentações.
O autêntico espírito
está sempre presente,
não tem ansiedade,
desejos,
expectativas.
É sempre do presente
que retira o que
precisa.
Não está no passado,
nem tem nada
a procurar
lá longe,
no futuro.
O espírito é eterno,
sereno, pleno,
na eternidade
do momento.
Se qualquer espírito
estiver ocupado ou
preocupado
com o futuro,
não é espírito puro,
está contaminado,
é o ego,
impaciente,
desobediente,
que foge, receia,
teme o presente.
O ego teme o presente,
porque pressente que
no tempo está a
morte,
e a morte acaba com
ele.
Só a morte acaba
com o ego.
Quem tem medo
de morrer
não é você,
não é o espírito,
que é imortal,
é o ego,
que tem dificuldade
para desapegar-se
desta vida.
A grandeza do
espírito,
está em ensinar o
corpo
a ajoelhar-se,
humildemente,
diante da beleza do
universo,
e a olhar para cima,
agradecido, inspirar-se,
para buscar sempre,
as coisas do ato,
motivações
eternas.
É o espírito
que desperta nos outros,
o sentimento de
respeito,
de admiração,
de dignidade,
de grandeza,
pela origem
e finalidade
do seu ser.
Teu espírito
tem necessidade
de silêncio.
Se não sabes fazer
ou procurar
o silêncio,
está contaminado.
Finalmente,
ao avaliar-se
se tens ou não
espírito nobre,
releia teus
pensamentos
e reveja suas ações
se estão sintonizados
com as energias do
universo,
fortalecendo vínculos
de comunhão,
unidade
e fraternidade.
Terminada a missão,
cumpriu-a,
se eternizou
o teu corpo,
tornando-o capaz
de ultrapassar
todos os limites,
dos preconceitos,
das divisões
e até o da morte.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 04/05/2020

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