A face do céu
é invisível.
Não o vemos.
O céu
está na dimensão
invisível,
da eternidade.
Nós estamos
na dimensão visível,
primária, inicial,
da ascensão,
à perfeição.
Nós estamos
na dimensão
do tempo.
Quem está aqui,
vê tudo
o que é daqui.
Quantos de nós
já ouvimos falar
do céu?
E quantos,
deram ouvidos,
aceitaram?
E quantos,
rejeitaram?
Se dão melhor
na vida que passa,
aqueles que aceitam.
Se sentem melhor,
mais alegres,
mais esperançosos,
aqueles que acreditam
no céu.
Por enquanto
a atitude correta,
é aceitar e acreditar.
Porque o céu
não é aqui.
Para ir até o céu,
precisamos
de outros meios,
da contemplação,
ação de admiração,
de transporte,
das coisas visíveis,
das boas ações,
para as invisíveis.
Se alguém consegue
seguir adiante,
pensar,
vislumbrar,
imaginar,
o que seja o céu,
vai ser uma pessoa
diferente.
E passa a ver tudo,
como se no céu
estivesse vi-vendo.
E começará ouvir
o que desde sempre,
a eternidade fala,
e não conseguimos
ouvir,
nem decifrar,
porque não estamos
antenados,
na sintonia fina,
nas ondas do espírito,
do bom espírito
do espírito
desenvolvido,
da alma diplomada,
nas escolas do céu.
Agora é o momento
certo
em que devemos nos
ocupar
mais com as coisas
divinas.
Se ficarmos
envolvidos
somente com as coisas
nossas,
dos humanos,
permaneceremos apenas
terráqueos,
e o céu ficará só
para os anjos.
Se ficarmos
envolvidos
somente com as coisas
humanas,
com as fronteiras da
terra,
permaneceremos
terráqueos,
e nem vamos conseguir
romper
as resistências,
para começar o
diálogo
sobre as coisas do
céu.
Se a gente sente
dentro de si
sentimentos inexplicáveis,
de admiração, diante
da grandiosidade
do universo.
Se conseguimos aceitar
que muitas perguntas
feitas
na terra,
não encontramos
respostas aqui,
as respostas
só podem estar lá,
no céu.
Se você se permitir,
não resistir,
aceitar
o céu,
como uma possibilidade
real,
darás os passos
na sua direção,
e já serás diferente,
dos que desistiram,
antes
de começar.
Não leia literatura
sobre o inferno.
Se ler,
está alimentando
teus conflitos,
e não verás soluções
para tuas frustrações.
O inferno é fechado.
Leia literatura sobre
o céu.
Se ler, será mais
otimista,
aberto, bondoso,
pacífico,
carinhoso, atencioso,
pois está
alimentando-se
dos valores que lá
existem.
O céu é aberto.
Perguntam-se
se estou passando bem,
ou
afirmam que sou corajoso,
escrever
sobre o céu
durante
um tempo
de
pandemia.
Se eu fizer um
discernimento,
como dom de visão
adquirida,
com conhecimentos
teológicos,
mais do que
científicos,
distingo o bem do
mal,
as duas forças
presentes no mundo,
a do espírito santo,
e a do espírito
das negações,
ou do afastamento de
tudo
o que é bom e
benfazejo.
Então, opto por me
aproximar
do bom espírito, das
boas obras,
do otimismo, das
esperanças,
das buscas por
soluções,
das portas de saída.
Escolho a esperança.
Afasto-me do pessimismo.
E dos pessimistas.
O bom espírito,
que vem do céu,
me faz sentir um
vazio,
... a ser preenchido.
O mau espírito,
no meu vazio,
... me afunda
cada vez mais.
O bom espírito, do
céu,
nas dificuldades,
... me fortalece.
O mau espírito,
nas dificuldades
... me confunde,
me enche de dúvidas.
O bom espírito, do
céu,
nos momentos de crises,
... me inspira ao
esforço,
a lutar, a rezar, pedir
ajuda.
O bom espírito, do
céu,
sabe que precisa
cada vez mais,
purificar-se.
O bom espírito, do
céu
sabe que faz parte
da pedagogia
do crescimento espiritual,
aceitar,
as provações dos dias
difíceis,
como meios de
fortalecimento,
intensificando a
prática
das boas ações,
prestando mais atenção
aos sofrimentos
dos outros,
servindo mais,
do que querer
ser servido.
O bom espírito, do
céu,
não dá descanso,
nunca.
Esgota os recursos da
razão,
para alimentar a fé,
e purificar o amor.
O bom espírito, do
céu,
me ensina
a ser paciente,
não se revolta,
não joga a culpa
no bom Deus, criador.
O bom espírito, do
céu,
me faz humilde.
O mau espírito,
é negligente,
preguiçoso,
resistente,
não aceita nada
que vem do céu.
O mau espírito, é
orgulhoso,
prepotente, autônomo.
Não quer obedecer,
ao Deus libertador.
O bom espírito, é da
verdade,
aproxima-se da luz,
da claridade.
Então, voltemos ao
céu.
É de lá que vem,
o que aqui
não tem.
Mesmo que as coisas
aqui na Terra
fiquem pretas,
é no céu,
que vemos as cores,
do arco-íris.
Se precisamos de
ajuda,
olhamos para cima.
É de cima,
onde as promessas
foram feitas,
sobre o céu a ser
merecido,
não as promessas
feitas no chão,
nas quais acreditamos,
e nos decepcionaram,
pois que não nos
realizaram.
É na luz,
que ajuda a ver,
que investimos nossos
esforços,
não nas trevas,
que escondem,
os horizontes
eternos.
O céu é ou será
sempre,
fruto de conquista,
prêmio
a ser merecido.
Se
ainda tem
alguma
coisa boa para olhar,
é
para cima, para o céu,
aberto,
misterioso,
ansioso
para
nos receber,
tirar
o véu,
e
deixar-se,
viver.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 01/05/2020

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