quinta-feira, 7 de maio de 2020

736.- Superficialidade ou profundidade. Escolha que define a personalidade de uma pessoa.


Nascemos de um projeto sério.


Vivemos

para um projeto importante:

construir a eternidade no tempo.

 

Ganhamos

a inteligência e a vontade,

os cinco sentidos, a intuição

e a fé, que remove montanhas.

 

Nascemos equipados

para buscar soluções,

aprender, discernir,

fazer contratos de parcerias.

 

Ganhamos a vida e o tempo

para pôr em prática este projeto.

 

Alguns se acomodam

nas teias da superficialidade.

 

Outros, vão longe,

explorando,

decifrando mistérios,

interpretando códigos

descobrindo senhas,

escalando montanhas

ou mergulhando fundo

nos rios e mares da vida.


O espírito

está em nós

para nos ajudar a superar

aquilo que na nossa natureza

se manifesta como fraqueza.

 

Na terra, vivemos praticamente na superfície, pisando no chão com os pés, e vivendo pela cabeça, nas nuvens,

superficialmente.

 

Então, como saberemos se estamos nos conduzindo pelos critérios de profundidade, se estamos na terra, respirando a cultura da superfície da terra?

 

A tendência

do ser humano

é manter-se

nas malhas

da superficialidade,

acostumar-se,

na maciota da rotina,

a resistir,

não avançar,

para as águas

mais profundas.

 

Em todas as coisas,

encontramos a superfície

e a profundidade.

 

No mar, o lixo se acumula

na superfície, nas águas rasas.

 

Nas pessoas,

os assuntos banais,

são uma constante,

tratam das coisas

da superfície,

da vida,

sem finalidade.

 

Raramente

encontramos pessoas

que fazem perguntas,

cujas respostas

englobam

a humanidade toda. 

 

A profundidade

aparece

nas pessoas

que escalam

altas montanhas,

olham para longe,

incluindo novas fronteiras

e vislumbram o infinito aberto,

os rios, e os mares profundos.

 

Superficialidades

são observadas

quando o ego

 se impõem.

 

Atitudes

que nascem

da profundidade,

revelam o eu superior

atuando na superfície.

 

A profundidade

e a Altitude

são irmãs.

Uma olha das profundezas.

A outra enxerga das alturas.

 

A superficialidade

e a Horizontalidade,

também são irmãs,

porém, ambas olham

apenas para os lados,

e para as aparências.

 

As riquezas

das profundidades

desejam subir,

enriquecer

a superfície.

 

As futilidades,

não querem,

não desejam

 descer,

sair de onde estão,

parar de agitar-se,

e silenciar. Não sabem.

Não conseguem mais.

 

Nas profundidades

estão os nutrientes

mais saudáveis,

mais fortes,

resistentes,

as convicções,

lições bem aprendidas,

experiências reconfortantes.

 

Na superfície,

encontram-se poucas coisas

satisfatórias.

 

Na profundidade

se encontra sempre mais

do que se procura.

 

O que se encontra

nas profundidades

é a descoberta e ativação

das potencialidades

do espírito.

 

Na superfície

vive-se a dinâmica do ego,

da acomodação,

da crítica.

 

Da profundidade

vem a dinâmica do espírito,

envolvente, unificadora,

compreensiva,

pacificadora,

tolerante,

fraterna.

 

Sem uma disciplina mística,

atenção às exigências

da espiritualidade,

não conseguimos sair

da superfície,

e entrar nas profundidades,

onde está a fonte dos valores,

os nutrientes do nosso espírito.

 

Distinguimos claramente,

aqueles que vivem

a partir dos critérios do ego,

de um estilo de vida

vivido na superficialidade,

e aqueles que vivem

a partir das fontes profundas,

límpidas, transparentes,

suaves,

do espírito imperturbável,

não manipulável, puro e forte.

 

Viver na superficialidade

mantém-nos no campo

das atitudes incoerentes,

infrutíferas,

vazias,

sem propósitos,

opacas,

sem nenhum brilho.

 

Deixar aflorar lá do fundo,

das raízes bondosas,

as virtudes da compreensão,

da generosidade,

da sinceridade,

da disponibilidade,

da amabilidade,

é uma opção séria,

firme, decidida,

do espírito maduro,

que nos habita.

 

Há uma potência,

uma seiva

que percorre

nossas veias espirituais,

que vem lá da eternidade,

que nasce lá das profundezas,

da zona silenciosa,

imperturbável,

 da alma.

 

É lá na profundidade,

que reina

a raiz,

de todo bem,

do que é bom,

necessário

a todo ser.

 

Não é fácil

alcançar

profundidade,

por isso,

quase sempre,

engano-me,

revelando o ego,

superficial,

julgando,

permitindo

que a crítica,

sempre inútil,

me envolva,

e permaneça,

na superfície,

só no que vejo.

 

Um pensamento bom,

uma atitude de amor,

vem lá da profundidade,

rompendo resistências

e despertando

a nobreza,

do maior sentimento

que o ser humano

pode fazer brotar,

em relação ao outro,

em direção ao outro,

que é o amor.

 

Não seremos

senhores

de nós mesmos,

se não pararmos,

não fizermos silêncio,

para observar

o nosso agir.

 

Temos dificuldades, sim,

mas necessidade também,

de perceber,

no que estamos envolvidos,

o que estamos pensando,

se tudo isso tem respondido

a um significado,

a um sentido ou falta de sentido,

cada vez mais libertador,

ou cada vez mais angustiante.

 

Não adianta só ler.

 

É necessário

o segundo passo,

que é questionar-se.

 

Afrontar-se.

 

E mudar de rumo.

 

Mudar hábitos.

 

Romper

com o padrão

escravizante.

 

Avalie-se, de novo,

sob o ponto de vista

da superficialidade

e da profundidade.

 

Deixe o comando

para o espírito

da verdade,

aquele que reina,

lá das profundezas.

 

Dê oportunidades

para ele manifestar-se.

 

Por fim, é lá do fundo

que manifestamos

que temos alma,

espiritualizada,

e que por isso,

já somos

eternos.

 

Leia outros textos acessando:

https://heiposworld.blogspot.com



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 07/05/2020

eneaspb@gmail.com



Nenhum comentário:

Postar um comentário