sábado, 2 de maio de 2020

733.- Espírito. Ver e viver a partir do espírito




Existe um ideal a buscar

como objetivo:

alcançar um modo de olhar

para dentro da dimensão

da espiritualidade,

e viver

a partir dos valores

do espírito,

do Espírito Santo

que nos habita.

 

De repente,

o espírito que nos habita

é um Espírito Santo.

 

A capacidade para olhar

além do trivial, rotineiro, costumeiro,

além de tudo que é natural,  

só pode ser uma capacidade superior,

sobrenatural.

 

Este é o desafio

dos humanos

para o século XXI:

olhar com o espírito eterno,

para dar os passos na Terra,

em vista da eternidade.

 

O que o espírito fala?

Escuto a voz do espírito?

 

O espírito, invisível

usa do corpo visível

para comunicar-se.

 

Para começar a entender

melhor o fenômeno espiritual,

de vida espiritual,

convém prestar atenção

em si mesmo.

 

Existem tendências em nosso ser,

corpóreo-espiritual, que revelam

que somos compostos e uno,

ao mesmo tempo.

 

Somos, vivemos,

com o corpo

e com o espírito,

numa unidade inseparável,

até o momento da morte física.

 

Quando a dinâmica espiritual

entra em campo?

 

Quando começa

a ouvir sussurros,

intuições, lampejos,

um processo de comunicação,

diferente do habitual,

aquilo, misterioso,

místico,

que desde sempre,

a eternidade fala,

mas não conseguimos ouvir,

nem decifrar,

porque não estamos antenados,

na sintonia fina,

nas ondas do espírito.

 

A visão corporal

é muito fraca,

alcança em média,

90 a 100 anos.

 

Se ficarmos envolvidos

somente com as coisas,

com as ciências

do corpo humano,

não vamos conseguir

entrar na porta estreita,

das sutilezas, da fineza,

das qualidades transparentes,

das coisas do céu.

 

Só o olhar do espírito

consegue perceber

a dimensão

da eternidade,

já presente.

 

O corpo, nosso corpo, resiste,

pois que está ligado às crenças,

às regras, leis e exigências,

às amarras do tempo,

aos apegos

de materialidade.

 

O absoluto,

o Deus Eterno,

está presente

aqui na Terra,

aqui no tempo,

porque ele

é da dimensão eterna,

que tudo engloba,

envolve  

e abraça.

 

Nós já vivemos

dentro da eternidade,

porém, só percebido

pelo olhar do espírito.

 

Se estamos acostumados a olhar

com os olhos da racionalidade,

olhar sensível

ao que é visível,

não vamos perceber,

porque resistimos,

em olhar

para fora da terra,

para as estrelas,

para as distâncias infinitas

do universo,

onde se encontra,

e cabe, o céu

que desejamos.

 

Se olharmos tudo

do ponto de vista

da eternidade,

tudo é presente,

é momento presente.

 

Se traduzirmos

todos os eventos do passado,

colocando a conjugação

no “tempo’ presente”,

não estaremos mais no tempo,

mas na dimensão de eternidade.

 

Por isso,

o espírito sofre,

preso, limitado,

algemado no corpo.

 

O tempo,

para o espírito,

não existe;

é conceito mental.

 

O passado,

para o espírito,

não existe;

é conceito mental.

 

O futuro,

para o espírito,

não existe;

é conceito mental.

 

Para o espírito eterno,

que nos habita

só existe o momento presente,

este, no qual estamos vivendo.

 

Então,

daremos vida

ao espírito,

sempre que estivermos vivendo,

conscientemente,

no momento presente,

sem lembranças,

sem desejos,

sem apegos.

 

Livre, absolutamente livre,

na eternidade, já presente.

 

Para o espírito,

sempre é presente.

Todo momento

é presente.

 

O nosso pecado,

nossos erros,

acontecem só no presente,

não ocorreram lá no passado.

Nossos pecados

acontecem

agora.

 

Nesta visão, os erros,

os pecados de ontem,

do passado,

não existem mais;

foram lavados, sublimados,

por um ato redentor,

do Jesus Cristo, eterno,

no tempo.

 

Se tudo é presente,

a voz passiva não existe.

Tudo é ativo, atividade, permanente.

 

Nesta visão,

toda e qualquer leitura histórica

está presente no momento presente.

 

No Evangelho está escrito assim:

a luz, o Jesus, está no mundo,

mas não o reconhecem,

não o aceitam.

 

Esse é o pecado do mundo:

não querer ver,

não aceitar

que os acontecimentos do passado

estejam presentes, no presente.

 

A luz é claridade,

isto é, possibilita a visão correta.

 

Não aceitar a luz

é escolher a alternativa

de permanecer

na escuridão,

permanecendo sem ver,

com a resistência se impondo,

teimando em não querer ver,

com clareza.

 

O Filho do Deus Eterno,

entrou um dia na Terra,

subordinando-se ao tempo,

encarnando-se,

vestindo um corpo,

durante 33 anos.

 

Se o eterno entrou na terra,

dois mil e vinte e dois anos atrás,

esta data é presente,

para Ele,

que é de natureza eterna,

e é assim também

que nós vemos,

com os olhos espirituais.

 

Sem luz,

sem a visão do espírito,

permanecemos no escuro,

na ignorância, atrasados,

permanecendo no tempo.

 

Com a luz,

do espírito eterno,

compreenderemos algumas coisas,

e veremos as coisas visíveis,

e através delas,

as invisíveis

vão se revelando.


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Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 02/05/2020

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