Existe um ideal a buscar
como objetivo:
alcançar um modo de
olhar
para dentro da
dimensão
da espiritualidade,
e viver
a partir dos valores
do espírito,
do Espírito Santo
que nos habita.
De repente,
o espírito que nos
habita
é um Espírito Santo.
A capacidade para
olhar
além do trivial,
rotineiro, costumeiro,
além de tudo que é
natural,
só pode ser uma
capacidade superior,
sobrenatural.
Este é o desafio
dos humanos
para o século XXI:
olhar com o espírito
eterno,
para dar os passos na
Terra,
em vista da
eternidade.
O que o espírito fala?
Escuto a voz do
espírito?
O espírito, invisível
usa do corpo visível
para comunicar-se.
Para começar a
entender
melhor o fenômeno
espiritual,
de vida espiritual,
convém prestar
atenção
em si mesmo.
Existem tendências em
nosso ser,
corpóreo-espiritual,
que revelam
que somos compostos e
uno,
ao mesmo tempo.
Somos, vivemos,
com o corpo
e com o espírito,
numa unidade
inseparável,
até o momento da
morte física.
Quando a dinâmica
espiritual
entra em campo?
Quando começa
a ouvir sussurros,
intuições, lampejos,
um processo de
comunicação,
diferente do
habitual,
aquilo, misterioso,
místico,
que desde sempre,
a eternidade fala,
mas não conseguimos
ouvir,
nem decifrar,
porque não estamos
antenados,
na sintonia fina,
nas ondas do
espírito.
A visão corporal
é muito fraca,
alcança em média,
90 a 100 anos.
Se ficarmos
envolvidos
somente com as coisas,
com as ciências
do corpo humano,
não vamos conseguir
entrar na porta
estreita,
das sutilezas, da
fineza,
das qualidades transparentes,
das coisas do céu.
Só o olhar do
espírito
consegue perceber
a dimensão
da eternidade,
já presente.
O corpo, nosso corpo,
resiste,
pois que está ligado
às crenças,
às regras, leis e
exigências,
às amarras do tempo,
aos apegos
de materialidade.
O absoluto,
o Deus Eterno,
está presente
aqui na Terra,
aqui no tempo,
porque ele
é da dimensão eterna,
que tudo engloba,
envolve
e abraça.
Nós já vivemos
dentro da eternidade,
porém, só percebido
pelo olhar do
espírito.
Se estamos
acostumados a olhar
com os olhos da
racionalidade,
olhar sensível
ao que é visível,
não vamos perceber,
porque resistimos,
em olhar
para fora da terra,
para as estrelas,
para as distâncias
infinitas
do universo,
onde se encontra,
e cabe, o céu
que desejamos.
Se olharmos tudo
do ponto de vista
da eternidade,
tudo é presente,
é momento presente.
Se traduzirmos
todos os eventos do
passado,
colocando a
conjugação
no “tempo’ presente”,
não estaremos mais no
tempo,
mas na dimensão de eternidade.
Por isso,
o espírito sofre,
preso, limitado,
algemado no corpo.
O tempo,
para o espírito,
não existe;
é conceito mental.
O passado,
para o espírito,
não existe;
é conceito mental.
O futuro,
para o espírito,
não existe;
é conceito mental.
Para o espírito
eterno,
que nos habita
só existe o momento
presente,
este, no qual estamos
vivendo.
Então,
daremos vida
ao espírito,
sempre que estivermos
vivendo,
conscientemente,
no momento presente,
sem lembranças,
sem desejos,
sem apegos.
Livre, absolutamente
livre,
na eternidade, já
presente.
Para o espírito,
sempre é presente.
Todo momento
é presente.
O nosso pecado,
nossos erros,
acontecem só no
presente,
não ocorreram lá no
passado.
Nossos pecados
acontecem
agora.
Nesta visão, os
erros,
os pecados de ontem,
do passado,
não existem mais;
foram lavados,
sublimados,
por um ato redentor,
do Jesus Cristo,
eterno,
no tempo.
Se tudo é presente,
a voz passiva não
existe.
Tudo é ativo,
atividade, permanente.
Nesta visão,
toda e qualquer
leitura histórica
está presente no
momento presente.
No Evangelho está
escrito assim:
a luz, o Jesus, está no
mundo,
mas não o reconhecem,
não o aceitam.
Esse é o pecado do
mundo:
não querer ver,
não aceitar
que os acontecimentos
do passado
estejam presentes, no
presente.
A luz é claridade,
isto é, possibilita a
visão correta.
Não aceitar a luz
é escolher a
alternativa
de permanecer
na escuridão,
permanecendo sem ver,
com a resistência se
impondo,
teimando em não
querer ver,
com clareza.
O Filho do Deus
Eterno,
entrou um dia na Terra,
subordinando-se ao
tempo,
encarnando-se,
vestindo um corpo,
durante 33 anos.
Se o eterno entrou na
terra,
dois mil e vinte e
dois anos atrás,
esta data é presente,
para Ele,
que é de natureza
eterna,
e é assim também
que nós vemos,
com os olhos
espirituais.
Sem luz,
sem a visão do
espírito,
permanecemos no
escuro,
na ignorância,
atrasados,
permanecendo no
tempo.
Com a luz,
do espírito eterno,
compreenderemos
algumas coisas,
e veremos as coisas
visíveis,
e através delas,
as invisíveis
vão se revelando.
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