terça-feira, 31 de outubro de 2023

878.- Verdade. A Verdade colocada como referência.


 

No que é que se fundamenta

toda educação?

 

- Sobre a verdade.

 

A verdade

é um valor absoluto.

 

A verdade

não te oferece vantagens:

cobra responsabilidade, maturidade,

fidelidade e integridade.

 

A verdade

é o valor que define

uma personalidade evoluída,

enriquecida por uma série de valores

que honra e dignifica

aquele que a comunica.

 

Toda educação e formação

deveria ser transmissão

da verdade.

 

Toda informação

deveria ser comunicação

de valores absolutos,

sempre referindo-se à verdade.

 

Quando ouvimos alguma notícia,

alguma informação,

imediatamente a aceitamos

como verdadeira,

porque associamos a verdade

ao transmissor da verdade.

 

Mas nem sempre é verdade

porque a mentira também é comunicada,

transmitida com outras intenções

que não a da verdade.

 

Quem transmite mentiras

revela a incoerência que há dentro de si,

revela as infidelidades que o corromperam,

e o descrédito que a caracteriza.  

 

Aquele que fala a verdade,

se comprometeu com a verdade,

é coerente, e por ela se compromete

e entrega sua vida.

 

Aquele que fala mentiras

se comprometeu,

sua liberdade vendeu,

dividiu-se e se perdeu.

 

A verdade

se impõe com suavidade,

sem pressão, cobranças e violência.

 

Não necessita de enfeites e arranjos,

não faz promessas de vida fácil,

e nem dispensa sacrifícios.

 

A luz da verdade

revela quem ainda tem alma.

 

Tem alma

aquele que ama a verdade

e por ela deixa-se iluminar.

 

A verdade, humilde,

se expõe sem receios

anda sem disfarces,

é ativa, sem medo

de ser descoberta

na escuridão.

 

A mentira se esconde,

camufla-se,

coloca máscaras,

usa e abusa da falsidade,

esvazia-se, racionaliza,

se impõe, desenvergonhada,

e tem medo da claridade.   

 

A verdade permite-se ver,

se deixa observar,

mostra-se com prazer

pois que de todos

quer amiga se fazer.

 

Da verdade

só ouço elogios.

 

A mentira grita.

A verdade silencia.

 

A mentira confunde.

A verdade não ilude.

 

A mentira fica por aqui,

circulando na Terra.

 

A verdade é imortal,

um bem superior

doado aos mortais

que desejam a imortalidade.

 

Quem é da verdade

olha para o céu,

se abre para o espaço infinito,

e acredita no impossível.

 

Sair daqui é uma promessa

do Senhor da Verdade.

 

A verdade é algo íntimo,

coerente com meu ser.

 

Acreditar na Verdade

está bem próximo

de mim mesmo.

 

Se minto para mim,

experimento divisão.

Ausento-me de mim.

 

Se aceito a verdade,

me completo,

sinto-me Unificado.

 

A mentira não me completa.

Divide, rompe, quebra meu ser.

 

A verdade me alimenta.

A mentira me enfraquece.

 

A verdade permanece

por ser valor absoluto.

 

A mentira desaparece

enterrada em seus próprios argumentos,

supérfluos, superficiais,

relativos, passageiros. 

 

Se a verdade é um bem

que a mim diz respeito,

porque cedemos à mentira

um lugar ao nosso peito?

 

A verdade exige de mim

a busca, a procura.

 

A mentira,

se não lhe opomos resistência,

se instala, se acomoda,

faceira, feita dona da nossa casa.

 

Se você não me vê simpático,

porque a verdade te revelo,

a mentira que em ti ressoa

me critica porque a desvelo.

 

Quem é pela verdade

é pela propagação do bem.

 

Se a verdade

não for colocada como referência,

sobre que bases iremos construir?

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

41 98854-5166

Criado e publicado no FACE

e no Blog em 31/10/2023.

877.- Fé. A linguagem da fé.

 

Desde pequenos

absorvemos a cultura

do mundo materialista.

 

Tivemos poucas aulas de catequese

ou formação espiritual.

 

Se tivemos, foi lá na infância.

 

Foi pouco, muito pouco considerando

o amplo campo da espiritualidade,

da apreensão e da compreensão da história

dentro de uma visão teológica,

do Deus Criador.

 

A fé começa a despertar

quando aprendemos

que este mundo

é obra divina

e que nós fomos criados

para sermos filhos de Deus

e herdeiros de todos os bens

criador por nosso Criador,

nosso Pai Celestial.

 

Quando entramos

numa conversa sobre a fé,

a nossa razão, nossa mente

é que entra no diálogo

porque temos pouquíssima experiência

e quase nenhum conhecimento

sobre o conteúdo da nossa fé.

 

Por isso dizemos, até com convicção,

 

que não temos fé,

ou que nossa fé é muito fraca.

 

Ora, ora. Como vamos ter fé

se não nos relacionamos

com aqueles realidades

que se referem à fé.

 

Como podemos ter uma fé forte,

que alimenta, sustenta e comprova

nossas convicções?

 

Aqueles que vivem experiências de fé

sabem que a fé é uma ferramenta.

 

A razão de ser das ciências fundamenta-se

naquilo que observamos com nossos sentidos:

olfato, visão, audição, tato e paladar.

 

Tudo isso entra em nós através da razão,

da capacidade de raciocínio.

 

Tudo isso se refere ao tempo.

 

A fé também está dentro

da esfera temporal

mas tem o seu fundamento

nas nossas faculdades

ou capacidades espirituais,

e vão mais longe,

referem-se já à eternidade.

 

Estamos no mundo.

Estamos no tempo.

 

O tempo está circundando

apenas o planeta Terra.

 

Lá fora do planeta Terra

já mora a eternidade.

 

A fé abre a tampa do tempo

e consegue penetrar na eternidade.

 

A fé te convida a dar um passeio

para fora do espaço terreno.

 

A eternidade

já é uma outra dimensão.

 

É de natureza infinita,

onde mora o céu.

 

O que o nosso conhecimento,

nossa razão e inteligência

não conseguem,

a espiritualidade,

com a ferramenta da fé,

nos leva à verdade e à sabedoria

a que o espírito sempre se refere.

 

O espírito é de natureza eterna,

permanente.

 

A Sabedoria espiritual

nos dá o dom do discernimento,

fundado nos valores permanentes

da verdade, da justiça e do amor.

 

O que a razão não consegue,

a sabedoria da fé sugere

a aceitação humilde,

o discernimento

e a conversão

ou transformação espiritual.

 

A razão encontra limites e fronteiras.

 

A partir das fronteiras,

tem-se que dar oportunidade

para a fé continuar o caminho.

 

A fé transmuta

nossas imperfeições,

nossas limitações

para um patamar de sabedoria,

de contemplação,

de aceitação

dos mistérios da existência.

 

A visão de mundo

tem um programa racional,

sensível, material, físico. 

 

A fé tem um programa espiritual,

muito mais amplo, aberto ao infinito.

 

Quem entra por este caminho

jamais quer voltar de onde veio,

pois no espírito se encontra a liberdade

de voar além das fronteiras visíveis.

 

O mundo visível é uma escola

onde aprendemos a meditar

sobre os seus elementos

e perceber neles

as mensagens contidas

revelando pela fé

a existência de um outro mundo,

invisível.

 

A linguagem da fé

é ver através das frestas,

interpretar os raios do sol,

e ver com os olhos fechados.

 

O mundo invisível

se vê de olhos fechados,

com a ferramenta da fé.  

 

A fé é a ferramenta

mais perfeita que existe:

serve para os dois mundos.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Criado e publicado no FACEBOOK

e no Blog Heipo’s World em 31/10/2023.

876.- Eu superior. Altaestima.

 

Altaestima. O Eu superior.


Primeiro, comecemos com o reconhecimento
da nossa maior dignidade: somos criaturas,
criados pelo Deus Pai Criador.

Fomos criados dentro de um formato eterno.
Nosso modelo é o Jesus Cristo.
Fomos criados à imagem e semelhança do Jesus Cristo.

E, para que aprendêssemos bem como é este modelo,
Ele próprio, Deus Eterno enviou o seu Filho Eterno
para mostrar para nós o que devemos aprender,
quem devemos imitar, o que deixar de lado,
e, como viver.

O que há de mais caro para cada um de nós,
é a autoestima celestial.

Estamos no mundo, mas não somos do mundo.
Somos lá do alto. Somos cidadãos da eternidade.
Estou falando do EU SUPERIOR.

Como alimentar este EU SUPERIOR?

Voltando ou dirigindo os olhos para o alto,
para o céu, para as estrelas,
olhando e admirando a grandiosidade
do Universo, infinito.

Com o silêncio, com a contemplação da Criação,
da Natureza, com o convívio com as personalidade divinas,
com o cultivo da intimidade filial, a oração, a meditação,
a procura da solidão para refletir, admirar e contemplar.

Como alimentar o EU SUPERIOR? –
Mudando os hábitos egoístas, fechados,
pessimistas, ou críticos, para o cultivo
dos valores internos dos nossos semelhantes,
que também são imagem e semelhança do Redentor.

Olhar para fora, olhar para os outros,
para o próximo, amando-os da mesma forma
como amamos a nós mesmos, servi-los em suas necessidades,
dar-lhes atenção, alimentá-los, vesti-los, dialogar com eles.
Ser um com eles.

O maior pecado das pessoas é desconhecer-se a si mesmos.

A ignorância sobre si mesmo é a causa do atraso,
dos conflitos, das frustrações e depressões,
enfim, da infelicidade.

É o que leva uma pessoa a ser explorada,
a sentir-se inútil, não ver sentido na vida.

Quando não nos conhecemos

a partir da Imagem e Semelhança 

com um modelo Divino, 

vulgarizamos nós mesmos 

e tudo o mais.

Confundimos as coisas, desperdiçamos energias,
pois desconhecemos nossos poderes divinos,
não alimentando nossa sede de eternidade.

Necessitamos de valores como referência.
Valores eternos.

O ser humano é duplo: tem um EU SUPERIOR
e convive com o EU INFERIOR.

É uno, mas experimenta divisão.

Quando uma pessoa é guiada pela consciência mística,
é o EU SUPERIOR no comando.

Quando uma pessoa é inconsciente,
ela é dominada pelo eu inferior, instintivo, inconsequente.
Está alienada, desligada, fora de órbita,
presa fácil dos meios exploratórios.

Ainda não sou o que devo ser,
por isso sinto-me incompleto
e desequilibrado.

Então, vamos ligar o motor.

Ativar a consciência.

Você está em condições
de perceber o desnível
que há entre o que somos
e o que a nossa consciência atesta
que podemos ser?

Entre o que pensamos
e o que a nossa consciência desperta
consegue perceber?

Entre o que nosso ego
mostra de nós para os outros
e o que a nossa consciência
sinaliza ser verdade para nós mesmos?

Se sim, a humildade divina
se instala na sua personalidade
e o equilíbrio vem vindo de mansinho
e você começa a mostrar o seu lado simpático, desarmado,

atraente e charmoso, o teu verdadeiro eu,

profundo e transcendente, aquele que é a imagem
e semelhança com o teu Criador, teu Deus e Pai.


Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 17/05/2023

Publicado no Blog Heipo’s World em 25/10/2023.

eneaspb@gmail.com

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875.- Evolu indo.


 

A evolução supõe

estar num caminho de ida,

para frente, subindo, não descendo,

aperfeiçoando, ampliando a visão,

abrindo-se ao desconhecido,

ao que ainda é mistério,

mas convida, sutilmente,

a prestar atenção

no céu, nas estrelas. 

 

Descendo ou parado,

estacionado, seria involução.

 

Estamos embarcados numa nave

que adentra as esferas do infinito,

da eternidade.  

 

Quando estamos alienados, desligados,

não percebemos que estamos num mundo

em que a cultura ideológica,

massificante,

que se respira,

se lê, se assiste e se conversa,

está estacionada,

parada no tempo.

 

Estamos dentro de uma cultura,

a cultura massificante,

que nos envolve e engana

com ilusões e fantasias,

com mentiras.

 

Se tu não desconfias,

não questiona,

não despertas,

não abrirás mais os olhos,

não ativarás a sua consciência

e nem suas decisões.

 

Não permita

a morte da sua alma.

 

Não se deixe envolver e engolir

pela fome dos comedores de consciência.

 

Não aceite insultos, desvalorização

de tudo aquilo que tens de bom,

de nobre e elevado

na sua essência,

quase anestesiada

pelas ilusões deste mundo.

 

Mas se há energia,

capacidade reflexiva,

avaliação e discernimento,

perceberás as placas indicativas

para dirigir sua vida

pelas vias da verdade.

 

Desperte,

faça um esforço revolucionário,

um ato de fé humilde

e uma decisão inquebrantável

de retomar o comando

da sua própria vida.

 

Os valores humanos

podem receber uma carga extra,

sublimados, elevados

para a dimensão espiritual, divina,

subindo, promovendo, evoluindo,

do tempo para a eternidade.

 

A fé é um valor que eleva,

amplia as capacidades humanas,

promovendo nossas incertezas

para a aceitação

das realidades eternas.

 

Existe sim uma fome,

uma insatisfação existencial,

um vazio provocado

pela falta de alimentos eternos.

 

Essa falta, essa fome é um sinal,

uma mensagem, um convite

a se fazer um esforço de abertura,

aceitação de alimentos diferentes,

eternizantes.

 

A nossa fome é de perfeição.

Se os caminhos que estamos percorrendo

não nos leva a ir, mesmo que lentamente,

ao encontro do que nos aperfeiçoa,

não estamos evoluindo.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado e publicado no FACE em 25/10/2023

Publicado no Blog em 31/10/2023.