O sereno cai na folhagem da natureza
e desliza para a alma dos filhos do Criador.
O
sereno
é
percebido pelas pessoas
que
moram fora dos centros urbanos.
Quem
vive nos campos,
em
chácaras, sítios ou fazendas,
em
casas, nos pequenos povoados,
nas
redondezas das cidades,
conhece
o sereno.
Nas
noites limpas, sem nuvens,
o sereno se faz presente como umidade,
molhando, refrescando o meio ambiente,
colocando gotículas nas pétalas de flores,
nas
folhas das árvores, na grama,
na
calçada, em nossos cabelos,
na
blusa fina e na alma da gente.
Se
você mora na cidade
e
quer sentir o sereno,
pegue
sua cadeira, seu banquinho
e
vá até uma praça, próxima á sua casa,
ou
vá até um parque ao anoitecer.
Sente-se,
olhe para cima,
ligue
sua consciência,
ative
sua sensibilidade,
e
sinta o sereno
tocando,
primeiro sua face,
depois,
sua alma.
Para
perceber o sereno
convém
ativar a sensibilidade,
no
olhar e no sentir,
para
acordar a alma.
O
sereno funciona como sacramento,
como
símbolo, sinal, mensagem.
As
perfeições visíveis
funcionam
como despertador
para
as realidades invisíveis.
Muitas coisas
que existem na natureza
funcionam como
código,
como letras
que precisam ser
decifradas,
traduzidas para serem entendidas.
Há um dicionário todo
e em todos os seres criados,
na natureza das matas,
nas águas, e ... no sereno.
Na raiz de todas as coisas,
está um personagem criador,
que se esconde, revelando-se,
e revela-se, escondendo-se
e se deixa perceber,
sutilmente.
Através das coisas visíveis,
vamos percebendo,
decifrando, interpretando
as realidades invisíveis.
Você não vê o sereno
caindo e se instalando na flor.
Mas vê o sereno na folha, na flor,
visitando,
embelezando, iluminando,
dando brilho,
umedecendo, fortalecendo,
realizando,
satisfazendo, vivificando-a.
Assim é:
você não vê o Deus Criador,
o Deus Redentor ou
o Deus Espírito Santo,
‘caindo’
e se instalando nas pessoas.
Mas você vê
que todos os seres minerais,
vegetais,
animais
e pessoas humanas
foram visitadas por
Deus, deixando-lhes,
oculto, um dicionário
e uma oficina de possibilidades.
A graça do Deus Pai
é como o sereno
nas flores
e nas plantas,
e nos matos
e nos espinhos,
e nas estradas,
na poeira,
no barro, nos animais,
nas casas,
nos prédios, pontes e rios.
O sereno
não escolhe chão,
tipo de vegetação,
residência ou caminhos.
O sereno cai,
de mansinho,
visita,
e está aí sobre tudo e todos.
O Deus que é Pai,
que é Filho,
e que é Espírito Santo,
sobre tudo e sobre todos,
derrama suas bençãos
e suas graças.
E sobre ti, também.
Alegra-te, pois,
Agora, e depois,
para sempre.
O Deus Pai te
visitou, te chamou para a vida
e te mantém
viçoso(a), úmido(a), bem vivo(a).
Ele é o teu Sereno. E
você é a Sua Flor.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 16/03/2023.
Publicado no Blog Heipo World em 12/03/2014
e atualizado em 10/02/2016. Atualizado
e republicado no FACE em 16/03/2023.
Pub no Blog em 25outub2023

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