O mundo visível que conhecemos
é aquele
que está bem perto
dos nossos
olhos,
do nariz e
dos ouvidos,
das nossas
mãos
e dos dois
pezinhos.
Alguns
viajam para lá e para cá,
de carro,
ônibus e aviões,
mas, bem
pertinho.
Não saem
da órbita
da nossa
Terrinha.
E não
alongam
não se
atrevem
não se
aventuram
ao mais longe, desconhecido.
E
necessário sim,
o olhar lá
de cima,
mais
abrangente, totalizante.
Mas
estamos acostumados a ver
só com os
olhos, aqui de baixo,
a curta
distância.
Os olhos
são
componentes da visão orgânica,
material,
e por isso,
só enxerga
o que é visível.
Olhamos
só o que
aparece;
o que não
aparece, não cativa,
não
desperta perguntas, curiosidade.
Olhamos só as aparências,
a parte
externa, que não diz tudo.
Os olhos só enxergam o material,
os
limites, as fronteiras,
e isso
acaba criando em nós
uma
mentalidade
aplicada
apenas ao planeta Terra,
um
pontinho de caneta
no
infinito caderno do Pai Educador.
Mas
existem dois mundos:
o mundo
visível e o mundo invisível.
Sinta aí o vento, invisível,
brincando
com os teus cabelos,
acariciando
a sua pele.
Nós
sabemos
que
existem dois mundos,
mas
cultivamos preferencialmente
o mundo
que vemos.
Tudo o que
é visível
é objeto
das ciências exatas,
onde temos
o tato, certezas e convicções.
Mas
existem outras ciências.
Existe
todo um mundo invisível,
material e
imaterial
que também
pode ser
objeto de
estudos e de ciências.
Há um
mundo infinito
a ser
explorado por nós.
Eis onde justifica-se
o convite
das
religiões: “convertei-vos”,
e das
ciências: “evoluam”.
Convertei-vos
para uma nova ciência.
Buscai as
ferramentas apropriadas
e
desenvolvei-as.
‘O
essencial é invisível aos olhos’,
disse o
escritor e profeta
Antoine de
Saint Exupèry.
Há um
mundo invisível
e infinito
a explorarmos.
O mundo do
invisível
é também o
mundo infinito,
sem
fronteiras e eterno.
Não
enxergamos
porque
nossos olhos
não
conseguem ainda,
encurtar
as distâncias.
Nem olhar
o lado de dentro das coisas.
Há ainda o
lado escuro, onde existem ‘coisas’
que a
falta de claridade
não nos
permite enxergar.
Há o lado
desconhecido
que a
falta de conhecimento
não nos
proporcionam a degustação
da sua
realidade.
Alguém
precisa abrir as janelas
para o
infinito.
Já estamos
prontos, equipados,
para
respirar ar celestial
que
amplificam nossos pulmões,
capacitando-o
para outros mundos,
outras
realidades, ainda invisíveis.
Nós não somos só deste mundo
que morre,
que caduca,
que
desaparece, por estar
cheio de
limites, contornos
e
fronteiras.
Somos
herdeiros também
do mundo
invisível, distante,
cheio de
novidades, realidades,
heranças
que iremos receber.
Mas ainda não
estamos preparados
para este
mundo e nem vemos empenho
para essa
abertura, para nós,
que somos
demasiadamente
humanos, e
ainda, pouco divinos.
Os nossos olhos só se apegam ao visível,
porque
está treinado e capacitado
somente
para esta função.
Mas há uma
ciência nova
na qual
devemos nos tornar especialistas,
usando as
ferramentas apropriadas,
diferentes
daquelas que usamos
no nosso
mundo econômico,
financeiro
e materializado.
Se nossos
olhos
não
possuem a capacidade
de olhar o
invisível,
há a
necessidade de desenvolver
e
aperfeiçoar, o olhar do espírito,
que consiga
ver o invisível,
ou aquilo
que consideramos,
ainda,
distante, não perceptível.
Nesta nova
ciência,
o primeiro
passo é fechar os olhos.
A
ferramenta mais usada
é o
silêncio, a meditação,
a
contemplação do universo visível.
Tem-se que
parar
para
escutar o inaudível.
Tem-se que
olhar
com os
olhos do espírito
para ver o
invisível.
Existem
mudanças
a serem
efetivadas.
E quanta
mudança!
Há um
mundo novo,
um mundo
todo
cheio de
valores invisíveis,
ainda desprezados
ou
ignorados por nós.
Nossa
natureza gosta de mistérios.
O que
ainda é misterioso e desconhecido,
mantém as
portas e janelas abertas.
Quantas
histórias, livros e filmes
sobre
ficções nas florestas, nos mares
e nos
planetas estelares!
Quanta
literatura indo na frente,
despertando
em cada um de nós,
descobertas
das potencialidades
que ainda
dormem
esperando
o momento
de entrar
em ação.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 23/03/2023
eneaspb@gmail.com
Publicado no Blog Heipo World em 26/07/2016.
Atualizado e republicado no FACE em 22/03/2023.
Atualizado novamente no Blog em 25outub23
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