quarta-feira, 25 de outubro de 2023

825.- Mundo. O mundo visível e suas ilusões; o mundo invisível e seus sutis convites.



O mundo visível que conhecemos

é aquele que está bem perto

dos nossos olhos,

do nariz e dos ouvidos,

das nossas mãos

e dos dois pezinhos.

 

Alguns viajam para lá e para cá,

de carro, ônibus e aviões,

mas, bem pertinho.

 

Não saem da órbita

da nossa Terrinha.

 

E não alongam

não se atrevem

não se aventuram

ao mais longe, desconhecido. 

 

E necessário sim,

o olhar lá de cima,

mais abrangente, totalizante.

 

Mas estamos acostumados a ver

só com os olhos, aqui de baixo,

a curta distância.  


Os olhos

são componentes da visão orgânica,

material, e por isso,

só enxerga o que é visível.

 

Olhamos

só o que aparece;

o que não aparece, não cativa,

não desperta perguntas, curiosidade.  


Olhamos só as aparências,

a parte externa, que não diz tudo.


Os olhos só enxergam o material,

os limites, as fronteiras,

e isso acaba criando em nós

uma mentalidade

aplicada apenas ao planeta Terra,

um pontinho de caneta

no infinito caderno do Pai Educador.

 

Mas existem dois mundos:

o mundo visível e o mundo invisível.


Sinta aí o vento, invisível,

brincando com os teus cabelos,

acariciando a sua pele.

 

Nós sabemos

que existem dois mundos,

mas cultivamos preferencialmente

o mundo que vemos.

 

Tudo o que é visível

é objeto das ciências exatas,

onde temos o tato, certezas e convicções.

 

Mas existem outras ciências.

 

Existe todo um mundo invisível,

material e imaterial 

que também pode ser

objeto de estudos e de ciências.

 

Há um mundo infinito

a ser explorado por nós.

 

Eis onde justifica-se o convite

das religiões: “convertei-vos”,

e das ciências: “evoluam”.

 

Convertei-vos para uma nova ciência.

 

Buscai as ferramentas apropriadas

e desenvolvei-as.

 

‘O essencial é invisível aos olhos’,

disse o escritor e profeta

Antoine de Saint Exupèry.

 

Há um mundo invisível

e infinito a explorarmos.

 

O mundo do invisível

é também o mundo infinito,

sem fronteiras e eterno.

 

Não enxergamos

porque nossos olhos

não conseguem ainda,

encurtar as distâncias.

 

Nem olhar o lado de dentro das coisas.

 

Há ainda o lado escuro, onde existem ‘coisas’

que a falta de claridade

não nos permite enxergar.

 

Há o lado desconhecido

que a falta de conhecimento

não nos proporcionam a degustação

da sua realidade.

 

Alguém precisa abrir as janelas

para o infinito.

 

Já estamos prontos, equipados,

para respirar ar celestial

que amplificam nossos pulmões,

capacitando-o para outros mundos,

outras realidades, ainda invisíveis.    


Nós não somos só deste mundo

que morre, que caduca,

que desaparece, por estar

cheio de limites, contornos

e fronteiras.

 

Somos herdeiros também

do mundo invisível, distante,

cheio de novidades, realidades,

heranças que iremos receber.  

 

Mas ainda não estamos preparados

para este mundo e nem vemos empenho

para essa abertura, para nós,

que somos demasiadamente

humanos, e ainda, pouco divinos.


Os nossos olhos só se apegam ao visível,

porque está treinado e capacitado

somente para esta função.

 

Mas há uma ciência nova

na qual devemos nos tornar especialistas,

usando as ferramentas apropriadas,

diferentes daquelas que usamos

no nosso mundo econômico,

financeiro e materializado.

 

Se nossos olhos

não possuem a capacidade

de olhar o invisível,

há a necessidade de desenvolver

e aperfeiçoar, o olhar do espírito,

que consiga ver o invisível,

ou aquilo que consideramos,

ainda, distante, não perceptível.

 

Nesta nova ciência,

o primeiro passo é fechar os olhos.

 

A ferramenta mais usada

é o silêncio, a meditação,

a contemplação do universo visível.

 

Tem-se que parar

para escutar o inaudível.

 

Tem-se que olhar

com os olhos do espírito

para ver o invisível.

 

Existem mudanças

a serem efetivadas.

E quanta mudança!

 

Há um mundo novo,

um mundo todo

cheio de valores invisíveis,

ainda desprezados

ou ignorados por nós.

 

Nossa natureza gosta de mistérios.

 

O que ainda é misterioso e desconhecido,

mantém as portas e janelas abertas.

 

Quantas histórias, livros e filmes

sobre ficções nas florestas, nos mares

e nos planetas estelares!

 

Quanta literatura indo na frente,

despertando em cada um de nós,

descobertas das potencialidades

que ainda dormem

esperando o momento

de entrar em ação.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 23/03/2023

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World em 26/07/2016.

Atualizado e republicado no FACE em 22/03/2023.

Atualizado novamente no Blog em 25outub23

 

Leia outros textos:

http://heiposworld.blogspot.com.br

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