Às vezes
encantado
e outras
vezes,
desconcertado
comigo
mesmo.
Se o
mundão lá fora
ainda
decepciona
é porque
alguma coisa
não está
funcionando direito
aqui
dentro do meu próprio mundo.
Desde que
nasci
acho que deveria
estar envolvido
em constante
processo de evolução,
passando
de fase continuamente,
adquirindo
a humilde visão
de quem
sou
e em que
estágio
ainda me
encontro.
Sinto
vergonha
de ser o
que ainda sou
e sinto-me
incapaz
de me ver
onde deveria estar.
É um
atrevimento da nossa parte
aventurar-nos
ou atrever-nos
a falar de
natureza divina
quando nem
nos conhecemos
como
humanos.
Acredito
que o conhecimento
de si
mesmo,
como
filhos da Terra
seja um
pré-requisito
para
querer conhecer-nos
como
filhos dos céus.
Ou talvez
seja algo
que
acontece simultaneamente.
Quanto
mais nos experimentamos
como
humanos, conscientes,
mais luzes
teremos
para nos
enxergar como divinos,
herdeiros
dos céus.
Mas,
conhecer-se a si mesmo
é algo
maravilhoso, fantástico,
pois que
somos o resumo
do
universo externo.
Viajar
para conhecer
o universo
exterior
sem
conhecer o universo interior
é a mesma
coisa que querer viajar sem mapa,
sem
destino certo, sem farol, sem companhia,
sem
condições de degustar
as
paisagens e as pessoas.
Desconhecer
o universo interior,
meu mundo
físico, mental e espiritual
não me
deixa em condições
de diálogo
profundo
com meus
companheiros de viagem.
Eles não
vão entender-me,
se eu não
me entendo.
Eles não
vão simpatizar
e comungar
comigo
se minhas
acomodações internas
estiverem
fora de ordem e confusas.
Se estou
em conflito comigo mesmo
só verei
conflitos fora de mim.
Se há
guerras lá fora
é porque
muita gente vive guerreando
dentro do
seu próprio universo.
Sem o
autoconhecimento, quem sou,
serei
ineficiente em quase tudo
em que eu
me envolver.
Sem saber
quem sou
facilmente
aceitarei
viver no
mundo da ilusão,
no mundo
virtual, dos pensamentos
e
imaginações.
É só a
realidade nua e crua que me educa,
me põe no
chão, me conecta e me envolve
na ação,
com os outros, meus irmãos.
Quando
alguém diz que não te entende,
ele tem
razão pois você mostrou para ele
a sua
imagem ideal, seus pensamentos,
e não suas
deficiências e necessidades.
Quando nos
conhecemos a nós mesmos
não nos
permitimos
usar
máscaras ou mentiras,
mas
humildemente,
demonstramos
o nível
que nossa
consciência já chegou,
expondo
simplesmente,
nossa
natureza humana,
igual à de
todo mundo.
Ninguém é
por demais
o que
somos de menos.
Todos
viemos do mesmo lugar
e todos
iremos também
para o pó
da Terra que somos.
Acho
difícil uma pessoa
conviver
bem consigo mesma
quando
existem dois tipos diferentes
de
personalidade
em
conflito
dentro de
si:
um
verdadeiro e outro falso.
Geralmente
o verdadeiro eu se impõe,
quando o
eu inferior é conhecido.
Como sei?
Ora, o eu verdadeiro
não aceita
incoerência,
a
permanência da mentira
em meu
próprio ser.
Só serei
verdadeiro comigo mesmo
se for
verdadeiro com os outros.
só serei
verdadeiro com os outros
se eu for
verdadeiramente eu mesmo,
caso
contrário estarei dividido,
enfraquecido,
sem
méritos e créditos.
A paz que
tanto necessitamos
nasce
dentro de nós mesmos
e se
encontra aqui, na harmonia,
na posse
consciente
do meu eu
verdadeiro.
Tantas e
tantas pessoas
procuram
fora de si,
envolvendo-se
com diversões,
jogos,
conversas, atividades mil,
quando o
que realmente procuram
e precisam
é de um encontro pacífico
consigo
mesmos.
Parar.
Silenciar.
Assistir-se
a si mesmo,
como se
fosse uma TV,
vendo-se a
si mesmo(a)
perguntar-se
como confrontar-se,
como
ajustar-se com sua própria paz.
Você é a
sua própria Pátria.
Não se
ponha para fora
da sua
própria casa.
Você é o
seu próprio patrimônio.
Não se
gaste com o que não te traz retorno.
Invista
tempo e recursos em si mesmo(a).
Se as
pessoas são levianas e superficiais
é porque
nas nossas relações com elas,
também somos
levianos e superficiais.
Se procuro
ser verdadeiro e profundo
em meus
relacionamentos com você,
é
justamente por esta razão
que te
escrevo e te revelo,
quem
sou.
Quem sou?
Sou uma
parte visível,
fácil de
definir.
E uma
parte invisível,
escondida,
impossível
de se ver,
difícil de
interpretar.
Mas no
fundo,
somos
iguais.
Se você se
conhecer
saberá
quem sou,
e também me
amará.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
41.98854-5166
Criado e publicado no FACE em 30/07/2023.
Publicado no Blog em 27/10/2023.

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