quarta-feira, 25 de outubro de 2023

827.- Jesus Cristo. É a Vida que vence a morte.



Quando atingi a idade da razão,

aos poucos, perguntas vinham,

e nem sempre as pessoas me respondiam

de tal forma que eu ficasse satisfeito.

 

Quando passei da infância para a adolescência,

me tornei, como todos, muito aborrecente,

porque meus interesses e minhas perguntas

não me contentavam e aumentavam minha sede

por respostas definitivas.

 

Quando alcancei a juventude,

experimentando de tudo um pouco,

o volume de perguntas aumentava,

e as interrogações não deixavam oportunidades

para o ponto final, para os pontos de exclamações,

sempre terminando com reticências ...

 

Onde começa e onde termina

tudo o que cabe em meu entendimento?

 

Fui me conhecendo e me definindo

como alguém que procura.

 

Aos 22 anos decidi procurar respostas

em uma Escola que preparava jovens

para ingressarem num estilo de vida religiosa.

 

Lá permaneci durante seis anos.

 

Adquiri os inícios da visão cristã-franciscana da vida.

Dois modelos, dois exemplos de duas pessoas:

O Jesus Cristo e o Francisco de Assis.

 

Nestes seis anos, procurando e encontrando,

fui definindo para mim um estilo de vida

baseado nos princípios da fraternidade cósmica,

onde tudo e todos somos criaturas,

filhos e filhas do Deus Criador

e consequentemente, somos irmãos e irmãs

de todas as criaturas.

 

É daqui que decorrem as virtudes

do ser-útil-para-os-outros, respeito, admiração,

e todas as formas de valorização

dos gestos de atenção, cuidado,

carinho e atitudes amorosas.

 

O personagem Jesus Cristo,

uma pessoa concreta,

trouxe uma nova definição

do Deus Criador: Deus é Pai amoroso.

Deus é amor. Quem permanece no amor

permanece em Deus e Deus Nele.

 

Então existe uma pessoa

que serve de referência, de exemplo,

de modelo a ser estudado, compreendido e seguido.

 

Por volta do ano 1200 mais ou menos,

uma outra pessoa, o Francisco de Assis

levou o Jesus Cristo a sério

e transformou a sua vida

de tal forma que abandonou

o jeito de viver neste mundo

para viver neste mesmo mundo

com os ensinamentos do mestre Jesus Cristo.

 

Aonde queremos chegar?

 

Essa introdução é necessária

para compreender algo

sobre a vida e sobre a morte.

 

Neste mundo existe a morte.

É um problema sobre-humano.

 

Não tem saída.


Se nascemos neste mundo,

teremos de aceitar e nos subordinar à morte.

 

Mas tem uma saída.

 

Sem a aceitação

da Pessoa do Jesus Cristo

e dos seus ensinamentos

e de tudo o que aconteceu com Ele

e sobre tudo o que Ele ensinou,

a morte, neste mundo é a última palavra.

É o último respiro.

 

Se o Jesus Cristo

não viesse resolver este problema,

a morte seria de fato, a última palavra.

 

Então, tudo o que se refere a este mundo

está caminhando para a morte.

 

Ponto final?

 

– Não. Ainda não.

 

Interrogações,

incertezas e dúvidas

para os racionais, ainda permanece.

 

O dia simboliza a vida.

Existe claridade. A luz ajuda.

Há o entendimento, a compreensão,

a serenidade e a paz.

 

A noite, simboliza a morte.

Está escuro. Quase nada vemos.

Dormimos, para não ver a escuridão.

Diante da noite somos inseguros. Sem direções.

-

Agora teremos de nos apoiar

em algumas citações

retiradas dos ensinamentos do Jesus Cristo:

Se alguém ouve e guarda minha palavra,

jamais provará a morte”

Evangelho segundo São João, 8, 52.

 

Guardar a minha palavra significa,

dar importância a ela, meditá-la,

introduzi-la na sua vida,

alimentar-se dos nutrientes

que ela disponibiliza

e de onde germina a fé.

 

Então, o Jesus Cristo,

quem conhece a sua história,

sabe da sua missão de redentor da humanidade.

Quem acredita nele,

acaba sabendo

que o problema da sua inevitável morte

tem uma solução.

 

A grande notícia,

a boa notícia que é o Evangelho,

os ensinamentos do Jesus Cristo

é que a morte deixou de ser a última palavra.

 

O Jesus Cristo faz uma promessa de vida eterna.

Aquele que acredita em mim,

ainda que morra, viverá”.

Evangelho segundo São João 11, 25

 

Existem duas dimensões:

a dimensão da morte e a dimensão da vida.

 

Existem dois mundos:

o mundo visível e o mundo invisível.

 

O mundo visível é o mundo da morte;

o mundo invisível é o mundo da vida eterna.

 

Estamos, por enquanto,

na primeira dimensão,

em preparação dinâmica, evolutiva,

para a segunda dimensão.

 

Vivemos atualmente a dimensão da morte.

 

O que aqui existe é escola,

aprendizado, fidelidade, obediência, humildade.

 

Buscar o conhecimento,

o discernimento da verdade,

e a escolha.

 

Não é conveniente a indiferença ou apatia.

Não é conveniente o apego, o egoísmo,

a teimosia, o fechamento.

 

“Eu sou a luz do mundo.

Quem me segue

não andará nas trevas,

mas terá a luz da vida”.

Evangelho segundo são João 8, 12

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 30/03/2023

eneaspb@gmail.com

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