Quando atingi a idade da razão,
aos
poucos, perguntas vinham,
e nem
sempre as pessoas me respondiam
de tal
forma que eu ficasse satisfeito.
Quando
passei da infância para a adolescência,
me tornei,
como todos, muito aborrecente,
porque
meus interesses e minhas perguntas
não me
contentavam e aumentavam minha sede
por
respostas definitivas.
Quando
alcancei a juventude,
experimentando
de tudo um pouco,
o volume
de perguntas aumentava,
e as
interrogações não deixavam oportunidades
para o
ponto final, para os pontos de exclamações,
sempre
terminando com reticências ...
Onde
começa e onde termina
tudo o que
cabe em meu entendimento?
Fui me
conhecendo e me definindo
como
alguém que procura.
Aos 22
anos decidi procurar respostas
em uma Escola
que preparava jovens
para
ingressarem num estilo de vida religiosa.
Lá
permaneci durante seis anos.
Adquiri os
inícios da visão cristã-franciscana da vida.
Dois
modelos, dois exemplos de duas pessoas:
O Jesus
Cristo e o Francisco de Assis.
Nestes
seis anos, procurando e encontrando,
fui
definindo para mim um estilo de vida
baseado
nos princípios da fraternidade cósmica,
onde tudo
e todos somos criaturas,
filhos e
filhas do Deus Criador
e
consequentemente, somos irmãos e irmãs
de todas
as criaturas.
É daqui
que decorrem as virtudes
do
ser-útil-para-os-outros, respeito, admiração,
e todas as
formas de valorização
dos gestos
de atenção, cuidado,
carinho e
atitudes amorosas.
O
personagem Jesus Cristo,
uma pessoa
concreta,
trouxe uma
nova definição
do Deus
Criador: Deus é Pai amoroso.
Deus é
amor. Quem permanece no amor
permanece
em Deus e Deus Nele.
Então
existe uma pessoa
que serve
de referência, de exemplo,
de modelo
a ser estudado, compreendido e seguido.
Por volta
do ano 1200 mais ou menos,
uma outra
pessoa, o Francisco de Assis
levou o
Jesus Cristo a sério
e
transformou a sua vida
de tal
forma que abandonou
o jeito de
viver neste mundo
para viver
neste mesmo mundo
com os
ensinamentos do mestre Jesus Cristo.
Aonde
queremos chegar?
Essa
introdução é necessária
para
compreender algo
sobre a
vida e sobre a morte.
Neste
mundo existe a morte.
É um
problema sobre-humano.
Não tem
saída.
Se nascemos neste mundo,
teremos de
aceitar e nos subordinar à morte.
Mas tem
uma saída.
Sem a
aceitação
da Pessoa
do Jesus Cristo
e dos seus
ensinamentos
e de tudo
o que aconteceu com Ele
e sobre
tudo o que Ele ensinou,
a morte,
neste mundo é a última palavra.
É o último
respiro.
Se o Jesus
Cristo
não viesse
resolver este problema,
a morte
seria de fato, a última palavra.
Então,
tudo o que se refere a este mundo
está
caminhando para a morte.
Ponto
final?
– Não.
Ainda não.
Interrogações,
incertezas
e dúvidas
para os
racionais, ainda permanece.
O dia simboliza a vida.
Existe claridade. A luz ajuda.
Há o entendimento, a compreensão,
a serenidade e a paz.
A noite, simboliza a morte.
Está escuro. Quase nada vemos.
Dormimos, para não ver a escuridão.
Diante da noite somos inseguros. Sem
direções.
-
Agora
teremos de nos apoiar
em algumas
citações
retiradas
dos ensinamentos do Jesus Cristo:
“Se
alguém ouve e guarda minha palavra,
jamais
provará a morte”
Evangelho
segundo São João, 8, 52.
Guardar
a minha palavra
significa,
dar
importância a ela, meditá-la,
introduzi-la
na sua vida,
alimentar-se
dos nutrientes
que ela
disponibiliza
e de onde
germina a fé.
Então, o
Jesus Cristo,
quem
conhece a sua história,
sabe da
sua missão de redentor da humanidade.
Quem
acredita nele,
acaba
sabendo
que o
problema da sua inevitável morte
tem uma
solução.
A grande
notícia,
a boa
notícia que é o Evangelho,
os
ensinamentos do Jesus Cristo
é que a
morte deixou de ser a última palavra.
O Jesus
Cristo faz uma promessa de vida eterna.
“Aquele
que acredita em mim,
ainda
que morra, viverá”.
Evangelho
segundo São João 11, 25
Existem
duas dimensões:
a dimensão
da morte e a dimensão da vida.
Existem
dois mundos:
o mundo
visível e o mundo invisível.
O mundo
visível é o mundo da morte;
o mundo
invisível é o mundo da vida eterna.
Estamos,
por enquanto,
na
primeira dimensão,
em
preparação dinâmica, evolutiva,
para a
segunda dimensão.
Vivemos
atualmente a dimensão da morte.
O que aqui
existe é escola,
aprendizado,
fidelidade, obediência, humildade.
Buscar o
conhecimento,
o discernimento
da verdade,
e a escolha.
Não é
conveniente a indiferença ou apatia.
Não é
conveniente o apego, o egoísmo,
a
teimosia, o fechamento.
“Eu sou a
luz do mundo.
Quem me
segue
não
andará nas trevas,
mas
terá a luz da vida”.
Evangelho
segundo são João 8, 12
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 30/03/2023

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