Desde pequenos
absorvemos
a cultura
do
mundo materialista.
Tivemos
poucas aulas de catequese
ou
formação espiritual.
Se
tivemos, foi lá na infância.
Foi
pouco, muito pouco considerando
o
amplo campo da espiritualidade,
da
apreensão e da compreensão da história
dentro
de uma visão teológica,
do
Deus Criador.
A
fé começa a despertar
quando
aprendemos
que
este mundo
é
obra divina
e
que nós fomos criados
para
sermos filhos de Deus
e
herdeiros de todos os bens
criador
por nosso Criador,
nosso
Pai Celestial.
Quando
entramos
numa
conversa sobre a fé,
a
nossa razão, nossa mente
é
que entra no diálogo
porque
temos pouquíssima experiência
e
quase nenhum conhecimento
sobre
o conteúdo da nossa fé.
Por
isso dizemos, até com convicção,
que
não temos fé,
ou
que nossa fé é muito fraca.
Ora,
ora. Como vamos ter fé
se
não nos relacionamos
com
aqueles realidades
que
se referem à fé.
Como
podemos ter uma fé forte,
que
alimenta, sustenta e comprova
nossas
convicções?
Aqueles
que vivem experiências de fé
sabem
que a fé é uma ferramenta.
A
razão de ser das ciências fundamenta-se
naquilo
que observamos com nossos sentidos:
olfato,
visão, audição, tato e paladar.
Tudo
isso entra em nós através da razão,
da
capacidade de raciocínio.
Tudo
isso se refere ao tempo.
A
fé também está dentro
da
esfera temporal
mas
tem o seu fundamento
nas
nossas faculdades
ou
capacidades espirituais,
e
vão mais longe,
referem-se
já à eternidade.
Estamos
no mundo.
Estamos
no tempo.
O
tempo está circundando
apenas
o planeta Terra.
Lá
fora do planeta Terra
já
mora a eternidade.
A
fé abre a tampa do tempo
e
consegue penetrar na eternidade.
A
fé te convida a dar um passeio
para
fora do espaço terreno.
A
eternidade
já
é uma outra dimensão.
É
de natureza infinita,
onde
mora o céu.
O
que o nosso conhecimento,
nossa
razão e inteligência
não
conseguem,
a
espiritualidade,
com
a ferramenta da fé,
nos
leva à verdade e à sabedoria
a
que o espírito sempre se refere.
O
espírito é de natureza eterna,
permanente.
A
Sabedoria espiritual
nos
dá o dom do discernimento,
fundado
nos valores permanentes
da
verdade, da justiça e do amor.
O
que a razão não consegue,
a
sabedoria da fé sugere
a
aceitação humilde,
o
discernimento
e
a conversão
ou
transformação espiritual.
A
razão encontra limites e fronteiras.
A
partir das fronteiras,
tem-se
que dar oportunidade
para
a fé continuar o caminho.
A
fé transmuta
nossas
imperfeições,
nossas
limitações
para
um patamar de sabedoria,
de
contemplação,
de
aceitação
dos
mistérios da existência.
A
visão de mundo
tem
um programa racional,
sensível,
material, físico.
A
fé tem um programa espiritual,
muito
mais amplo, aberto ao infinito.
Quem
entra por este caminho
jamais
quer voltar de onde veio,
pois
no espírito se encontra a liberdade
de
voar além das fronteiras visíveis.
O
mundo visível é uma escola
onde
aprendemos a meditar
sobre
os seus elementos
e
perceber neles
as
mensagens contidas
revelando
pela fé
a
existência de um outro mundo,
invisível.
A
linguagem da fé
é
ver através das frestas,
interpretar
os raios do sol,
e
ver com os olhos fechados.
O
mundo invisível
se
vê de olhos fechados,
com
a ferramenta da fé.
A
fé é a ferramenta
mais
perfeita que existe:
serve
para os dois mundos.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado
e publicado no FACEBOOK
e
no Blog Heipo’s World em 31/10/2023.

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