sexta-feira, 27 de outubro de 2023

862. De novo, hora de ir para a escola.


Bem cedinho

começamos a fazer perguntas.

 

E, muitas vezes,

só na tardinha da vida

conseguimos as respostas.

 

Quando crianças,

íamos para a escola

com a mochila cheia de cadernos,

livros, lápis, apontador, borracha,

canetas, lanchinho,

brinquedos, figurinhas

para trocar com os amigos.

 

Íamos em busca de conhecimento,

explorando o mundo,

com os olhos e ouvidos

bem abertos.

 

Cada um de nós,

também já se encontrava matriculado

na escola da vida.

 

Frequentávamos três escolas:

a de casa, a tradicional

e a escola da vida.

 

Mais tarde, alguns de nós,

tivemos de nos matricular nas Faculdade e,

todos nós, sim, todos nós fomos alunos

em várias Dificuldades, onde,

exatamente, fomos melhor formados.

 

Aprendemos nas escolas,

na família, nas amizades,

no trabalho, nos esportes, nos livros,

nas lutas, nos fracassos e nas vitórias.

 

Muitos de nós fomos mais autodidatas

do que alunos de professores, educadores,

pais e comunicadores em geral.

 

Bem cedo aprendemos a fazer perguntas,

mais para nós mesmos do que para os outros.

 

E, acredito firmemente que muitos de nós

descobriram dentro de si, mestres competentes.

 

E, assim, na sala de aula da vida,

somos simultaneamente alunos e professores,

intercambiando diálogo e experiências,

testemunhando o que aprendemos e quem somos.

 

E hoje, estamos aqui, de novo,

numa sala de aula, sentados,

lendo ou ouvindo alguém.

 

E este que vos fala ou escreve

faz a cada um de vocês, talvez,

uma última pergunta:

Você ainda tem alguma pergunta

que não foi respondida,

uma que você não encontrou a resposta?

Ou está incompleta e você ainda quer saber?

 

Se você trouxe papel e caneta para esta aula,

escreva, agora, enquanto vou preparar-me

para começar mais uma aula para vocês.

No final da aula comentaremos.

 

O planeta Terra é uma grande escola

subdividida em muitas salas de aula.

 

Mudamos de sala continuamente.

 

Escolhemos aquelas que mais gostamos.

 

Resistimos quando temos de ir

para salas escuras, tristonhas,

sem claridade suficiente,

com professores exigentes,

que ainda nos impõem sacrifícios.

 

Aí, aprendemos na marra

as lições reais que gostaríamos

que fossem aulas virtuais.

 

O planeta Terra

é como uma imensa placenta

gestando um único povo.

 

Ela está em fase de amadurecimento,

selecionando nutrientes,

formando lentamente os órgãos,

com sabedoria, para que,

quando entrarem em atividade,

funcionem com unidade,

perfeitamente interligados.

 

Gostaríamos que já estivesse pronta

para o parto,

mas a professora também ensina

a virtude da paciência.

 

Há um tempo para a maturidade.

E, o tempo, também é um dos professores.

 

Hora do recreio.

Voltamos na próxima aula.  

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

41.98854-5166

 

Criado e publicado no FACE em 19/09/2023.

Publicado no Blog em 27/10/2023.

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