Convém distinguir,
separar
primeiro,
para
depois unir de novo.
Refiro-me
à nossa constituição,
física,
material, do nosso corpo,
e
a espiritual que dá o movimento,
a
mobilidade e a vitalidade ao corpo.
Olhamos
para as duas dimensões, separadas,
e
depois, finalizamos, como uma única vida.
Estamos
o tempo todo
dando
atenção ao corpo,
com
os alimentos, a água,
roupas,
olhando para o espelho,
dando-lhe
exercícios e o descanso,
remédios
e mais uma infinidade
de
atenções às suas necessidades
para
que tenha saúde.
Os
alimentos da vida física,
corporal,
natural,
também
são físicos,
visíveis
e materiais.
Nosso
corpo físico
é
comandado pela mente egocêntrica,
o
eu inferior, orgulhoso, desobediente,
criador
de conflitos.
E,
como percebemos
que
temos uma vida espiritual?
As
insatisfações que sentimos
podem
ser pedidos de socorro
que
o espírito está manifestando,
inquietando-se,
esperando
para
ser atendido.
Existem
necessidades básicas espirituais
que,
se não forem atendidas,
levarão
à depressão, ao desespero,
à
falta de sentido na vida
e
ao suicídio.
A
melancolia, a tristeza,
a
falta de alegria
são
sintomas de que a vida espiritual
não
está recebendo atenções e alimentos.
Convém
perceber que a pessoa
é
constituída de duas naturezas,
uma
humana, feita de pó,
do
barro da terra, corporal,
terráquea,
com suas necessidades próprias
e
a outra natureza, divina, espiritual,
sopro
divino que também possuem
necessidades
próprias
que
precisam ser alimentadas.
Os
alimentos da vida espiritual,
são
também de ordem imaterial,
sobrenatural,
invisíveis.
Quais
alimentos
fortalecem
nossa vida espiritual?
A
fé, a esperança, o amor,
a
compaixão, a convivência,
as
intenções, as orações,
a
contemplação das artes,
o
silêncio, aquietar-se,
parar,
escutar, ver, admirar,
e,
de novo, silenciar.
Passarás
a cultivar a vida do espírito
quando
perceberes a dimensão de abertura,
que
o seu próprio espírito encontra
ao
dar atenção à sua essência,
sua
fome de eternidade.
É
a dimensão espiritual
que
busca as respostas
para
o sentido da vida.
É
a vida espiritual que nos leva
ao
caminho da busca
pelas
respostas às perguntas
mais
fundamentais da vida.
A
vida física, corporal,
esgota-se
e desemboca no fechamento,
no
túmulo lacrado.
A
vida espiritual é, na sua essência,
abertura
para o mistério,
para
o Deus Criador,
para
infinitas possibilidades.
A
vida espiritual é abertura
para
o encontro com o divino,
e
quando isso acontece,
pela
aceitação e submissão,
a
liberdade encontra sua porta
na
dimensão invisível do ver,
com
os olhos fechados.
Quando
se cultiva a vida espiritual
tudo
passa a ser fraterno e solidário,
tudo
ajuda, tudo se torna bem e bom.
Se
deseja ir mais a fundo
no
cultivo desta dimensão
da
vida espiritual,
entre
em contato pelo e-mail
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado
e publicado no FACE em 13/10/2023
Publicado
no Blog em 31/10/2023.

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