Sobre o que devo escrever?
Se
escrever
sobre
o que as pessoas gostam de ler
meus
interesses serão mesquinhos,
reduzidos a tomar tempo, esvaziar ou desviar
os leitores dos seus rumos, dos seus caminhos
de personalização.
Prefiro
escrever
sobre
o que as pessoas devem ler,
para
que tenham luz na consciência
para
iluminar suas escolhas e consequências.
Devo
escrever,
quero
escrever para quem tem sede.
Não
para os entendidos,
para
os sábios deste mundo,
mas
para aqueles que estão convencidos
de
que quase nada sabem.
Para
estes,
ainda
existem escolhas certas a fazer,
existem
caminhos novos para percorrer,
assuntos
novos para conversar,
alegrias
novas para comemorar.
Distinguimos
no ser humano
dois
tipos de comando:
somos
comandados pelo EU SUPERIOR,
que
é a consciência sábia e compreensiva,
sempre
dialogante, pacífica e equilibrada,
ou
pelo ego, o EU INFERIOR,
que
se manifesta pela crítica e julgamento.,
sempre
conflitivo, tenso e agitado.
A
consciência pura,
aquela
que não foi contaminada,
nos coloca alguns níveis
acima da maioria das pessoas.
O
assunto mais importante
a ser estudado, pesquisado
e compartilhado,
é sobre a consciência.
Você
já conversou com alguém
sobre
a consciência?
É
muito difícil.
Fácil
é falar de filmes, séries, romances,
novelas,
esportes, viagens,
pepinos
e abobrinhas
Pode
ser que você não sabe quase nada
sobre
sua consciência.
Pode
ser que você nunca estudou nada,
não
leu nenhum livro,
não
assistiu nenhuma palestra,
não
viu nenhum filme
sobre
a consciência.
E
você, ainda assim, possui um enorme conceito
sobre
si mesmo(a), mesmo desconhecendo
a
sua cédula de identidade, que te identifica
e
te promove para criatura, filho(a) do Criador.
A
consciência
é
uma partícula
do
criador, presente e atuante
na
criatura humana.
A
consciência
é
aquilo que dá clareza à nossa visão.
A
luz da consciência
é
tudo o que precisamos.
É
a escolha e vivência da essência.
O
resto é acessório e maquiagem.
Só
a consciência pode me confirmar
como
um ser de natureza mista,
humana
e divina ao mesmo tempo.
Que
experiências
a
consciência pode me proporcionar?
Confirma,
por exemplo, que sou incompleto.
Tenho
uma sede que nunca é saciada.
Uma
fome que persiste.
Eu
consciente,
sou
uma entidade,
sou
uma empresa
que
tem um diretor.
E
este diretor sou eu.
Eu
que decido, eu que escolho o caminho,
o
que planejar e o que executar.
A
consciência me posiciona,
aqui,
neste momento presente.
O
momento presente
é
a dimensão de eternidade
que
se alinha no tempo, no agora.
O
momento presente é atemporal.
É
da eternidade.
Só
a consciência me permite
essa
sensação de imaterialidade,
de
comunhão com a dimensão de eternidade.
O
momento presente,
é
aberto, infinito,
pleno
de oportunidades,
não
pertence ao tempo.
É
o presente que me torna poderoso.
Neste
momento eu, você, somos poderosos.
Estamos
vivos. Vivendo. Podemos fazer algo.
Só
o que passou
fica
registrado no tempo.
A
consciência
me
traz a luz da percepção
desta
incrível experiência
de
ter o poder de me colocar
em
condições de experimentar a eternidade,
de
me sentir alguém muito, muito especial,
com
capacidades superiores.
A
consciência
me
mantém livre, vivo,
alerta,
esperto, ativo,
indomável,
poderoso,
autônomo
e criativo.
A
consciência
me
prova o que tenho de positivo,
meus
talentos, minhas possibilidades.
A
consciência me atesta que EU SOU.
Não
precisamos jogar nas loterias
para
ganhar o que nós já somos.
Falta-nos
perceber,
o
bilhete premiado
que
cada um de nós já é.
A
essência, o EU SUPERIOR,
a
consciência, se relaciona com o SER.
O
superficial e acessório, o EGO,
se
envolve e se preocupa com o TER.
Onde
é que a consciência
pode
te levar? Ou te mostrar?
Que
segredos escondidos faltam revelar?
Quando
permitimos
que
a consciência
comece
a manifestar-se,
a
experiencia espiritual
te
levará a perceber e distinguir
a
fineza e a sutileza dessa virtude divina
ancorada
no ser humano.
Se
se busca a paz e a unidade,
é
a consciência no comando.
Conhecer
o
que é a consciência
livra-nos de muitos males:
da alienação ou inconsciência,
da dependência, da escravidão e do medo,
do
ego e do fanatismo, e das discussões que dividem.
A consciência ativa
tira-nos
deste mundinho,
e projeta-nos
para
o mundão.
O
tamanho
da
nossa consciência
varia
de acordo
com
o tamanho dos objetos
ou
dos objetivos e ideais
onde
colamos nossa atenção.
Se
focamos
nossa
atenção
em
valores pequenos,
nos
apequenamos.
Se
focamos
nossa
atenção
nas
realidades maiores,
nos
agigantamos.
O
tema da consciência
está
relacionado
com
a semelhança divina,
com
a nossa filiação divina,
como
criaturas,
filhos
e filhas de um Deus que é Pai.
Está
relacionada com a visão do mundo,
com
a nossa filosofia de vida
como
irmãos fraternos de tudo e de todos,
com
a convicção de que seremos eternos.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 24/05/2023
Publicado
no Blog Heipo’s World em 27/10/2023
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