Não sufoquem
meus altos ideais.
Ajudem-me
a encontrar as chaves.
Ajudem-me
a encontrar
a porta de saída.
Permitam-me
projetar-me
para fora
deste pequeno mundinho.
Ajudem-me
abrir as portas
para o infinito.
Não me reduzam
a coisa pequena
Não sufoquem
meus altos ideais.
Ajudem-me
a encontrar
a porta de saída
e as chaves.
Permitam-me
projetar-me
para fora
deste pequeno mundinho.
Ajudem-me
abrir as portas
para o infinito.
Você também está nessa.
Interprete a sua ânsia.
Satisfaça a sua sede.
Complete a sua metade.
Na noite estrelada
levante os olhos para cima,
viaje pelo espaço sideral.
Necessitamos de nutrientes
de eternidade.
Migalhas de infinito
procuram espaço
para pernoitar
em nossa
alma.
Dentro dos quatro ‘cantos’ do Universo,
estudando geografia, nos deparamos
com os conceitos de fronteiras, limites, terra,
ar, água, fogo, matéria, vácuo, montanhas, rios,
mares, florestas, planetas, sois, estrelas, astros,
galáxias, buracos negros.
Não haverá, por acaso, buracos brancos,
ou talvez, paraísos, além do alcance
das nossas visões?
Estamos acostumados
com os conceitos de limites
e fronteiras.
Quem criou o conceito
de infinito e de eterno,
ao ter criado o ser humano,
plantou nele a possibilidade
de num determinado tempo ou fase,
esticar os neurônios
e alargar as forças da alma,
ou de toda natureza humana.
Nosso Pai
criou-nos
para outros mares,
outros campos,
outros ares,
outros continentes,
outros mundos
e outros espaços.
Nosso Pai criou-nos
junto com outros filhos
e irmãos nossos.
Deus nosso Pai
possui um projeto
para imortalizar-nos.
Ele é eterno
e quer que nós,
seus filhos,
também o sejamos.
Não me
deixem acostumar por aqui.
Não me
deixem acostumar
por estas
terras.
Não
permitam que eu goste
de morar
por aqui.
Não se
acostumem também.
Cutuquemos
a acomodação.
Não
insistamos em fincar raízes
na terra
árida.
Procuremos
a terra fértil
onde se
encontram os principais
e mais
importantes nutrientes
que
alimentam o impossível,
sonhável e
desejável.
Procurem,
decifrem e
deem-me os mistérios
que
alimentem a minha natureza infinita.
Saciem
minha sede
com água
pura,
da
verdadeira fonte,
e
forneçam-me alimentos
que me
eternizem.
Queiramos
junto,
adquirir a
virtude da teimosia.
Buscando o
caminho e o alimento certo,
que
contenham nutrientes apropriados.
Teimemos
contra a própria correnteza,
nem que
seja oposição à nossa própria natureza.
Não posso
e não podemos aceitar
que a
própria natureza
nos reduza
ainda mais.
Não
aceitemos, passivamente,
entregar-nos
para os limites.
Não fomos
criados para
permanecer
no mundo do fechado,
do pouco,
do túmulo lacrado,
da morte
sem sentido,
sem
aberturas para o futuro,
sem dar
chances ao infinito
ser
parceiro permanente.
Quero
encontrar abertura
para a
eternidade.
Não
tiremos de nós
as poucas
esperanças
que nos
vêm dos bons profetas
e dos
sensíveis poetas.
Afastemos
de nós
os
profetas do mau agouro,
que não
avistam nada além das fronteiras.
Estes, não
nos fazem pensar,
nem
imaginar sobre ‘algo a mais’
que possa
existir.
Não acho
próprio da natureza humana
permanecer
preso
só no que
vemos e tocamos.
Não
suporto a ideia de ser só isso.
É muito
pouco.
Deve ter
muito mais.
Não, não
quero estar satisfeito.
Não
aceitemos permanecer
no campo
limitado da matéria
ou nos
limites geográficos horizontais
da
natureza visível e palpável.
Ainda há a
explorar,
a dimensão
de profundidade
e a
dimensão da verticalidade.
Asas não
as temos.
Não
conseguimos ainda,
mas
sonhamos voar.
Nossa
existência não é só natural.
Ela é
também, sobrenatural.
Sentimos
isso.
Fazemos
esta experiência.
Queremos
viver mais o sobrenatural
do que a
dimensão perecível do natural.
Algo nos
diz, talvez um fantasma
sussurrando
em nossos ouvidos,
insistindo
que acreditemos
que a
natureza essencial,
que não aparece,
é sobrenatural.
Muito mais
do que para os lados,
forças
íntimas e profundas
empurram-nos
para cima, para o alto,
exigindo
alicerces de profundidade.
Não é o
chão da rotina
que trará
novidades.
Até as
árvores, no reino irmão da natureza,
crescem
para cima e abrem seus galhos,
alargando
os braços,
numa
atitude de acolhimento e
ansiosos
para crescer para o céu.
E até nós,
humanos,
crescemos
bem menos em estatura,
muito mais
em compreensão
e
espichamento do desejo
para ir
além
do que até
onde já chegamos.
Mais do
que com pesadelos,
povoamos e
alimentamos nossa imaginação
com sonhos
e ideais.
Onde está
a resposta
do porquê
vivemos?
Onde está
a essência
e o
essencial?
Tem que
ter algo mais.
O que até
hoje tivemos
é muito
pouco.
Não nos
contentou.
Não nos
deu respostas satisfatórias.
Deve ter
muito mais aí,
pelo
mundão afora.
O
essencial
ainda não
foi posto na mesa
para nossa
refeição.
Onde estão
os garçons,
aqueles
que servem pratos especiais?
Muito mais
do que a passividade,
é o
movimento que nos remete para o alto.
Muito mais
que as resistências,
são as
motivações
que
despertam sonhos e ideais.
Nossos
irmãos ancestrais não se contentaram
nem se
realizaram no mundo das cavernas.
Procuraram
o progresso no fogo,
na caça,
na agricultura,
na
indústria,
no domínio
dos mares,
no voar
com os aviões pelos ares.
E jamais
chegaram dizendo: chegamos.
Nos
espaços siderais, irmãos nossos,
já voaram
procurando o infinito.
Não, não
somos órfãos.
Traços e
pistas do nosso Pai e Pai dos céus
existem
por toda parte.
Não, não
somos só humanos.
A alegria
nos diz isso.
Queremos
sempre a alegria por perto.
Desejamos
cultivar a fonte da alegria
na nossa
horta.
Somos
pessoas humanas,
com
potencial espiritual infinito,
abertos ao
ilimitado,
pela
imagem e semelhança
com o
Cientista,
Criador da
Terra e dos Céus,
que cria
para a eternidade,
e este
finito no qual vivemos,
não nos
sacia.
Extasia-nos
e nos
desperta,
um
convite,
um aceno,
um chamado
lá das estrelas.
Quem
saciará a fome
e o desejo
de conhecer o céu?
Estes
escritores procuramos.
Estes
cientistas esperamos.
Que mãe
parirá estes necessários
novos
escritores,
novos
profetas,
novos
poetas,
cientistas
do além?
Por favor,
reitores,
cientistas, filósofos,
artistas e
poetas,
rabisquem
linhas
e profiram
palavras
que
alarguem e prolonguem
estes
sonhos, necessidades básicas,
das nossas
esperanças.
Políticos,
assinem
projetos ousados,
capazes de
fazer acontecer,
a
esperança brotar de novo, de verde,
em todos
os povos.
Teólogos,
alimentem
nossa fé
no Criador
do Universo.
Ele é
nosso Pai.
Revelem-nos
o rosto Dele
e as
moradas que está preparando para nós.
Profissionais
de todas as ocupações,
Insistam,
percam o sono,
invistam
neste financiamento,
nas provas
e demonstrações
que os
mistérios não são fechados
ou
impossíveis de serem lidos.
Queremos
provas desta filiação.
Não
queremos ser filhos
sem
heranças.
Queremos
acreditar nas promessas
de que
somos herdeiros dos céus.
Não
esvaziem
o conteúdo
misterioso do Criador,
nosso Pai.
Não nos
deixem famintos
do pão que
alimenta para a eternidade.
Falem do
nosso Papai do céu.
Nós,
filhos, não queremos nos sentir órfãos.
Não
aceitamos essa condição.
Não
escondam as verdades eternas.
Permitam-nos
curtir
o mistério
da natureza Divina
e abram os
espaços mostrando-nos
o
impossível, o infinito e o Incognoscível.
Demonstrem
as evidências do espírito.
Falem da
ressurreição após a morte,
da vida,
da vida eterna.
Queremos
continuar vivendo eternamente.
Não nos
deixem curtindo ilusões e fantasias
ou
mentiras que viajam pelos séculos.
O livro da
história
já nos
contou muitas verdades.
Verdades
eternas permanecem
com o
passar dos anos.
Já temos
um sul.
Já temos a
esperança
de que
tais ideais são possíveis.
Caminhemos
juntos.
Sejamos
parceiros nesta pesquisa,
nesta
ânsia de coisas melhores e maiores.
Prefiro
ser um iludido
e viver
nesta esperança
a sofrer
numa vida triste sem
saída para
a imortalidade.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
41.98854-5166
Atualizado e republicado no FACEBOOK 14/09/2023.
Publicado no Blog Heipo World em 27/10/2023.

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