Vários personagens fictícios
foram
criados por alguns escritores.
Hoje
quero apresentar
um
personagem real,
que
não é ilusão,
existe
realmente,
que
é você,
por
dentro.
Você
carrega dentro de si
um
personagem ideal, real.
O Heipo é
a sua alma,
o seu bom
espírito,
o
Espírito Santo,
o anjo.
É você
por dentro.
É o teu
eu invisível.
Heipo é o
personagem ideal
que
existe em cada um de nós.
Talvez esteja
ainda
meio dormindo
ou
despertando.
Sabemos
que ele existe
porque o
sentimos
e o
expressamos.
O Heipo
é um
personagem humano
ou é um
tipo de manifestação
do ser
humano
que
sente, pensa,
avalia e
se comove.
O Heipo
escolhe
uma
maneira de ser
que se
caracteriza
como
filosofia de vida bondosa,
compreensiva,
companheira,
dialogante,
atenciosa
e
complementar.
Nós, seres
racionais,
somos
definidos e conhecidos
como
humanos,
carregados
de faculdades e capacidades
que nos
distinguem dos animais
e, ao
mesmo tempo,
nos
projetam
para uma
dimensão maior,
um nível
acima,
que é a
estupenda experiência
da vida
do espírito.
A
dimensão espiritual
na qual a
natureza humana
está
enxertada
é
extraordinária.
Nessa riqueza
é que o
personagem Heipo quer investir,
pesquisar
e acima de tudo vivenciar.
Transformar o mendigo triste
num
herdeiro alegre,
aplicando
os talentos que temos
com
sabedoria.
A
espiritualidade
é a
dimensão superior equipada
com a
potência
de
superação das imperfeições
de todas
as nossas capacidades humanas.
No corpo, experimentamos limitações,
limites e
portas fechadas.
Nas faculdades espirituais,
habita
potencialmente,
expectativas,
esperanças,
desejos
infinitos e portas abertas.
A
espiritualidade
é esse
espírito,
esse
motor adicional
que nos
capacita
a
pensamentos e ações
de
superação de fases e etapas.
É o motor
da evolução.
A
dimensão espiritual
nos
capacita
para as
conquistas
de outros
reinos.
É a alma
que
caracteriza
e
capacita o ser humano-animal
a superar
a sua própria natureza humana.
Este texto,
em todas
as linhas e entrelinhas,
quer
demonstrar a natureza divina
escondida
como semente,
dentro da
natureza humana.
O Heipo é
aquela parte
que tem
sede de ser aperfeiçoada.
O Heipo é
simplesmente humano
com
possibilidades
de
adquirir capacidades
supra-humanas.
O Heipo
é o ser
humano consciente
de estar
equipado
com
capacidades superiores
que
possibilitam
a prática
do aperfeiçoamento
constante
e ilimitado.
O Heipo é
uma das melhores
e maiores
expressões
do ser
humano.
É aquela capacidade
que
existe em cada um de nós
com
possibilidade de crescer
até o
infinito.
Possuímos
uma força interior
semelhante
a uma semente:
explodimos
de dentro
para
fora.
Somos uma
potência
para nós e
para os outros.
E é a
exteriorização
do que é
bom em nós
que faz
bem
e
contagia as pessoas
que estão
próximas.
É por
isso que gostamos internamente
e
demonstramos externamente
o amor
que existe em nós.
Por isso, encantamo-nos
e nos
apaixonamos
e nos
tornamos amáveis.
Demonstramos
a
capacidade do amor afetivo
com
atitudes carinhosas,
olhares bondosos
e compreensivos,
dessa
forma,
servimos,
somos úteis,
acompanhando
e completando
os que
convivem conosco.
O Heipo
é o que
de melhor existe em nós.
Não tem
água
que sacie
nossa sede.
Estamos sempre em busca
de uma
fonte definitiva,
que sacie
a sede insaciável
que
existe em nós.
Esta é a
dimensão invisível que,
como
motor de arranque,
está
acionado desde nosso nascimento,
à espera
do momento
em que
pegará mais velocidade.
O humano que vemos
é a
casca.
O Heipo que não vemos,
é o
herdeiro escondido
nos
trajes de mendigo.
O Heipo
gosta de
receber cuidados especiais.
Ele quer
ser cultivado
em sua
própria personalidade,
para
sentir-se mais completo,
e
encontre sentido ou razão de existir,
e
sinta-se como uma lâmpada
que a
tudo e a todos clareia
e
facilita o andar.
O Heipo
quer voar,
sem ter
asas.
Quer
pular
por cima
das montanhas,
mas tem
pés e peso.
Não, não
tem asas, ainda,
mas pelo
pensamento, já se antecipou.
Não é bom
experimentar
essa
possibilidade?
Essa
liberdade?
Essa
estupenda
e
possível realidade?
Voar com
o pensamento,
atravessar
distância e fronteiras,
com o dom
da liberdade espiritual?
O Heipo
emociona-se.
Possui
sentimentos e emoções.
É humano,
chora, ri, canta, grita, pula e corre.
Anda na
chuva.
Pisa
descalço no chão,
na lama,
na pedra lisa, na areia,
nas
trilhas das matas,
na
calçada e no asfalto.
Não tem
chão que o Heipo não pise.
E onde
pisa, conquista.
O Heipo é
aquela parte do ser humano
que se
manifesta com alegria,
com
entusiasmo,
com
brilho nos olhos
e com
carinho nos gestos.
É
vibrante.
O Heipo,
capacitado com o dom da visão,
aperfeiçoado
pela contemplação,
pode ver
onde se encontra o calor humano,
onde há receptividade,
abertura e bondade,
amor e
carinho e um mundo de fantasias,
riso,
música, dança e brincadeiras,
com o bom
humor.
É um
olhar atento,
contemplando
o outro,
vendo
tudo e todos,
com
deslumbramento,
entusiasmo
e vibração.
O Heipo é
aquela parte inocente,
sem
censura pessoal, grupal e social,
que se
manifesta com o coração
e com a
simplicidade.
O Heipo é
coerente.
Sabe que
cada ser é uma realidade
que quer
ser descoberta, conhecida,
reconhecida
e amada.
No Heipo
há um charme
querendo
cativar.
Há um
convite no olhar.
Há uma
intimação materna
e uma
autoridade paterna
impondo
as leis do amor
como
critério único
para
todos os irmãos.
O Heipo
manifesta-se
quando
ultrapassa
os
limites culturais,
geográficos
e corporais
pelo
pensar sem barreiras,
pelo
querer sem preconceitos,
pelo
sentir-se livre qual ave nos céus.
O Heipo
possui espírito.
Tem alma.
O Heipo
vê as coisas com deslumbramento,
com
emoção, com entusiasmo e vibração,
porque vê
o interior, e além das aparências,
vê o Pai
Criador na origem de tudo,
de onde
vieram todos os valores.
O Heipo
consegue ver a realidade invisível,
dentro de
cada ser.
Sabe que
lá dentro há uma alma,
uma
centelha divina,
uma
semente-mensagem
do Paizão
do céu.
O Heipo
é a
criança
que se
manifesta
na pessoa
adulta.
É aquela
parte do adulto
que
permaneceu criança.
É aquela
parte da criança
que
permaneceu inocente,
íntegra e
original.
O Heipo é
o espírito de infância
que não
falece nem desaparece.
Importantíssimo
na terra,
e necessário
para crer no céu
e no
Prometedor dos céus.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 27/08/2022

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