quarta-feira, 25 de outubro de 2023

810.- Eterno. Um proposta de vida eterna.



Quando olhamos

            para o céu

        e conseguimos ver

    a imensidão, de dia,

e infinitas estrelas, de noite,

        enxergamos o infinito,

            uma partícula

                do espírito

                    que nos habita.

 

Por isso ansiamos

pela vida eterna.

 

Todos nós já temos

uma boa caminhada,

uma certa carga,

de experiência,

no planeta Terra.

 

Conhecemos um pouco

da história registrada,

escrita pelos nossos antepassados,

em diversas regiões do mundo,

diferentes culturas, tradições,

religiões e costumes.

 

Olhamos para trás,

e vemos as marcas,

os passos que demos,

os rastros que ficaram.

 

Evoluímos,

sem dúvidas.

 

Apreendemos

com os erros.

 

Não queremos errar mais.

 

Desejamos acertar os passos,

definitivamente.

 

Mais do que nunca,

nos colocamos

em atitude de abertura,

para fazer

a viagem definitiva,

para a eternidade.

 

Desejamos construir um novo mundo,

com a prática da política do amor,

onde o ideal da justiça

seja a meta superior.

 

Não queremos mais

as guerras,

divisões.

 

Não queremos mais

conflitos,

estresses,

tensões.

 

Queremos paz.

Paz duradoura,

definitiva. Eterna.

 

Queremos viver com serenidade,

feliz convivência, unidade,

com a natureza,

e com nossos iguais,

nossos irmãos.

 

O Reino do Deus Pai

é a melhor política

a ser implantada

nesta Terra,

com a condição

de vivermos, como filhos

e como irmãos.

 

O Reino do Deus Pai na terra,

foi uma tentativa do seu Filho

Jesus Cristo,

há mais de dois mil anos atrás,

aqui na Terra.

 

O que necessitamos neste momento,

é tentar entender as dificuldades

que o Reino do Jesus Cristo

ainda enfrenta, aqui.

 

A proposta do Jesus Cristo

pela inauguração e implantação,

de um reino de amor,

não foi bem aceita,

naquele tempo,

e nem hoje é.

 

Foi sempre uma minoria

quem fez e faz parte desta forma de vida.

 

Ainda hoje, são poucos,

os que se decidem

pelos caminhos

do Cristianismo.

 

Por quê?

 

A maneira padrão

de se viver neste mundo

é caracterizado pelo poder,

pelo egoísmo

e pelo orgulho,

pelo individualismo,

concorrência, disputa,

ataque e defesa.

 

Vive-se neste mundo,

com escolhas,

por diversas maneiras

de ser e de viver,

baseados ainda,

muito no instinto,

nos valores da animalidade,

da busca do prazer e do conforto,

apegos, aos bens deste próprio mundo.

 

A proposta do Jesus Cristo é superior,

não só ensinada, mas vivida,

nos exemplos das suas ações

e na sua própria carne,

testemunho de serviço,

de amor gratuito,

de perdão, ajuda,

solidariedade,

enfim,

viver

como filhos

do Deus dos Céus

e como irmãos

uns dos outros,

aqui na Terra.

 

O Reino dos céus,

implantado pelo Jesus Cristo na Terra,

supõe imitar um exemplo que vem dos céus.

 

Como é difícil para nós

escutarmos com naturalidade,

quando ouvimos falar

sobre o Reino do Deus dos céus.

 

Trata-se

de uma segunda dimensão,

meio fora do nosso rotineiro campo,

de pensamentos, de entendimento,

pois que estamos sempre,

mais familiarizados,

com a literatura,

e pela cultura,

deste mundo.

 

Cultivar os valores do Reino dos Céus,

neste nosso mundo, é coisa diferente,

disforme, e até contrastante,

ao que a cultura deste mundo

semeia, motiva e exibe.

 

Então, vivemos, respirando,

cultivando, colhendo,

dois tipos de sementes:

do joio e do trigo.

 

Encontramos dificuldades

de conciliar

as duas mentalidades,

que se transformam

em duas visões de mundo,

diferentes, com escolhas diferentes.

 

E parece que não tem

como conciliar.

 

Os cristãos procuram unificar,

aceitando as diferenças,

praticando a virtude

da tolerância,

da boa vizinhança.

 

Os indiferentes,

opositores,

dividem.

 

O Reino dos céus

trata de algo

que foi implantado aqui na Terra

pelo próprio filho do Deus Pai

Criador do Universo.

 

O Jesus alertou:

“... meu reino não é deste mundo”.

 

Quando lemos algumas passagens

nos Evangelhos, nos escritos

que o próprio Jesus revelou,

Ele apresenta

 o Reino do Deus Pai

já presente no meio de nós.

 

Algumas vezes, bem claras

e às vezes ocultas,

em parábolas.

 

Aos abertos,

não resistentes,

Ele disse:

“A porta é estreita. Exigente,

repleta de esforços e sacrifícios,

domínio do ego

e entrega de si aos outros”.

 

“Quem quiser salvar a sua vida,

pode até perdê-la, porém,

aquele que fizer da sua vida

um dom para os outros,

este vai ganhá-la”.

 

Só os que fazem violência

consigo mesmos

é que conseguem entrar

neste novo reino,

de pessoas novas,

renovadas

pelo espírito

do alto.

 

Em linguagem normal,

vamos traduzir reino

por sociedade,

comunidade

ou fraternidade.

 

O subtítulo

 para este texto deveria ser:

 “Proposta

da política celeste

a ser implantada

na terra”.

 

Vamos perceber

o quanto é difícil para nós

assumir essa linguagem de ‘reino’,

por se tratar

de um termo

que nos é estranho

aqui na América Latina,

no mundo Ocidental. 

 

Por isso, vamos fazer um esforço

para substituir a palavra ‘reino’

por sociedade, comunidade

ou fraternidade.

 

Fraternidade fica até melhor,

quando se entende

um grupo de pessoas

unidas

pelo mesmo ideal

de vida,

e que escolheram

os mesmos valores.

 

A história é testemunha

das várias teorias e sistemas

de convivência já vividas

ao longo da caminhada humana.

 

Tentou-se a Monarquia,

Presidencialismo, Socialismo,

Marxismo, Comunismo,

Anarquismo, Capitalismo,

Liberalismo e por último,

no Brasil, a Democracia.

 

Nenhuma delas é a ideal

a não que se inclua,

em qualquer uma delas,

a pessoa humana,

como objeto especial,

como um ser sagrado,

a ser respeitado

por sua semelhança

com o Criador.

 

Mais próxima de todas as teorias

está a proposta Evangélica

da Fraternidade Cósmica,

sintetizada na pedagogia

da Fraternidade Universal,

no Reino de Deus,

anunciada

pelo próprio Jesus Cristo.

 

A dificuldade

para falar do reino do Deus dos céus

é tanta que o próprio Jesus Cristo,

quando tentava falar sobre este reino,

usava do recurso das parábolas.

 

Mesmo que quiséssemos

falar abertamente

do reino do Deus Eterno,

não conseguiremos a total clareza

que nos é necessária.

 

As razões são muitas.

 

Para começar,

a origem é divina.

 

Não é uma realidade ainda nossa,

mesmo que tenha sido endereçada a nós.

 

É um tipo de organização

e estrutura

que nos vem de fora,

porém, é perfeita,

e eterna.

 

Veio de fora,

pois que os humanos

ainda não são suficientemente maduros

para implantar sozinhos, uma filosofia de vida

reconhecidamente libertadora e eternizante. 

 

É um modelo perfeito

a ser implantado no nosso meio,

na nossa cultura,

pelos valores que apresenta

e pelas promessas de realização

 que carrega.

 

Duas verdades

fazem parte do projeto

do Reino de Deus:

a morte e a ressurreição.

 

A morte,

é um problema insolúvel

para os humanos.

 

A Ressurreição,

é uma solução impossível

para os humanos. 

 

Uma inevitável

e amedrontadora,

a morte, nos limita.

 

E a outra,

a Ressurreição, 

consequência promissora,

de libertação e realização plena. 

 

Nenhuma das teorias

de Convivência Social

tratam destes dois temas,

por isso, as teorias de Convivência Social

que a sociedade cria,

são parciais e incompletas.

 

A proposta apresentada

pelo personagem histórico

Jesus de Nazaré,

além da exigência de amar

e perdoar,

inclui estes valores

como condição

para participar da vida eterna,

com a natural ocorrência da morte

e a natural ocorrência da ressurreição.

 

O projeto do Reino de Deus

inclui esta vida e a outra vida.

 

Por isso é mais abrangente

e, completa.

 

Não falta nada.

 

 

A morte

não é o apito final

do jogo da vida. 

 

A morte

é uma passagem, é a rodoviária,

é o aeroporto, o meio definitivo

para ingressar ou fazer parte

do reino dos vivos

na eternidade.

 

É o que acreditamos.

 

É o que ensina o Cristianismo,

a nova maneira de viver,

dentro do Reino do Deus Pai,

inaugurada pelo Jesus Cristo,

aqui na Terra.

 

Uma esperança é cultivada:

a ressurreição após a morte.

 

Sim, são duas verdades

difíceis de assimilar.

 

Destas duas verdades fundamentais

semeadas e experimentadas

pelo Jesus Cristo,

inaugura-se uma nova visão

a partir da velha religião

do Antigo Testamento.

 

Os anunciadores

destas boas notícias do Evangelho,

os evangelizadores,

fazem desta atividade

uma profissão.

 

E são muitos os profissionais

envolvidos na divulgação

e implantação destas boas notícias.

 

Essa sociedade

é composta por milhões de pessoas

que receberam uma pequena semente.

 

Em muitas destas pessoas,

a semente germina e cresce,

e produz frutos.

 

Em uma grande parte,

a semente não floresce,

por falta de elementos,

como a água, o clima,

o adubo, o cuidado,

o esforço envolvido

no processo.

 

Mas, esta semente

é poderosa.

 

Existem sementes

que brotam

em cima de terreno pedregoso,

em cima das rochas

e das montanhas.

 

E o que há de mais interessante

é que essa semente

é uma força viva.

 

Não se apresenta

de uma forma espetacular,

mas age em silêncio,

nas coisas

e ações pequeninas.

 

Estamos falando

do Reino de Deus

que é semelhante

a uma semente de mostarda.

 

A efetiva realização

dessa nova civilização,

se concretiza

no ideal

do Fraternismo Universal.

 

Os envolvidos

nessa nova comunidade

estão tentando trazer

a dimensão da cidade celeste,

aqui para a terra,

antecipando

o que será o céu.

 

Esse projeto eterno

encontra-se na fase

da ressignificação

de todas as coisas,

aperfeiçoando,

levando todas as coisas,

 à plenitude,

por ser obra divina.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 22/08/2022

eneaspb@gmail.com


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