quinta-feira, 18 de abril de 2019

631.- Afetividade. Um nível acima




Enquanto nosso pensar e agir
não for bondoso,
carinhoso,
afetivo
e amoroso,
com todos,
e com tudo,
estaremos estacionados
no nível do subdesenvolvimento.

Seremos infrutíferos e inúteis.

Quando não nos expressamos
com palavras e gestos afetivos,
não respondemos,
não completamos,
não dignificamos os outros.

Enquanto não formos amorosos,
estamos dividindo, dispersando,
gastando energias, inutilmente.

Só a partir do amadurecimento
da consciência humana,
pela opção do agir amoroso,
é que começamos
a ser gente,
atraente,
e eficiente.

Se o teu comportamento
não fascina os outros,
não encanta,
quem é o teu mestre?
Quem é o teu educador?


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 18/04/2019

quarta-feira, 17 de abril de 2019

630.- Igreja, autoridade eterna.




Existe uma professora
entre nós, atenciosa,
preocupada com a nossa formação
e consequente visão de vida.

Muita gente não quer saber
nada que se refere à Igreja,
esquecendo que ela
é nossa mãe espiritual,
educando,
orientando os passos,
para a eternidade.

Assim como a natureza toda
é composta pelas quatro estações,
cada uma com suas características
também a Igreja, sobre a orientação
do Papa Francisco,
nesta estação da Quaresma,
ensina-nos a entender
e a aceitar,
as lições do sofrimento,
as fases que antecedem
as comemorações,
a vitória da primavera
e do verão.

Neste período da quaresma
convivemos mais com o silêncio,
com a introspecção,
a meditação,
avaliação,
contemplação
das lições dos sofrimentos,
daquilo que nos falta
para entender melhor,
a natureza toda,
da vida.

Não há como curtir a visão do alto,
sem os esforços da subida,
os degraus,
do esforço empenhado,
na superação
das fases de amadurecimento.


Não há liberdade espiritual
sem a submissão e obediência,
a uma autoridade
que seja eterna.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 14/04/2019

sexta-feira, 12 de abril de 2019

629.- Inspiração. Venha, inspiração.



O que é que te anima,

durante o dia,

ou durante a noite,

e de madrugada?

 

Já prestou atenção em você,

em qual momento

ou diante de que mensagem

se sente animada(o),

cheia(o) de vida,

entusiasmada(o)?

 

A inspiração

te visita frequentemente,

e te dá oportunidade

para você manter

esta sensação por mais tempo.

 

E talvez ela esteja insistindo,

avisando, que há algo de você

em que ainda

não prestou atenção

suficientemente,

especial.



Para quê

inspiração?

 

 

Inspiração,

é para acordar,

o que está dormindo,

quer trazer vida

onde mora a apatia,

e falta sensibilidade para sentir.

 

A inspiração 

sussurra,

no ouvido de dentro,

onde se encontra

aquilo que ardentemente

precisamos.

 

Algo em nosso íntimo

está insatisfeito.

 

Andamos,

vivemos com esse sentimento,

um nó na garganta,

uma ansiedade imprecisa,

desconhecida, uma sede sutil, fina,

mas, insistente.

 

É a alma dizendo que está com sede.

A alma procura uma abertura.

 

A abertura se dá pela inspiração.

 

A inspiração é rara, difícil,

de cunho espiritual.

 

Convém dar alimento para o espírito.

 

A inspiração

que quer se fazer presente, viva, ativa,

espera, pacientemente, que você pare,

faça silêncio,

abra sua sensibilidade,

seus sentidos internos,

olhe, admire, contemple a natureza,

os animais, os pássaro, as crianças,

e cada pessoa com quem você se relacionar.

 

A inspiração é necessária

para motivar,

de novo, a andar,

se está sem combustível,

estacionado(a).

 

A inspiração quer vir para alegrar

os seus passos na caminhada,

e encher de entusiasmo,

a companhia interna,

o lado bom,

do artista,

que nos habita.  

 


Então, olha aí, a inspiração,

se apresentando, pedindo,

suplicando para você:

 

- Correr, ao invés de só caminhar.

 

- Dançar mais, do que só andar.

 

- Cantar, deixar de lamentar.

 

- Ler, para não se esquecer.

 

- Experimentar prazer

em simplesmente, ser.

 

- Ser aí, onde você está, 

no palco da vida.

 

 

A cada um de nós

convém sentir falta,

e depois, com sede,

buscar a inspiração,

aquilo que preenche

os momentos de vida.

 

A inspiração

é mais do que o pão,

o chão, a sustentar.

 

     Há a alma,

     também,

     esfomeada,

     a alimentar.

 

A inspiração é algo mais

do que apenas sentir,

é aquietar-se,

é calar a mente,

é escutar o inaudível,

é sentir prazer em estar vivendo.

 

A inspiração advinha,

e tenta avisar,

o que realmente necessitamos.

 

Se a inspiração é rara,

benéfica, agradável,

e produtiva,

e só aparece

em momentos curtíssemos e especiais,

não será a inspiração,

algo a explorar,

prestar mais atenção,

aumentar mais

estes momentos

de profundidade,

intensa intimidade

conosco mesmos

e com o Cosmos?

 

 

Quando ela aparece?

 

 

Quando estamos calmos,

pacíficos, em harmonia

com tudo e com todos.

 

Quando ativamos

a conjugação do verbo amar,

em todos os tempos e modos.

 

 

Tratemos de firmar um acordo,

conosco mesmo,

de prestar atenção,

para capturar a inspiração

e mantê-la ativa,

parceira nossa,

durante todo o tempo do jogo. 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/04/2019
Atualizada em 19/12/2023.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

628.- Dinheiro e paz. Os dois patrões




Quais valores devem ocupar
nossos pensamentos e ações,
nossas buscas e ideais,
gastar nossas energias,
ocupar nosso tempo,
irradiar nossos dias
e fazer brilhar
nossos olhos?

Aprendi com o tempo
a considerar o dinheiro,
como consequência,
não como objetivo.

Experimentei que o dinheiro,
foi um mau patrão,
pois me deixava sempre tenso,
com o tempo todo,
totalmente ocupado
com as agendas,
para ter,
servindo-o sempre,
como o primeiro
em tudo.

Então decidi trocar de patrão,
alguém que me deu a vida,
de graça,
até a liberdade
de escolhê-lo
ou rejeitá-lo,
e que não exige nada
além de viver.

Fui aprendendo
com os desapegados
a buscar em primeiro lugar
a paz e a justiça,
e tudo o mais,
a partir de então,
veio vindo,
de acréscimo,
com sobras.

E a vida
foi se tornando
cada vez mais leve.

Quando deixei
de me ocupar
com o que me faltava
percebi,
tudo o que me sobrava. 

Foi sobrando tempo
para admirar o canto
e a liberdade dos pássaros.

Sobrava tempo
para olhar para cima,
e ver as nuvens,
como figuras,
simbolizando pessoas,
passeando no céu.

Sobrava tempo,
para assistir,
todos os dias,
o espetáculo
do pôr do sol.

E de noite,
ainda sobrava tempo
para namorar as estrelas,
e relembrar as velhas amizades.

E sobrava tempo
para dormir
o sono tranquilo,
desapegado das coisas,
pensando e sonhando
com as pessoas queridas.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 08/04/2019









quinta-feira, 4 de abril de 2019

626.- Arte. Amor. Qual é o tempero?



Você
já se perguntou
sobre o que falta
para que a vida
esteja caminhando
dentro da normalidade?

Do jeito que está,
está bom?

Pode estar bom para você,
mas, está bom
para todos?

Na história da humanidade,
será que ninguém conseguiu
um tipo especial,
de comportamento,
de vida ideal?

Será que ainda
não foi apresentada
uma proposta,
legitimamente aceita por todos,
como,
“até que enfim,
temos uma solução”,
um padrão comportamental?

Em dez mil anos de experiência,
da histórica caminhada humana,
qual foi o denominador comum,
o ‘modus vivendi’ que elevou,
e dignificou a vida?

Por que as pessoas gostam 
da vida?

O que nos mantém amando 
a vida?

Existe diferença de sabor,
num prato bem temperado,
e numa comida,
quase sem nenhum tempero?

O que é que altera?

É o tempero?

Ou é a sensibilidade
degustativa?

Qual é a receita?

Colocar arte,
elevada dose de amor
em nossas atitudes,
brincando,
saltitando.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 04/04/2019

segunda-feira, 1 de abril de 2019

625.- Evolução. Indecisões e desafios.





Estamos sempre diante
de encruzilhadas.

Sempre há diversas
possibilidades de escolhas.

Há abundância de ofertas,
para todos os gostos.

E muitas ilusões.

Poucas mercadorias
de valor.

Vivemos envoltos
numa cultura
de subprodutos,
desnecessários
ou supérfluos.

Como escapar
das armadilhas?

A partir da palavra evolução,
entender o seu significado,
sua dinâmica e o seu
processo existencial.

Se não estivermos vivendo
conscientemente,
que a vida é um processo
de contínua evolução,
cairemos facilmente
nas garras dos exploradores.

Estamos dentro
da dinâmica da exploração
sendo explorados,
quando estamos diante da TV,
durante duas horas,
de cada jogo de futebol.

Estamos dentro
da dinâmica da exploração
sendo explorados,
quando estamos diante da TV,
durante uma hora,
de cada novela,
de cada filme,
de cada programa,
feito para passar o tempo.

Todos os programas
de entretenimento
foram planejados
para comer o teu tempo,
alienar-te,
desviar-te
do que realmente te interessa
dentro do processo da evolução.

Você não foi projetado
para viver estacionado,
sentado, só assistindo
o tempo e a vida passar.

Todos os teus momentos vitais
devem ser vividos conscientes,
despertado,
envolvido
em um contínuo desenvolvimento
da sua personalidade,
determinado,
sem hesitações
ou indecisões.

O seu caminho,
a sua caminhada
deve estar bem clara
diante de ti.

A sua primeira reação
vai ser de angústia,
porque não sabe
como escapar
desta prisão,
na qual já está acostumado,
desde longa data.

A segunda reação
vai ser de resistência,
não admitir que seja verdade,
tais proposições.

Existem muitas saídas:
O silêncio,
a meditação,
conversar
com pessoas livres.

Monte junto com ele,
um planejamento de escape
em direção à sua liberdade.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 01/04/2019