sexta-feira, 12 de abril de 2019

629.- Inspiração. Venha, inspiração.



O que é que te anima,

durante o dia,

ou durante a noite,

e de madrugada?

 

Já prestou atenção em você,

em qual momento

ou diante de que mensagem

se sente animada(o),

cheia(o) de vida,

entusiasmada(o)?

 

A inspiração

te visita frequentemente,

e te dá oportunidade

para você manter

esta sensação por mais tempo.

 

E talvez ela esteja insistindo,

avisando, que há algo de você

em que ainda

não prestou atenção

suficientemente,

especial.



Para quê

inspiração?

 

 

Inspiração,

é para acordar,

o que está dormindo,

quer trazer vida

onde mora a apatia,

e falta sensibilidade para sentir.

 

A inspiração 

sussurra,

no ouvido de dentro,

onde se encontra

aquilo que ardentemente

precisamos.

 

Algo em nosso íntimo

está insatisfeito.

 

Andamos,

vivemos com esse sentimento,

um nó na garganta,

uma ansiedade imprecisa,

desconhecida, uma sede sutil, fina,

mas, insistente.

 

É a alma dizendo que está com sede.

A alma procura uma abertura.

 

A abertura se dá pela inspiração.

 

A inspiração é rara, difícil,

de cunho espiritual.

 

Convém dar alimento para o espírito.

 

A inspiração

que quer se fazer presente, viva, ativa,

espera, pacientemente, que você pare,

faça silêncio,

abra sua sensibilidade,

seus sentidos internos,

olhe, admire, contemple a natureza,

os animais, os pássaro, as crianças,

e cada pessoa com quem você se relacionar.

 

A inspiração é necessária

para motivar,

de novo, a andar,

se está sem combustível,

estacionado(a).

 

A inspiração quer vir para alegrar

os seus passos na caminhada,

e encher de entusiasmo,

a companhia interna,

o lado bom,

do artista,

que nos habita.  

 


Então, olha aí, a inspiração,

se apresentando, pedindo,

suplicando para você:

 

- Correr, ao invés de só caminhar.

 

- Dançar mais, do que só andar.

 

- Cantar, deixar de lamentar.

 

- Ler, para não se esquecer.

 

- Experimentar prazer

em simplesmente, ser.

 

- Ser aí, onde você está, 

no palco da vida.

 

 

A cada um de nós

convém sentir falta,

e depois, com sede,

buscar a inspiração,

aquilo que preenche

os momentos de vida.

 

A inspiração

é mais do que o pão,

o chão, a sustentar.

 

     Há a alma,

     também,

     esfomeada,

     a alimentar.

 

A inspiração é algo mais

do que apenas sentir,

é aquietar-se,

é calar a mente,

é escutar o inaudível,

é sentir prazer em estar vivendo.

 

A inspiração advinha,

e tenta avisar,

o que realmente necessitamos.

 

Se a inspiração é rara,

benéfica, agradável,

e produtiva,

e só aparece

em momentos curtíssemos e especiais,

não será a inspiração,

algo a explorar,

prestar mais atenção,

aumentar mais

estes momentos

de profundidade,

intensa intimidade

conosco mesmos

e com o Cosmos?

 

 

Quando ela aparece?

 

 

Quando estamos calmos,

pacíficos, em harmonia

com tudo e com todos.

 

Quando ativamos

a conjugação do verbo amar,

em todos os tempos e modos.

 

 

Tratemos de firmar um acordo,

conosco mesmo,

de prestar atenção,

para capturar a inspiração

e mantê-la ativa,

parceira nossa,

durante todo o tempo do jogo. 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/04/2019
Atualizada em 19/12/2023.

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