durante o dia,
ou durante a noite,
e de madrugada?
Já prestou atenção em você,
em qual momento
ou diante de que mensagem
se sente animada(o),
cheia(o) de vida,
entusiasmada(o)?
A inspiração
te visita frequentemente,
e te dá oportunidade
para você manter
esta sensação por mais tempo.
E talvez ela esteja insistindo,
avisando, que há algo de você
em que ainda
não prestou atenção
suficientemente,
especial.
Para quê
inspiração?
Inspiração,
é para acordar,
o que está dormindo,
quer trazer vida
onde mora a apatia,
e falta sensibilidade para sentir.
A inspiração
sussurra,
no ouvido de dentro,
onde se encontra
aquilo que ardentemente
precisamos.
Algo em nosso íntimo
está insatisfeito.
Andamos,
vivemos com esse sentimento,
um nó na garganta,
uma ansiedade imprecisa,
desconhecida, uma sede sutil, fina,
mas, insistente.
É a alma dizendo que está com sede.
A alma procura uma abertura.
A abertura se dá pela inspiração.
A inspiração é rara, difícil,
de cunho espiritual.
Convém dar alimento para o espírito.
A inspiração
que quer se fazer presente, viva, ativa,
espera, pacientemente, que você pare,
faça silêncio,
abra sua sensibilidade,
seus sentidos internos,
olhe, admire, contemple a natureza,
os animais, os pássaro, as crianças,
e cada pessoa com quem você se relacionar.
A inspiração é necessária
para motivar,
de novo, a andar,
se está sem combustível,
estacionado(a).
A inspiração quer vir para alegrar
os seus passos na caminhada,
e encher de entusiasmo,
a companhia interna,
o lado bom,
do artista,
que nos habita.
Então, olha aí, a inspiração,
se apresentando, pedindo,
suplicando para você:
- Correr, ao invés de só caminhar.
- Dançar mais, do que só andar.
- Cantar, deixar de lamentar.
- Ler, para não se esquecer.
- Experimentar prazer
em simplesmente, ser.
- Ser aí, onde você está,
no palco da vida.
A cada um de nós
convém sentir falta,
e depois, com sede,
buscar a inspiração,
aquilo que preenche
os momentos de vida.
A inspiração
é mais do que o pão,
o chão, a sustentar.
Há a alma,
também,
esfomeada,
a alimentar.
A inspiração é algo mais
do que apenas sentir,
é aquietar-se,
é calar a mente,
é escutar o inaudível,
é sentir prazer em estar vivendo.
A inspiração advinha,
e tenta avisar,
o que realmente necessitamos.
Se a inspiração é rara,
benéfica, agradável,
e produtiva,
e só aparece
em momentos curtíssemos e especiais,
não será a inspiração,
algo a explorar,
prestar mais atenção,
aumentar mais
estes momentos
de profundidade,
intensa intimidade
conosco mesmos
e com o Cosmos?
Quando ela aparece?
Quando estamos calmos,
pacíficos, em harmonia
com tudo e com todos.
Quando ativamos
a conjugação do verbo amar,
em todos os tempos e modos.
Tratemos de firmar um acordo,
conosco mesmo,
de prestar atenção,
para capturar a inspiração
e mantê-la ativa,
parceira nossa,
durante todo o tempo do
jogo.

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