sábado, 28 de julho de 2018
482.- Crianças. (CHICO) O Espírito explorador.
terça-feira, 24 de julho de 2018
481.- Palavras. Encontros. Desejo um encontro, completo, lá longe, sem presenças. Sem palavras.
Usamos constantemente a cabeça
para todas as
atividades mentais
que fazemos.
Muitas vezes,
porém,
a mente
leva-nos para a
secura,
para a crítica,
para a defesa
de um sistema de
crenças,
despertando os
preconceitos,
esvaziando
e empobrecendo
o momento, as
relações
e os encontros.
Por isso é necessário
conhecer
como a mente
funciona.
Não há suavidade na mente.
Há normas, crenças,
conceitos e
preconceitos,
leis, convenções,
tradição,
culpas e penalidades,
castigos e punições,
pressões, exigências,
cobranças,
sucessos e
fracassos.
Conhecer
como administrar a
mente,
não deixando
que as crenças
e os preconceitos
reduzam os valores
dos encontros,
com a natureza
e principalmente,
quando nós,
humanos,
nos encontramos.
Estejamos atentos
para não dar chances
para que a mente
trapaceie
e estrague os bons
momentos
que podemos vivenciar
com mais cargas
afetivas.
A mente
tende a ser
indiferente,
a ser crítica,
analista, avaliando
conforme o sistema de
crenças
que formamos
em nossa longa
carreira de humanos.
Também
somos como os animais,
com os instintos ativos
de defesa e ataque.
Somente quando
evoluímos,
como pessoa
conscientes,
agimos
com sentimentos
mais nobres.
Se não ativarmos a
consciência,
procederemos com
indiferença,
diante de alguém
que seja de outra
religião,
de outra profissão
ou de outra classe
social.
Como somos todos
diferentes
e temos profissões
diferentes,
formação diferente,
religiões diferentes,
opiniões diferentes,
visões e gostos
diferentes,
cada vez mais,
corremos o risco,
de nos fecharmos
em nossas próprias
convicções,
e vamos ficando cada
vez
menos comunicativos,
menos participativos,
menos atraentes,
menos risonhos,
mais fechados,
mais tristes,
mais sós.
Toda vida
é comunicativa.
Tudo o que existe,
convida
ao relacionamento,
pois todos somos
incompletos,
diferentes,
com mais capacidades
de apreensão,
de compreensão,
com mais cargas
afetivas
ou menos capacidades
degustativas.
Existem pessoas tão
diferentes,
que aprenderam mais,
observaram mais,
sintonizaram
com fontes invisíveis
de energias,
que conseguem
comunicar-se
com as árvores,
com as águas dos
riachos,
com os animais,
com os passarinhos,
com a lua,
com o sol,
com as estrelas,
com a natureza toda.
tão diferente,
que aprendeu
que toda a vida,
tudo o que existe,
é comunicação,
é diálogo incompleto,
desejando completar-se.
Quando nos enchemos
de conhecimento,
de ideias,
não cabe mais nada
dentro de nós.
Então a mente,
insatisfeita,
ilude-nos,
impondo-nos
sacrifícios desnecessários,
para conseguir mais conhecimento,
mais estudos,
mais bens de consumo,
mais status,
mais coisas inúteis,
sem nutrientes
permanentes.
Parece que a mente
mente para nós,
afastando-nos da
vida,
do chão da realidade
e das emoções.
Cada um de nós
é uma palavra,
um diálogo,
incompleto.
Os encontros
podem favorecer
o completar das frases.
da qual nós temos certeza
é que temos apenas
a necessidade
de ver, ouvir e falar
para nos comunicar,
e completar,
as frases incompletas.
A vida toda,
tudo o que existe,
é comunicação aberta.
Se nos deixarmos
guiar
pela mente, somente,
corremos o risco
de nos fechar
em nossas crenças,
em nossos
conhecimentos,
ainda incompletos,
desprovidos de
sentimentos,
de compreensão
e compaixão.
Existem aproximações
que não se completam
em encontros.
Acontecem encontros,
apertos de mão,
em que
toques afetivos
não se completam,
não preenchem
o vazio infinito
que existe dentro de
nós.
Existem muitas
conversas,
mas poucas aberturas
à intimidade,
que aquece,
e engravida,
as palavras.
Há um imenso espaço
livre
para os pensamentos,
em minha mente.
Há um infinito aberto
para a palavra,
a comunicação,
entre nós.
Convém prestar
atenção à mente.
Talvez a ciência não
seja racional.
Então, convém pensar
com o coração
e expressar-se pelo olhar afetivo
e carinhoso.
Talvez a sua mente
esteja fechada,
aprisionada
em suas crenças
proibitivas,
moralizantes,
socialmente não
aceitas,
que não te deixam
soltar
as palavras,
desejosas de voar,
acima das coisas da
terra.
Nas alturas,
meu coração anseia
que o encontro
aconteça,
sem presenças, sem
testemunhas,
sem palavras.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 24/07/2018
Publicado no blog Heipo World e no FACE em
24/07/2018

