Quero encontrar
um
campo limpo e livre
onde
eu possa plantar
uma
espécie de semente
que
cresça rápido, dê alimento
e
sacie todos nós, sedentos de plenitude.
Vejo-me
como alguém
no
meio de tantos outros
procurando
algo, ou Alguém,
que
não sabemos o que ou quem seja.
Estamos
todos absorvidos
por
tantos afazeres
que
não nos permitem
olhar
para cima, nas alturas
ou
para baixo, na profundidade.
Onde
está a última verdade,
aquela
que satisfaça,
que
nos sacie
de
uma vez por todas
com
a certeza?
Todos
nós vivemos
porque
comemos
um
tipo de alimento
que
os mortos também comeram.
Alimentamo-nos
o tempo todo.
Nunca
nos cansamos
de
comer e beber,
e
mesmo assim morremos,
cada
um no seu tempo.
Lemos
um livro atrás do outro,
insaciáveis
por novidades,
que
envelhecem rapidamente.
Não
paramos nunca,
de
procurar e devorar
o
que ingerimos em nossa boca
e
o que entra em nossa cabeça.
Como
indigentes,
permanentes,
mendigamos
algo
que seja definitivo
e
nos complete,
para
sempre.
Estamos
sempre
com
fome e com sede,
ansiosos
por mais e mais sabores,
romances,
professores e saberes.
Olhando
para cima,
para
o Universo cósmico,
um
grito sai das minhas entranhas:
Grande Universo
Cósmico,
não nos deixe
passando fome,
sede, frio e sem
respostas,
dentro deste infinito
insaciável
que sou eu dentro de
mim.
Que o nada
não nos deixe assim,
perdidos,
desorientados.
Que não seja vazia
a última palavra.
Que a depressão
não seja
a última experiência.
Que as estrelas
possam nos orientar,
indicando-nos
onde fica o céu.
Procuramos
a última verdade
que seja a certeza
libertadora.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 23/11/2017
Publicado no Blog Heipo World
e no FACE em 23/11/2017.
Atualizado em 02/02/2024.

Nenhum comentário:
Postar um comentário