Sim, podem
existir sofrimentos úteis.
Digamos
que todos os acontecimentos,
fatos ou
situações da vida,
carregam mensagens,
ensinamentos
e lições.
Aqueles
sofrimentos-professores
ensinaram a
não repetirmos
aqueles
erros.
Aqueles
sofrimentos necessários,
mudanças de
hábitos,
dormir
cedo,
levantar-se
de madrugada,
estudar,
renunciar
algo menor por um bem maior,
esforçar-se
para superar limites,
nos ensinaram
as regras da perseverança
e a
curtição do sucesso.
E
sofrimentos inúteis,
ajudam ou
atrapalham?
Avalie-se
percebendo
como você
carrega nas suas costas,
sofrimentos
inúteis,
estresses,
preocupações
virtuais,
imaginadas
e que
dificilmente acontecem.
Só existe dois sofrimentos reais,
primeiro, aquele que
provoca dor
no
corpo, e, segundo, aquele
que exige perseverança
para conseguir objetivos
.
Todos os
demais sofrimentos,
são
inúteis,
criados
pela mente,
ou em
decorrência
de
desconhecermos
quem
somos.
Quase
todos os sofrimentos
nascem da
imaginação.
Não são
reais.
Não
aprendemos ainda
a domar
nossa mente,
refrear os
instintos,
morder a
língua,
exercer o
discernimento
em nossas
decisões.
A falta de
conhecimento
de si
mesmo
nos
condiciona a escolher
o que a
mídia oferece
nas
propagandas.
A falta de
conhecimento de si
nos mantém
alienados
das nossas
capacidades,
das nossas
forças,
das energias
de superação
e
crescimento.
E
desconhecemos a fonte própria,
onde estão
todas as ferramentas
de
crescimento e superação.
nosso
íntimo,
a usina
criativa,
fabricante
exclusiva,
de
soluções,
para todas
as dificuldades.
As
decisões de mudanças
nascem dentro,
como semente,
que explode
a casca
para recomeçar
a viver.
É claro
que existem
preocupações
reais,
por
exemplo,
dívidas,
contas a
pagar,
responsabilidades
na
educação dos filhos,
investimento
no relacionamento conjugal,
cuidado
dos pais idosos,
atenção
aos parentes ou amigos
com
problemas,
compromissos
sociais
assumidos
ou a assumir.
A reflexão
aqui proposta
é sobre os
sofrimentos,
como
cargas inúteis,
que podem
e devem ser descartados,
desapegados,
excluídos e expulsos,
da nossa
horta
do fundo
do nosso quintal.
Cuidar do
bem-estar pessoal,
ter e
levar uma vida saudável
supõe desprender-se
de
sofrimentos inúteis
ou cargas
desnecessárias.
É condição
de qualidade de vida,
e de
sabedoria,
conduzir a
vida
na leveza
do bom humor
da
gentileza
e do
cavalheirismo.
Buscar a
visão da vida
pelo olhar
humilde,
perceber
os sofrimentos inúteis,
que possam
estar atrapalhando
e
retardando,
tornando
pesados os nossos passos.
Quem
sofre,
inutilmente,
faz sofrer
os outros
com quem
convive.
-
Ressentimentos, críticas,
raivas, lamentações,
desânimo,
são
percebidos pelos outros,
que se
sentem contaminados;
-
Conflitos não resolvidos,
semeiam
conflitividade.
-
Descontentes,
semeiam descontentamento,
e
mal-estar ambiental.
- Não se aceitar
do jeito que se é,
dificulta a
aceitação dos outros.
-
Desconhecer-se a si mesmo,
ignorar a
existência da alma, do espírito
é a maior
de todas as fontes de sofrimento.
Alimentamos nosso corpo
e deixamos o espírito morrer de fome,
sem os alimentos que contém
nutrientes capazes de melhorar
nossa vida
e a vida
de quem convive conosco.
Do
desconhecimento
de si
mesmo nascem
a
insegurança
e a
ansiedade,
a
confusão,
a falta de
sentido na vida,
a falta de
energia
e de
entusiasmo.
A Origem
dos
sofrimentos inúteis
está sempre
no próprio indivíduo,
e a
tendência
é colocar
a culpa
sempre nos
outros.
Se você não
se sente bem,
é em você
que reside
este
sentimento
indesejável.
Se você
continua assim,
é você que
se permite
o apego a
este sentimento.
A origem
de tantos
sofrimentos inúteis
está na
pessoa mesma,
nas
atitudes egoístas,
nos apegos
a coisas
que não
devolvem amor e carinho,
está nos
pensamentos de inveja,
nas
ilusões,
na sede de
poder,
nos
desejos de fama,
de glória,
de
elogios,
está nos
ressentimentos,
na falta
da necessária paz
consigo
mesmo,
na falta
de sentido,
na falta
de alegria,
no vazio
interior.
Desconhecer-se
a si mesmo
como fonte
de onde se extrai
as
motivações e razões de viver,
pode ser
um sintoma,
bem
legível,
da falta
daquilo
que nos é
mais essencial,
um Ídolo
Perfeito,
no qual
espelhar-se
como
modelo de perfeição
para
consertar a própria vida
a partir
de dentro.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 17/12/2019

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