Jesus Cristo,
São Francisco,
Frei Eurico de Melo
Frei Ignácio Larranaga,
foram místicos.
Em toda história do Cristianismo
recebemos cargas e pesos desnecessários
que foram entrando e empedrando
nossa sensibilidade,
criando preconceitos,
complicando
o que era fácil viver.
O Jesus Cristo veio num momento histórico
em que estava quase
impossível viver a religião,
e simplificou tudo, resumindo toda a lei
e os ensinamentos dos Profetas, em
apenas duas orientações:
amar o Deus Pai Criador
e amar o próximo
como a si mesmo.
Aí pelos anos de 1222, Francisco de Assis,
um jovem leigo, civil, inconformado
com as exigências externas e a pomposidade
que a Igreja (na época) ostentava,
mostrou como era possível viver
com simplicidade os ensinamentos
do Jesus Cristo,
desposando a dama pobreza
como companheira
e ideal de vida.
Cristianismo não é religião.
Cristianismo é viver a vida com vibração,
arte, dinamismo, imitando a Pessoa
do Jesus Cristo, filho do Deus Criador.
Assim como o Franciscanismo,
também não é religião.
Franciscanismo
é viver a vida imitando uma pessoa,
um artista, um poeta,
o Francisco de Assis.
Místico(a) é aquele(a)
que mistura as coisas da terra
com as coisas do céu.
Místico(a) é aquele(a)
que comunica coisas simples
e temas sagrados, com arte,
por isso convence e atrai.
Cada vez mais me convenço
que é na arte e através da arte
que nós vamos continuar evoluindo.
Existem dois tipos de arte
que transformaram
e transformarão o mundo:
O Cristianismo e o Franciscanismo.
Vive mística com arte,
quem vive como irmão.
Quem mostra que ser irmão
de tudo e de todos
é possível e não é utopia.
É a pura originalidade,
a mais pura simplicidade.
Espiritualidade é a maneira de viver,
de expressar-se com arte e poesia,
com espírito de filiação divina,
como o Cristianismo e o
Franciscano ensinam.
De espiritualidade
é que as pessoas possuem sede.
Expressar-se com simplicidade
é o anseio profundo
da nossa essência humana,
de ser o que somos.
Na espiritualidade vivida
aparece arte, inspiração,
poesia, amor, a autêntica alegria,
do Francisco de Assis.
Arte é poesia.
Poesia
é a comunicação dos valores eternos,
de uma maneira simples, diária,
porém atraente.
Arte e poesia
acontecem quando a vida responde,
palpitando, vibrando, zunindo,
combinando valores com beleza,
bondade e caridade,
ações fraternas.
Arte e poesia,
convence, arrasta e arrasa.
Arte e poesia com simplicidade,
eis o canal por onde o Espírito Santo atua,
para que exerçamos nossos dons artísticos.
É com Ele,
com o Espírito Santo
que convém fazer parceria.
Aulas de teologia, homilias
sem arte, sem poesia, sem inspiração
sem parábolas, sem história,
sem testemunho, sem ações,
não converte, não comove, não convence.
Religião provoca preconceitos,
divisões, discriminações, cansa e afasta.
A religião orienta,
dirige, cobra resultados,
avalia, mede e por isso,
forma hipócritas e
fariseus,
não cria fraternidades.
A espiritualidade liberta, unifica,
compreende, promove, inclui, procura a paz,
visa o coração, sentimentos,
comporta-se com carinho e ternura,
é tolerante e compreensiva,
ama o irmão lobo
e faz amizade com a irmã morte.
Testemunhos de vida,
visitas aos paroquianos,
visitas aos hospitais e cárceres,
aproximar-se do irmão leproso,
são atitudes de vida, exemplos da prática
da espiritualidade, vivendo com simplicidade.
A espiritualidade une, reúne,
contagia, celebra aniversário,
canta e dança no Cenário da Terra,
interpreta com alegria
a maneira de ser cristão e franciscano,
com simplicidade.
Não queremos criticar a Igreja,
os padres, os religiosos,
teólogos e mestres.
Queremos mostrar a diferença
entre funcionários da Igreja
e os Místicos,
que fazem a diferença
dentro da estrutura da igreja
e mudam os rumos da história.
Místicos
fazem parceria com o Espírito Santo.
Dentro da estrutura da Igreja
corre-se o risco de viver sem arte
e sem poesia, sem inspiração
para a simplicidade.
Mais do que criticar,
estou escrevendo como poeta,
talvez até como profeta,
que incomoda, mas adverte,
faz pensar, ativa o discernimento,
dom da maturidade,
origem no Espírito Santo.
Não estou criticando nem julgando.
Estou comparando
a figura dos personagens místicos
dentro da História da Igreja.
"Por que esconder mais
o que já está invisível e oculto?
É na simplicidade
que se encontra
o natural e o divino".
Papa João XXIII.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 18/07/2017.
Publicado
no blog Heipo World
e no Facebook
em 18/07/2017.
Atualizado
em 23/02/2024.

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