terça-feira, 18 de julho de 2017

408.- Mística. A arte e o testemunho dos místicos.




Jesus Cristo,

São Francisco,

Frei Eurico de Melo

Frei Ignácio Larranaga,

foram místicos.

 

Em toda história do Cristianismo

recebemos cargas e pesos desnecessários

que foram entrando e empedrando

   nossa sensibilidade, 

    criando preconceitos,

complicando 

                o que era fácil viver.      

 

O Jesus Cristo veio num momento histórico 

em que estava quase impossível viver a religião,

e simplificou tudo, resumindo toda a lei

e os ensinamentos dos Profetas, em

apenas duas orientações:

amar o Deus Pai Criador

e amar o próximo

como a si mesmo.

 

Aí pelos anos de 1222, Francisco de Assis,

um jovem leigo, civil, inconformado

com as exigências externas e a pomposidade

que a Igreja (na época) ostentava,

mostrou como era possível viver

com simplicidade os ensinamentos

do Jesus Cristo,

desposando a dama pobreza

como companheira

e ideal de vida.

 

Cristianismo não é religião.

Cristianismo é viver a vida com vibração,

arte, dinamismo, imitando a Pessoa

do Jesus Cristo, filho do Deus Criador.

 

Assim como o Franciscanismo,

também não é religião.

 

Franciscanismo

é viver a vida imitando uma pessoa,

um artista, um poeta,

o Francisco de Assis.

  

Místico(a) é aquele(a)

que mistura as coisas da terra

com as coisas do céu.

 

Místico(a) é aquele(a)

que comunica coisas simples

e temas sagrados, com arte,

por isso convence e atrai.

 

Cada vez mais me convenço

que é na arte e através da arte

que nós vamos continuar evoluindo.

 

Existem dois tipos de arte

que transformaram

e transformarão o mundo:

O Cristianismo e o Franciscanismo.

 

Vive mística com arte,

quem vive como irmão.

 

Quem mostra que ser irmão

de tudo e de todos

é possível e não é utopia.

 

É a pura originalidade,

a mais pura simplicidade.  

 

Espiritualidade é a maneira de viver,

de expressar-se com arte e poesia,

com espírito de filiação divina,

como o Cristianismo e o

Franciscano ensinam.

 

De espiritualidade

é que as pessoas possuem sede.

 

Expressar-se com simplicidade

é o anseio profundo

da nossa essência humana,

de ser o que somos.

 

Na espiritualidade vivida

aparece arte, inspiração,

poesia, amor, a autêntica alegria,

do Francisco de Assis.

 

Arte é poesia.

 

Poesia

é a comunicação dos valores eternos,

de uma maneira simples, diária,

porém atraente.

 

Arte e poesia

acontecem quando a vida responde,

palpitando, vibrando, zunindo,

combinando valores com beleza,

bondade e caridade,

ações fraternas.

 

Arte e poesia,

convence, arrasta e arrasa.

 

Arte e poesia com simplicidade,

eis o canal por onde o Espírito Santo atua,

para que exerçamos nossos dons artísticos.

 

É com Ele,

com o Espírito Santo

que convém fazer parceria.

 

Aulas de teologia, homilias

sem arte, sem poesia, sem inspiração

sem parábolas, sem história,

sem testemunho, sem ações,

não converte, não comove, não convence.

 

Religião provoca preconceitos,

divisões, discriminações, cansa e afasta.

 

A religião orienta,

dirige, cobra resultados,

avalia, mede e por isso,

 forma hipócritas e fariseus,

não cria fraternidades.

 

A espiritualidade liberta, unifica,

compreende, promove, inclui, procura a paz,

visa o coração, sentimentos,

comporta-se com carinho e ternura,

é tolerante e compreensiva,

ama o irmão lobo

e faz amizade com a irmã morte.

 

Testemunhos de vida,

visitas aos paroquianos,

visitas aos hospitais e cárceres,

aproximar-se do irmão leproso,

são atitudes de vida, exemplos da prática

da espiritualidade, vivendo com simplicidade.

 

A espiritualidade une, reúne,

contagia, celebra aniversário,

canta e dança no Cenário da Terra,

interpreta com alegria

a maneira de ser cristão e franciscano,

com simplicidade.  

 

Não queremos criticar a Igreja,

os padres, os religiosos,

teólogos e mestres.

 

Queremos mostrar a diferença

entre funcionários da Igreja

e os Místicos,

que fazem a diferença

dentro da estrutura da igreja

e mudam os rumos da história.

 

Místicos

fazem parceria com o Espírito Santo.

 

Dentro da estrutura da Igreja

corre-se o risco de viver sem arte

e sem poesia, sem inspiração

para a simplicidade.

 

Mais do que criticar,

estou escrevendo como poeta,

talvez até como profeta,

que incomoda, mas adverte,

faz pensar, ativa o discernimento,

dom da maturidade,

origem no Espírito Santo.

 

Não estou criticando nem julgando.

Estou comparando

a figura dos personagens místicos

dentro da História da Igreja.

 

"Por que esconder mais

o que já está invisível e oculto?

É na simplicidade

que se encontra

o natural e o divino".

Papa João XXIII.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 18/07/2017.

eneaspb@gmail.com

Publicado no blog Heipo World

e no Facebook em 18/07/2017.

Atualizado em 23/02/2024.


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