quinta-feira, 6 de julho de 2017

406.- Abrir as aberturas. Abra as suas pétalas e deixe-se acariciar pelos raios do sol.



É esquisita nossa condição humana.

Temos tantos dons e talentos

e raramente os usamos com sabedoria.

 

Abrir

é permitir

que algo entre

e produza efeitos agradáveis.

 

Abrir

é romper o círculo

do isolamento. É libertar-se,

liberar as expressões de vida.

 

Fechar-se

ou manter-se fechado (a)

pode ser danoso e doentio.

 

Uma casa fechada

não recebe visitas.

 

Um museu fechado

não serve para nada.

 

Uma pessoa fechada

não curte o que a vida tem de especial.

 

O sol, o dia, a noite, o sereno,

o vento, o frio, o calor,

os jardins, árvores,

borboletas, flores, perfumes,

pássaros, animais ... e as pessoas

com seu potencial criativo

nas artes, na multiplicidade de sons,

variadas músicas, danças estonteantes.

 

Tudo está aí, à nossa frente,

à disposição, procurando abrir

nosso mundo e nossa sensibilidade

para os espetáculos que a beleza

e a bondade nos proporcionam.

 

Como pessoas humanas,

fechadas, nos comportamos

como egoístas, pessimistas,

desequilibradas e doentes.

 

Se estamos abertos,

abrimos aquele sorriso,

nossos olhos brilham

 animam-se nossos passos,

e contagiamos quem está ao nosso lado.

 

Treinar a sensibilidade

para a felicidade,

disponibilizada, em cada passo,

cada encontro, cada perfume,

cada cor a nos propor, ‘saia aí de dentro’.

 

Vem para fora.

 

 

Preste atenção na beleza.

 

O que é a flor,

senão beleza e cor a atrair e avivar

o que de belo existe aqui dentro de nós mesmos?

 

Porque as pessoas são tão diferentes,

uma das outras, na fisionomia exterior

e na riqueza interior?

 

Por que a beleza atrai? Para servir de remédio,

de aceno, de convite para sairmos

das prisões redutoras.

 

Quem somos nós?

Uma fábrica, usina de energia

capaz de transformar um dia triste

num dia inesquecível, milagroso.

 

Somos capazes de mudar a vida de alguém

que conosco se encontre neste dia.

 

Se estivermos abertos,

explodindo, transformamos.

 

Se permanecermos fechados

perdemos a oportunidade

de provocar mudanças

em nosso interior.

 

E nos mantemos pobres,

ignorantes e miseráveis,

desconhecendo os métodos

de como gastar a herança

já recebida, antecipadamente.

 

Como abrir a torneira

das potencialidades destes valores,

que estão em nós, para serem gastos?

 

Percebemos que somos abertos

Quando tomamos consciência

que temos em perfeitas condições de uso,

os cinco bilhões, ou seja, os cinco sentidos:

audição, visão, paladar, tato, olfato.

 

Escutar, olhar,

degustar (paladar),

sentir(tato) e cheirar (olfato).

 

Os cinco sentidos

são importantes para a sobrevivência,

mas são mais importantes ainda

para nos elevar a um padrão de vida especial.

 

Do saber usar,

aproveitar e desenvolver

estes cinco sentidos

é que nos transformará

em milionários, desfrutadores

da herança antecipada.

 

“O grande desafio é, a cada dia,

voltar a olhar tudo como se fosse a primeira vez,

deslumbrando-se com a surpresa dos dias.

É reconhecer que este instante que passa

é a porta por onde entra a alegria.

Mas para isso convém recuperarmos

a sensibilidade e a simplicidade”.

José Tolentino Mendonça, pagina 17 do livro:

A Mística do Instante, Editora Paulinas. 

 

Abra as suas pétalas

e deixe-se acariciar

pelos raios do sol.

 

Abra-se como as flores.

Deixe-se tocar pelo olhar de ternura.

Deixe-se tocar pelo olhar de admiração.

Deixe-se tocar por alguém ou por alguma coisa,

e curta, deguste, saboreie, partilhe,

compartilhe estes sentimentos.

 

Como uma bela flor,

permita-se ser admirada, cortejada.

 

Alguém te olha com carinho.

Valorize-os. Dê-lhe atenção. Retribua.


 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 06/07/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo’s World

e no Facebook em 06/07/2017.

Atualizado em 26/02/2024.

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