É esquisita nossa condição humana.
Temos tantos dons e talentos
e raramente os usamos com sabedoria.
Abrir
é permitir
que algo entre
e produza efeitos
agradáveis.
Abrir
é romper o círculo
do isolamento. É
libertar-se,
liberar as expressões
de vida.
Fechar-se
ou manter-se fechado (a)
pode ser danoso e
doentio.
Uma casa fechada
não recebe visitas.
Um museu fechado
não serve para nada.
Uma pessoa fechada
não curte o que a
vida tem de especial.
O sol, o dia, a
noite, o sereno,
o vento, o frio, o
calor,
os jardins, árvores,
borboletas, flores,
perfumes,
pássaros, animais ...
e as pessoas
com seu potencial
criativo
nas artes, na
multiplicidade de sons,
variadas músicas, danças
estonteantes.
Tudo está aí, à nossa
frente,
à disposição, procurando
abrir
nosso mundo e nossa
sensibilidade
para os espetáculos que
a beleza
e a bondade nos
proporcionam.
Como pessoas humanas,
fechadas, nos
comportamos
como egoístas, pessimistas,
desequilibradas e
doentes.
Se estamos abertos,
abrimos aquele
sorriso,
nossos olhos brilham
animam-se nossos passos,
e contagiamos quem
está ao nosso lado.
Treinar a
sensibilidade
para a felicidade,
disponibilizada, em
cada passo,
cada encontro, cada
perfume,
cada cor a nos
propor, ‘saia aí de dentro’.
Vem para fora.
Preste atenção na
beleza.
O que é a flor,
senão beleza e cor a
atrair e avivar
o que de belo existe aqui
dentro de nós mesmos?
Porque as pessoas são
tão diferentes,
uma das outras, na
fisionomia exterior
e na riqueza
interior?
Por que a beleza atrai?
Para servir de remédio,
de aceno, de convite
para sairmos
das prisões
redutoras.
Quem somos nós?
Uma fábrica, usina de
energia
capaz de transformar um
dia triste
num dia inesquecível,
milagroso.
Somos capazes de
mudar a vida de alguém
que conosco se
encontre neste dia.
Se estivermos
abertos,
explodindo, transformamos.
Se permanecermos
fechados
perdemos a
oportunidade
de provocar mudanças
em nosso interior.
E nos mantemos
pobres,
ignorantes e
miseráveis,
desconhecendo os
métodos
de como gastar a
herança
já recebida, antecipadamente.
Como abrir a torneira
das potencialidades
destes valores,
que estão em nós,
para serem gastos?
Percebemos que somos
abertos
Quando tomamos
consciência
que temos em
perfeitas condições de uso,
os cinco bilhões, ou
seja, os cinco sentidos:
audição, visão,
paladar, tato, olfato.
Escutar, olhar,
degustar (paladar),
sentir(tato) e cheirar
(olfato).
Os cinco sentidos
são importantes para a
sobrevivência,
mas são mais
importantes ainda
para nos elevar a um
padrão de vida especial.
Do saber usar,
aproveitar e
desenvolver
estes cinco sentidos
é que nos
transformará
em milionários, desfrutadores
da herança
antecipada.
“O
grande desafio é, a cada dia,
voltar
a olhar tudo como se fosse a primeira vez,
deslumbrando-se
com a surpresa dos dias.
É
reconhecer que este instante que passa
é
a porta por onde entra a alegria.
Mas
para isso convém recuperarmos
a
sensibilidade e a simplicidade”.
José Tolentino Mendonça, pagina 17 do livro:
A Mística do Instante, Editora Paulinas.
Abra as suas pétalas
e deixe-se acariciar
pelos raios do sol.
Abra-se como as
flores.
Deixe-se tocar pelo
olhar de ternura.
Deixe-se tocar pelo
olhar de admiração.
Deixe-se tocar por
alguém ou por alguma coisa,
e curta, deguste,
saboreie, partilhe,
compartilhe estes
sentimentos.
Como uma bela flor,
permita-se ser
admirada, cortejada.
Alguém te olha com
carinho.
Valorize-os. Dê-lhe atenção. Retribua.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 06/07/2017
Publicado
no Blog Heipo’s World
e no
Facebook em 06/07/2017.
Atualizado em 26/02/2024.
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