Muitos cristãos
estão na vida
comportando-se
e exprimindo seus
pensamentos
mais ou menos dentro
do que tentaremos
representar
com esta ‘parábola’.
Não queremos nos
colocar como modelos, perfeitos,
mas como quem
está à procura da
verdade,
saindo do mundo
virtual,
dando um passo a
mais,
em direção da
prática, da ação.
Achamos simplesmente
que não é coerente
criticar,
apenas criticar,
e não fazer nada
para melhorar.
Como dizia o professor
de Crítica:
“Só tem direito a
criticar
aquele que pelo menos
uma sugestão tenha
para dar”.
Vamos para o texto:
Digamos que os
cristãos
que foram batizados
e vivem fora das
estruturas
e da vida da Igreja,
são como os
visitantes
que estão dentro de
um imenso jardim,
no Planeta Terra.
Estão fora da
estrutura da Igreja
e comportam-se como turistas
ou visitantes.
Como turistas e
visitantes
tecem comentários
sobre tudo aquilo que
botam os olhos
ou ouvem dizer.
Enxergam apenas a parte
visível,
medível e avaliável.
Dentro do Jardim
sentem o cheio ruim do
esterco,
o cheiro forte do adubo,
reclamam das abelhas
e zangões,
reclamam a falta de
sombra
e o calor exagerado.
Olham para o Jardim
e concentram-se em
observar
e comentar as ações
dos jardineiros.
Os jardineiros são os
leigos, os religosos,
os padres, os bispos,
cardeais, o Papa,
todos aqueles que
representam a Igreja.
Os jardineiros
são todos aqueles que
atuaram
e atuam em toda a
história da Igreja.
Estes cristãos
observadores, como turistas,
estão concentrados e
observando o zangão,
o esterco, o
desalinhamento
ou falta de estética
das plantas,
as flores murchas, as
árvores defeituosas,
que não foram
podadas, a terra seca,
a falta de arte e
estética,
e sei mais lá quais
defeitos enxergam
e criticam.
Mas é assim mesmo:
o turista só pode
comportar-se
e falar como turista.
Turista não se
intromete
e não se compromete
com nada,
pois sua mentalidade
é de visitante,
observante e
comentador.
Turista
raramente atua como
admirador
e auxiliar de
serviços gerais.
Falta aos turistas o
comprometimento,
a adesão,
o envolvimento igual
aos dos outros cristãos
que estão dentro da
estrutura da Igreja,
sujos, defeituosos,
sofrendo este tipo de
avaliação.
É pertinente tal
comparação?
Estamos sendo
injustos?
Estamos reclamando
do peso da nossa
cruz,
a cruz do Jesus
Cristo?
Não. Não reclamamos
de nada.
Também temos o
direito de expressar
como nos sentimos.
Sentimos sim,
a falta que você faz.
Venha, experimente
fazer parte ativa
no processo da
construção
do mundo fraterno,
desejado e querido
pelo nosso Pai dos
céus.
Deixe de exercer a
função de crítico
e passe a fazer parte
dos criticados.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 06/06/2016
eneaspb@gmil.com
Leia outros textos:
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