segunda-feira, 6 de junho de 2016

254.- Igreja. Parábola do Jardim e da Igreja.


 

Muitos cristãos

estão na vida

comportando-se

e exprimindo seus pensamentos

mais ou menos dentro

do que tentaremos representar

com esta ‘parábola’.

 
 

Não queremos nos colocar como modelos, perfeitos,

mas como quem

está à procura da verdade,

saindo do mundo virtual,

dando um passo a mais,

em direção da prática, da ação.

 

 

Achamos simplesmente

que não é coerente criticar,

apenas criticar,

e não fazer nada

para melhorar.

 

 

Como dizia o professor de Crítica:

“Só tem direito a criticar

aquele que pelo menos

uma sugestão tenha para dar”.

 

 

Vamos para o texto:

 

 

Digamos que os cristãos

que foram batizados

e vivem fora das estruturas

e da vida da Igreja,

são como os visitantes

que estão dentro de um imenso jardim,

no Planeta Terra.

 

 

Estão fora da estrutura da Igreja

 e comportam-se como turistas

ou visitantes.

 

 

Como turistas e visitantes

tecem comentários

sobre tudo aquilo que botam os olhos

ou ouvem dizer.

 

 

Enxergam apenas a parte visível,

medível e avaliável.

 

 

Dentro do Jardim

sentem o cheio ruim do esterco,

o cheiro forte do adubo,

reclamam das abelhas e zangões,

reclamam a falta de sombra

e o calor exagerado.

 

 

Olham para o Jardim

e concentram-se em observar

e comentar as ações dos jardineiros.

 

 

Os jardineiros são os leigos, os religosos,

os padres, os bispos, cardeais, o Papa,

todos aqueles que representam a Igreja.

 

 

Os jardineiros

são todos aqueles que atuaram

e atuam em toda a história da Igreja.

 

 

Estes cristãos observadores, como turistas,

estão concentrados e observando o zangão,

o esterco, o desalinhamento

ou falta de estética das plantas,

as flores murchas, as árvores defeituosas,

que não foram podadas, a terra seca,

a falta de arte e estética,

e sei mais lá quais defeitos enxergam

e criticam.

 

 

Mas é assim mesmo:

o turista só pode comportar-se

e falar como turista.

 

 

Turista não se intromete

e não se compromete com nada,

pois sua mentalidade é de visitante,

observante e comentador.

 

 

Turista

raramente atua como admirador

e auxiliar de serviços gerais.

 

 

Falta aos turistas o comprometimento,

a adesão,

o envolvimento igual aos dos outros cristãos

que estão dentro da estrutura da Igreja,

sujos, defeituosos,

sofrendo este tipo de avaliação.

 

 

É pertinente tal comparação?

 

 

Estamos sendo injustos?

 

 

Estamos reclamando

do peso da nossa cruz,

a cruz do Jesus Cristo?

 

 

Não. Não reclamamos de nada.

 

 

Também temos o direito de expressar

como nos sentimos.

 

 

Sentimos sim,

a falta que você faz.

 

 

Venha, experimente fazer parte ativa

no processo da construção

do mundo fraterno,

desejado e querido

pelo nosso Pai dos céus.

 

 

Deixe de exercer a função de crítico

e passe a fazer parte dos criticados.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 06/06/2016

eneaspb@gmil.com

Leia outros textos:

http://heiposworld.blogspot.com.br

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