sexta-feira, 24 de junho de 2016

309.- Comunicação. Avaliando os meios de comunicação.


 

Vamos fazer uma análise crítica sobre os pontos positivos e negativos dos meios de comunicação que temos em nossas mãos a todo instante.

 

A televisão entrou dentro da nossa casa, da cozinha, quarto, sala, banheiro, área de lazer, churrasqueira.

 

       A televisão trouxe o mundo e o imundo para dentro da nossa casa e dos nossos aposentos.

 

A televisão era considerada a Deusa cinzenta. Hoje está mais sofisticada, é a Deusa Colorida.

 

       A ela prestamos culto o dia todo e quase a noite toda.

 

Todas as classes sociais possuem televisão. Uma ou várias televisões.

 

Não sabemos mais viver sem TV.

 

E está quase sempre ligada, mesmo que estejamos fazendo outras coisas.

 

Não importa o conteúdo.

 

O barulho é necessário.

 

O barulho despersonaliza.

 

O silêncio é necessário para a pessoa estar consciente e alerta, refletindo, pensando e tomando decisões.

 

Se a pessoa não tem tempo para ficar só, em silêncio, está sendo absorvida, tomada, engolida pela avalanche de comunicação na qual estamos envolvidos.

 

Poderíamos perguntar se o nosso pensamento não está ficando igual ao de todos os outros?

 

Não conversamos sobre os mesmos assuntos, todos os dias, dependendo das noticias que estão sendo veiculadas?

 

Se sim, então nosso pensamento está sendo controlado ou está sendo canalizado para tal foco.

 

Estamos ou não estamos sendo manipulados?

 

Não é mais a minha visão de mundo. É a nossa visão de mundo que nos faz iguais. 

 

Nós pensamos o que todo mundo pensa.

 

E você começa a me criticar, pois não concorda com o que estou dizendo. Não se precipite. Aguarde para fazer um julgamento mais completo, daqui um pouco.

 

Nossa natureza mental não é científica. Ela é natural. É a-crítica, isto é, não consegue avaliar o que está por detrás das propagandas e dos programas.

 

A maioria da população não conhece quase nada sobre ideologia, sobre manipulação, sobre exploração, sobre consumismo, sobre egoísmo, egocentrismo, individualismo, cobiça, ganância, vaidade, ânsia de poder...

 

Os especialistas sobre meios de comunicação estudam forças, equilíbrios e desequilíbrios da pessoa humana. Por exemplo, nas propagandas, as imagens e as falas das mensagens procuram despertar nas pessoas, nos consumidores, o instinto de poder, a vaidade, o orgulho ...

 

Um grande numero de propagandas são feitas em um volume mais alto, gritado, e rápido, com fundo musical escolhido. O barulho impede-nos de racionar. O acúmulo de ruído também nos impede de raciocinar. E o mundo de hoje é barulhento, planejado propositalmente.

 

A avalanche de comunicações prontas nos tornam preguiçosos para pensar e para reagir.

 

A televisão é a maior fábrica de pessoas passivas.

 

O conforto nos transforma em preguiçosos para pensar e para agir. O que vemos e assistimos passivamente na TV são criações, esforços de criadores, de pensadores. Nós somos apenas consumidores. Para nós, é cansativo pensar. Eles, então, alcançam sucesso na vida. Nós ficamos com o imerecido repouso, como consumidores passivos.

 

 Observe como você gosta de assistir TV: espichado, esparramado confortavelmente no seu sofá ou na sua cama.

 

Pergunto: você prefere assistir TV ou ler um livro?

 

Ler um livro sugere um local mais quieto. Ler um livro sugere ir até à Livraria, Biblioteca ou prateleira da tua casa. Ler um livro faz você pensar, fazer associações, avaliar, criticar. Ih!... mexe com o bicho preguiça. Desisto!

 

E, diante da Tv, tenho opções. Posso assistir um Documentário Histórico para atualizar-me e continuar evoluindo ou qualquer outro tipo de programa, para passar o tempo, distrair-me ou divertir-me.

 

E a Internet, Computadores, Celulares?

 

São usados muito mais como aparelhos de informação do que de formação. 

 

Aceleraram a vida... Nós, mais idosos não conseguimos mais acompanhar todas as mudanças e transformações que estão ocorrendo.

 

Navegamos com estas ferramentas, mas raramente mergulhamos nas profundezas.

 

 

Internet. Até que ponto a Internet é usada como ferramenta de produtividade, de aquisição de conhecimento?

 

Computador. Interessante perguntar-se porque colocam a Lixeira bem visível, na página de rosto do Computador, na área de trabalho? – Mais interessante deve ser a resposta: para colocar no lixo tudo o que não for relacionada à atividade fim deste instrumento de trabalho, de pesquisa, de aperfeiçoamento.  

 

Celulares. Os celulares aproximaram e distanciaram as pessoas, umas das outras. Aproximaram as mais distantes. Distanciaram as mais próximas.

 

 

 

Alguém falou, alguém escreveu que ‘TI’ não significa somente ‘Tecnologia da Informação’, mas também, ‘Truques de Informações’. Interprete ‘truques’ como manipulações escravizantes, inventadas, planejadas para ocupar o tempo, tirar o tempo das pessoas para que não sejam mais donas de si mesmas.

 

De que adianta ter todas estas novas ferramentas se nos mantém em estado de subdesenvolvimento pessoal e personal? Se nos acomodam? Se nos escravizam? Se nos deixam sem tempo para planejarmos nosso futuro?

 

Somos animais racionais ou animais manipuláveis?

 

Fomos feitos para a estagnação ou para a evolução?

 

De nada nos serve ferramentas novas se forem usadas somente para manter-nos no presente.

 

Ferramentas novas devem abrir portas para o futuro.

 

Estamos tão acostumados e tão absorvidos com as ferramentas novas que nem nos preocupamos com o nosso próprio futuro.

 

Pergunte-se e confirme esta verdade.

 

Estamos sim, no presente.

 

Voltar para o passado é impossível e desnecessário.

 

Viajar ou construir o futuro é possível e é necessário, não dormindo, mas acordados, com a mão no leme da nave, em equipe.

 

Existem leis ou normas proibindo olhar para mais além?

 

Existem leis ou normas incentivando olhar para mais além?

 

Então somos livres para escolher o que nos convém.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 24/06/2016

eneaspb@gmail.com

 

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