domingo, 12 de junho de 2016

303.- Espírito. Só um Espírito Perfeito consegue saciar a fome do espírito imperfeito que nos habita.




No nosso corpo,
o espírito que em nós habita,
faz experiências dos limites.

Enquanto humanos,
experimentamos limitações.

É o espírito, consciente,
que em nós habita, que confirma
a experiência dos limites
e nos deixa insatisfeitos.

       Se, não fosse o corpo, nosso espírito testemunharia e daria provas da infinitude.

       E é porque sentimos nossos limites, por exemplo, incapacidade para atravessar paredes, andar sobre as águas, levitar, voar, ler o pensamento dos outros, curar-nos de qualquer doença, levantar pesos só compatíveis para guindastes, tudo isso confirma que só usamos as forças humanas.

       Por outro lado, toda vez que alguém fez ou pratica as ações acima relacionadas com nossos limites, provou ou está dando provas que o espírito que em nós habita é que torna possível tais ações. Tais ações estão acima das capacidades humanas.

       Pois bem, onde queremos chegar?

       Queremos demonstrar e convencer os leitores que já aconteceram e estão acontecendo demonstrações de ações espirituais, pelos humanos.

       Estes, que assim procederam ou procedem, já conquistaram conhecimentos necessários para desempenhar tal poder.

       Por exemplo. Existe a possibilidade de andar em bicicletas de duas rodas. Quem treinou, conseguiu. Existe a possibilidade de andar de bi-cicleta ou melhor, de cicleta, com uma roda só, e equilibrar-se, e ainda mais, consegue equilibrar-se e fazer rodopios, pulos, malabarismos e arte.


Ora, se o espírito habita nosso corpo,
se temos em nós a capacidade espiritual,
há, portanto, a capacidade
para fazer o espírito
praticar ações superiores
à capacidade corporal, humana.


Se a matéria limita,
o espírito supera
e rompe as barreiras dos limites.


O maior em capacidades
pode ultrapassar
o menor em disponibilidades.

Se a matéria impõe limites,
ela escraviza.

Se o espírito ultrapassa os limites,
então o espírito é livre
e liberta.

 

       Paulo de Tarso, 
depois São Paulo Apóstolo 
ensinava que “é para a liberdade 
que fomos criados”.


Se fomos criados para a liberdade,
convém conhecer
os atributos do espírito
e o campo infinito da liberdade.


Convém conhecer
as leis do espírito
e daí, pesquisar,
empenhar-se
para aperfeiçoar
as capacidades espirituais.

       Relacionado com a dimensão da liberdade está a criatividade.

       Dentro da dimensão humana e corpórea experimentamos limites, barreiras, fronteiras.

  Todas as forças instintivas, tudo o que nos limita, nos acomoda e leva para a rotina, devem ser domesticados.

Estas forças esperam ser canalizadas, aproveitadas para enxerta-las nas capacidades espirituais, latentes e já disponíveis no complexo humano-divino das pessoas.

E é aqui, portanto,
que o campo da criatividade,
fazendo parceria com o espírito livre,
leva-nos a nos envolver no caminho
da perfeição.


       Convém, portanto, conhecer-nos mais profunda e verticalmente.

Não somos só terráqueos. 
Já carregamos em nós,
herança divina e eterna. 
O espírito que está em nós
não aceita desistências.

       Quando alguém desiste de cultivar a dimensão espiritual que há em nós, vem a depressão.

       Os sinais e sintomas da depressão são alertas de que  o espírito que nele(a) habita não está conseguindo respirar, não está conseguindo dar asas à sua natureza livre.

       Toda insatisfação profunda que há no ser humano são gritos que o espírito está dando, avisando que precisa de alimentos eternos.

       Nada, nada que esteja no chão da vida terrena conseguirá saciar a fome de infinito que há no ser humano.

       Só um Infinito Perfeito consegue saciar a fome do espírito infinito, ainda imperfeito, que nos habita.

O ser humano é Imagem e Semelhança com o Criador, no espírito que nos habita.  

Leia outros textos sobre o Espírito, neste Blog Heipo’s World, n. 126 e 127.

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 12/06/2016 

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