No
nosso corpo,
o espírito
que em nós habita,
faz
experiências dos limites.
Enquanto
humanos,
experimentamos
limitações.
É o
espírito, consciente,
que
em nós habita, que
confirma
a
experiência dos limites
e
nos deixa insatisfeitos.
Se, não fosse o corpo, nosso espírito testemunharia e daria
provas da infinitude.
E é porque sentimos nossos limites, por exemplo, incapacidade
para atravessar paredes, andar sobre as águas, levitar, voar, ler o pensamento
dos outros, curar-nos de qualquer doença, levantar pesos só compatíveis para
guindastes, tudo isso confirma que só usamos as forças humanas.
Por outro lado, toda vez que alguém fez ou pratica as ações
acima relacionadas com nossos limites, provou ou está dando provas que o
espírito que em nós habita é que torna possível tais ações. Tais ações estão
acima das capacidades humanas.
Pois bem, onde queremos chegar?
Queremos demonstrar e convencer os leitores que já aconteceram
e estão acontecendo demonstrações de ações espirituais, pelos humanos.
Estes, que assim procederam ou procedem, já conquistaram
conhecimentos necessários para desempenhar tal poder.
Por exemplo. Existe a possibilidade de andar em bicicletas de
duas rodas. Quem treinou, conseguiu. Existe a possibilidade de andar de
bi-cicleta ou melhor, de cicleta, com uma roda só, e equilibrar-se, e ainda
mais, consegue equilibrar-se e fazer rodopios, pulos, malabarismos e arte.
Ora,
se o espírito habita nosso corpo,
se
temos em nós a capacidade espiritual,
há,
portanto, a capacidade
para
fazer o espírito
praticar
ações superiores
à
capacidade corporal, humana.
Se a
matéria limita,
o
espírito supera
e
rompe as barreiras dos limites.
O maior
em capacidades
pode
ultrapassar
o
menor em disponibilidades.
Se a
matéria impõe limites,
ela escraviza.
Se o
espírito ultrapassa os limites,
então
o espírito é livre
e
liberta.
Paulo de Tarso,
depois São Paulo Apóstolo
ensinava que “é para
a liberdade
que fomos criados”.
Se
fomos criados para a liberdade,
convém
conhecer
os
atributos do espírito
e o
campo infinito da liberdade.
Convém
conhecer
as
leis do espírito
e
daí, pesquisar,
empenhar-se
para
aperfeiçoar
as
capacidades espirituais.
Relacionado com a dimensão da liberdade está a criatividade.
Dentro da dimensão humana e corpórea experimentamos limites,
barreiras, fronteiras.
Todas
as forças instintivas, tudo o que nos limita, nos acomoda e leva para a rotina,
devem ser domesticados.
Estas
forças esperam ser canalizadas, aproveitadas para enxerta-las nas capacidades
espirituais, latentes e já disponíveis no complexo humano-divino das pessoas.
E é aqui,
portanto,
que o
campo da criatividade,
fazendo
parceria com o espírito livre,
leva-nos
a nos envolver no caminho
da
perfeição.
Convém, portanto, conhecer-nos mais profunda e verticalmente.
Não
somos só terráqueos.
Já
carregamos em nós,
herança
divina e eterna.
O
espírito que está em nós
não
aceita desistências.
Quando alguém desiste de cultivar a dimensão espiritual que há
em nós, vem a depressão.
Os sinais e sintomas da depressão são alertas de que o espírito que nele(a) habita não está
conseguindo respirar, não está conseguindo dar asas à sua natureza livre.
Toda insatisfação profunda que há no ser humano são gritos que
o espírito está dando, avisando que precisa de alimentos eternos.
Nada, nada que esteja no chão da vida terrena conseguirá
saciar a fome de infinito que há no ser humano.
Só um Infinito Perfeito consegue saciar a fome do espírito
infinito, ainda imperfeito, que nos habita.
O ser
humano é Imagem e Semelhança com o Criador, no espírito que nos habita.
Leia
outros textos sobre o Espírito, neste Blog Heipo’s World, n. 126 e 127.
Atualizado em 12/06/2016
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