quinta-feira, 9 de junho de 2016

300.- Eternidade. Aperfeiçoe a sensibilidade diante dos valores que nos revelam que já somos eternos.



 
Fomos convocados a viver.

 
Fomos escalados
para jogar no time principal.

 
Não estamos
no banco de reservas.

Vamos, andemos, corramos.

Marquemos os gols.

Façamos o show acontecer.

Imaginemos se tivéssemos
apenas um ano de vida,
seis meses, um mês, uma semana,
um dia, ou apenas dez minutos
para viver.

 
O que fazer?

Onde ir?

O que levar?


Quem convocar
para estar junto conosco
nestes momentos finais?

O que dizer?

Seria o final de uma tragédia,
de um lindo filme
ou o final
de uma boa comédia?

 
Para onde vamos,
só levaremos
o que de presente dermos.

Somos corpo e espírito.

Quando cada um se for,
nesta viagem,
bagagem, não se leva.

Mala não vai junto.

Nosso corpo material fica
e tudo que o que a ele diz respeito
também fica,
principalmente aquilo
ao qual nós estávamos apegados.
 
Então, não há o que levar.
 
O espírito vai
e leva apenas o que se tornou,
com a ajuda do corpo.

O espírito de cada um vai
e tudo o que aprendemos
no campo do espírito
nos acompanhará,
pois que peso não tem
e espaço não ocupa.

O apego,
em vida,
a qualquer coisa,
pode segurar o nosso espírito
aqui na terra,
depois que o nosso corpo falecer.

Só o que nasceu
do espírito livre
permanecerá para sempre livre,
e conosco viajará, livremente,
pelas estrelas.

Bilhões de estrelas existem.
Milhões ou bilhões de galáxias também.

Quantos passeios
e outros programas
poderemos realizar, eternamente.

É por isso que o universo é infinito,
para dar tempo, para visitar tudo,
‘durante’ toda a eternidade.

O espírito viaja muito mais rápido
que a velocidade da luz.

Juntos passearemos pelo infinito
a partir do momento
em que o tempo
não exercer mais nenhuma influência
sobre nossa nova maneira de ser.

Vamos então, desde já,
explorar o que o Deus Pai já nos deu
e perceber o enorme potencial que somos,
que é a capacidade espiritual
que está acoplada 
ao nosso veículo terrestre.

Pucha vida!
Que coisa maravilhosa!

É agora o momento 
de libertarmos o Heipo
que nosso Pai deu
para cada um de nós.

Vamos nos concentrar
nas possibilidades já disponíbilizadas.

 Reconheçamos que somos e temos
múltiplas possibilidades
à nossa disposição atual.

Somos potências.

Somos energia.

Somos capazes.

Tratemos de conservar
em nossa companhia
o bom humor, a esperança,
a criatividade.

O bom humor
cria o ambiente de alegria
que tanto bem nos faz.

As coisas simples
são os elementos
que nos fazem falta
para completar-nos.

Plantemos flores na nossa horta.

Deixemos flores
em nosso caminho
e os outros serão gratos
e gostarão de estar conosco.

Plantemos flores
e colheremos companheiros e amigos,
ajudando-nos nesta obra.

Espalhemos as sementes 
na horta da nossa vida.

Acreditemos no valor
e no potencial da semente
e teremos ajudado
na construção do mundo
que queremos,
esperamos e sonhamos.
 
 Vivamos de acordo
com o que há de mais excelente em nós,
e o mundo será um espelho
dos nossos ideais.

Imortalizemo-nos, desde agora,
tanto quanto nos for possível.

É ocupando-nos com esta agenda
que realizaremos a profecia
de herdeiros do céu.

Se, como filhos,
dermos os passos necessários,
e fizermos o que está ao nosso alcance e poder,
Ele como Pai
fará o que lhe compete.

Acreditemos nas promessas eternas
e invistamos nosso potencial nesta obra.

Vejam como as estrelas
que moram tão distantes
parecem tão próximas.

Observem como elas piscam
para nós, provocam
e convidam-nos.

O longe e o perto são irmãos.
Não estão tão distantes
a ponto de não se comunicarem.

Nossos olhos
já enxergam o infinito.
Por isso, repetimos mais uma vez,
convém sonhar
e tudo fazer
para alcançar
a estrela inatingível.

Experimente degustar
cada palavra,
cada frase.

Deixe aflorar
em teus pensamentos e emoções
algumas sementes.

Preste atenção
nas intuições que irão surgir.

Leia de novo este texto,
agora, mais como profeta,
do que como poeta.

Vamos repetir mais uma vez
o texto do escritor espanhol
Miguel de Cervantes,
O Homem de La Mancha’:
 
“Esta é a minha ambição:
seguir a estrela.
Não importam os fracassos.
Não importa a longa distância.
Lutar pelo que é justo,
sem hesitar nem duvidar.
Estar disposto a descer ao inferno
por uma causa divina.
Sonhar o sonho impossível.
Lutar contra o inimigo invencível.
Suportar a tristeza insuportável.
Chegar aonde os heróis não chegam.
Corrigir os erros irreparáveis.
Amar além do amor puro e casto.
Lutar com os braços esgotados.
Alcançar a estrela inatingível”.

Cultivar estas sementes no coração,
no pensamento e na alma, e pensá-las
durante os minutos da nossa vida,
exige um pouquinho de esforço,
leva um pouquinho mais de tempo,
mas uma vez adquirida essa arte,
a vida nunca mais será a mesma.

O jeito de viver do Heipo
passa a ser o jeitão legal de ser
que os outros esperam
de cada um de nós.

E descobrimos a arte,
a gentil arte de ir devagar,
contemplando, descobrindo valores,
catando pérolas, garimpando
as coisas simples e boas.

Quando fizermos a última etapa
desta nossa viagem,
por favor,
amem a vida por nós.

Quando se está para perder algo
é que se dá o verdadeiro valor
aquilo que é este algo:
a vida.

Transcrevemos mais uma frase
do Frei Carlos Mesters, do seu livro:
‘Deus, onde estás’?
"Vamos reabrir uma janela nova
na parede quase cega
do quarto da nossa vida
e oferecer a possibilidade
de se observar com um novo olhar,
a paisagem já velha
e bem conhecida da vida".

Dê uma de mineiro:
faça um investimento:
invista em você mesmo.

Colecione valores
personalizantes
e imortalizantes.
 
Seja do amor,
da flor e do bom humor.

Colecione sabedoria
e curta a gostosura de viver.

Nunca é tarde para brincar.

Vamos voltar um pouco
aos bons momentos da infância.

Ser eterno, infinito, dentro do finito.

Uma criança,
continua viva,
dentro de nós.

Deixemos esta criança
manifestar-se.

Sem perceber,
muitas vezes a sufocamos.

O adolescente que fomos
continua existindo dentro de nós,
por isso ficamos emburrados
de vez em quando,
pois que deixamos
o adolescente manifestar-se.

A pessoa adulta
teima em parecer serio
e tornar sério tudo ao redor.

Por isso, muitas crianças grandes
 não gostam de nós. 

Dê gargalhadas,
pule, dance e corra.

Busque de novo a simplicidade.

Descomplique-se.

Faça parte
do grupo de atores
que interpreta comédias.

Não faça parte dos filmes
de horror, pânico e tragédias.

Mais um passo.

Um passo atrás do outro.

É assim que caminhamos
 na horta da nossa casa,
 semeando moranguinhos,
 colhendo sobremesas.

Estamos nos dando conta
que recebemos muitos presentes.

Cada presente
é forte demonstração de apreço,
amor e importância.

Criança gosta de receber presentes.
Nós adultos também.
Não nos enganemos,
Dizendo que não.

Programemo-nos
para perceber os presentes
que recebemos do nosso Paizão do Céu.

Ficaremos abismados,
arriscando explodir
a energia atômica
mais potente do universo,
o amor.

Convido-te a focar lá dentro,
e com olhos de criança agradecida,
procure visualizar alguns presentes
que não estão no banco ou no cofre.

Estão aí,
misturados dentro
do pacote da vida.

Tantos presentes relacionados neste texto.

Selecione alguns.

Escreva em letras grandes,
imprima
e cole em algum lugar que você olha
constantemente, por exemplo,
no espelho,
ou então mentalize,
repetidamente
para se tornar convicção.

Escolha bons pensamentos,
boas pessoas,
com quem passar 
a maior parte do dia.

Aperfeiçoe a sensibilidade
diante dos valores
que nos revelam
que já somos eternos.



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 05/05/2017 - 41 98854 5166


 
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