“És
uma alma imortal
e te encaminhas para coisas
cada vez mais grandiosas
e elevadas”.
(Ramacharate ou
Yoga Ramacháraca
é um conjunto de
ensinamentos
sobre a filosofia
Yogue Oriental).
Não é a morte que
deve ocupar
ou despertar
preocupações.
É a alma da vida,
é a vida da alma,
a questão.
Não convém
ser desconhecido
de nós mesmos.
Fomos chamados à
vida.
Estamos jogando
no time principal,
dos vivos.
Temos de fazer gols
e dar shows.
Se alguém perguntar
algo
temos que dar as respostas
certas.
Queremos revelar a
riqueza
do mundo espiritual,
quase comparando
com a pobreza
das riquezas
materiais.
És uma alma imortal
e te encaminhas para
coisas
cada vez mais
grandiosas e elevadas.
O pensamento acima pertence
à cultura oriental.
O povo oriental caracteriza-se
pelo cultivo da
sabedoria espiritual,
muito, muito mais do
que nós,
ocidentais, atraídos
mais
pela cultura
material.
Sabemos que quando
pensamos
e raciocinamos, estamos
usando
a faculdade natural da
razão,
localizada no
cérebro.
Quando queremos falar
sobre espírito, fé,
alma, eternidade,
quase todos nós
encontramos dificuldades.
É difícil enfrentar
estas questões,
por serem profundas e
diferentes
das questões rotineiras
e superficiais.
E são difíceis e profundas
porque não estamos
familiarizados
com a verdade,
de que somos ainda
muito superficiais.
A cultura do oriente
é milenar.
A cultura do povo
ocidental
é nova, ainda
rebelde,
na fase da
adolescência.
A nossa
característica ocidental
é mais de
desconhecimento,
do que de rejeição.
Até admiramos os
orientais,
mas a meditação,
ioga, silêncio,
não se encaixam em
nossas preferencias.
Mas não vamos
desistir.
Não é próprio do ser humano desistir
diante de situações
complicadas.
O que existe fora de nós
provoca ou sugere
ações internas de
reflexão
e busca de
explicações,
atitudes próprias do
ser inteligente,
que tenta ler o que
há dentro das coisas.
Por mais que nos
esforcemos,
continuaremos com
sede e insatisfeitos,
porque não vamos lá
onde está a fonte da
água pura.
Dentro das coisas
estão escondidas,
as fórmulas, as
senhas,
que o Criador usou
para criá-las.
É nossa tarefa
procurar decifrar as
senhas ou códigos
divino.
E, bem lá no fundo,
lá até onde sonhamos
chegar,
estão escondidos os
traços
da nossa
hereditariedade eterna
e da personalidade do
nosso Pai.
Há um caminho a
percorrer,
e o preço a pagar.
É um caminho de
purificação,
buscando a fonte da pureza.
No caminho,
esvaziar-se,
descartar o lixo e o luxo.
Subidas, descidas,
perseverança
na procura silenciosa
da sintonia fina.
Atenção com os
olhares,
com a audição,
decifrando no
barulho,
as vozes do espírito
santo.
Direcionando a
sensibilidade
para a percepção e discernimento
dos valores
permanentes.
E entre tantas
atrações,
convites e
distrações,
escolher claridade,
luzes verdadeiras.
E neste caminho,
fazer parceria com o
silêncio
para encontrar nobreza
no andar,
coragem e força para
agir.
E assim, unificados e
espiritualizados,
alcancemos a
eternidade.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 11/11/2016.
Publicado no Blog
Heipo World em 31/01/2016 atualizado e publicado no Facebook em 11/11/2016.
Atualizado e republicado no FACE em 14/06/2024.
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