segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

262.- Olhar. Diferentes formas de olhar.


        Olhos bonitos

são os que olham com ternura.

Gabriel Bonheur Chanel.

 

Não sei não, mas estou aqui pensando, que a forma de olhar depende da consciência bem formada.

 

Uma consciência ou uma personalidade bem formada, estudada, sofrida na caminhada, está bem mais apta a olhar e ver o que cada elemento, cada pessoa, cada circunstância, cada acontecimento traz como mensagem. É mais fácil, para estas pessoas decifrar os códigos ou a senha escondida, não percebida na superfície, na primeira olhada.  

 

Se não há olho para ver, a natureza não se alegra.

 

Se não há a simplicidade, a beleza e a pureza para olhar não haverá ternura.

 

Se não há olho para ver, não há encontro nem unidade na interação.

 

Na superfície só há esbarrões.

 

Encontros acontecem lá dentro, na profundidade.

 

O olho aciona a mente.

A mente aciona o coração.

O coração sente,

o sangue ferve

e há a explosão

de faculdades dorminhocas.

 

Os olhos abrem caminhos.

 

Os olhos despertam instintos, potências e faculdades.

 

Os olhos do corpo despertam o olhar do espírito.

 

Não há reflexão, não há pensamento, não há raciocínio concluído sem que o olhar abra a capacidade da compreensão.

 

Quantas vezes olhamos para algo e não compreendemos. E depois, passado um tempo, o que vimos e deixamos entrar dentro de nós, torna-se compreensível, e a tolerância aparece porque houve a compreensão.

 

                Os olhos anunciam rindo

             o que o coração procura.

Aluízio de Azevedo

 

O que queremos olhar?

 

Colocamos o nosso sábio olhar naquilo que nos emociona e que nos faz bem, e que para nós é saudável, proporcionando crescimento.

 

Porque estamos tristes?

 

Porque não olhamos mais para a profundidade da outra pessoa ou da natureza.

 

Vemos só a aparência.

 

Ficamos somente na roupa ou no uniforme.

 

O que nos responde, o que o coração procura é o mistério da outra pessoa. É o que está dentro, nas profundezas, que são valores imperecíveis.

 

É no encontro das duas raízes que acontece o intercambio dos tesouros. Aí acontece a unidade, a comunhão, a unificação de duas pessoas numa só consciência.

 

Quando há eco, quando existem respostas, quando minhas expectativas são atendidas ... por isso procuro o diálogo, por isso peço para que entre em contato através do e-mail eneaspb@gmail.com para comentar comigo cada texto.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 07/06/2016.

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http://heiposworld.blogspot.com.br
 
 

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