Existe uma lei
metafísica
criada pelo filósofo
Aristóteles:
“Todo ser como tal,
é bom,
isto é,
é capaz
de satisfazer as
necessidades
de um outro ser
e de lhe comunicar
a perfeição
que lhe falta”.
Todos
temos,
a
necessidade de crescer.
A
grandeza, então,
é
um bem, necessário.
Todos
temos
necessidade
de
ler, estudar, interpretar.
A
educação, então
é
um bem necessário,
leva-nos
adiante,
bem
alto,
e
até nas profundezas,
nas
riquezas
de
cada ser.
Quando
aprendemos a ler,
aperfeiçoando,
conquistamos
a arte
da
interpretação.
Quando
olhamos alguma coisa,
paisagem
ou pessoa,
é
como se estivéssemos
entrando
dentro delas,
percebendo
seus valores,
suas
mensagens de bondade.
Você
já ficou maravilhado
diante
de uma criança,
do
canto dos passarinhos,
da
poesia dos pequenos rios,
das
cores e formas do pôr do sol,
da
carícia dos ventos,
do
verde das arvores,
do
colorido das flores?
Você
consegue
ir além do que vê,
ultrapassar o visível,
interpretar o invisível
que está ali, naquela obra,
pintura, escultura, paisagem,
espetacular?
Tudo
deveria funcionar
como
despertador
da
sensibilidade,
da
reflexão
e
da elevação.
Ir
além das belezas
que
se vê,
mais
além,
até
onde está a fonte.
De
repente,
tudo
se torna transparente,
como
vidro,
que
permite enxergar
do
lado de lá.
Então,
cada coisa fala,
transmite
mensagens
de
Alguém,
que
não conhecemos pessoalmente,
somente
através das suas criaturas,
de
suas obras perfeitas.
Nós
que vivemos no mundo,
olhando,
pensando,
refletindo,
estudando,
conversando,
entendemos
que
existe um espírito
em
cada um de nós
que
nos permite
ver
além de qualquer paisagem,
ou
superfície,
e
por esse espírito,
conseguimos
transpor
a
materialidade
que
os olhos veem.
Naquilo
que passa,
percebemos
algo permanente.
Nos
dias e noites que se sucedem,
o
eterno já se faz presente.
Se conseguimos olhar
com estes olhos,
já estamos prontos,
eternizados.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 26/07/2019

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