terça-feira, 9 de julho de 2019

645.- Infinito. Unidade. Tentando, teimando pensar sobre o infinito




O espírito que nos habita
é que nos impulsiona
a aceitar o desafio
de pensar
sobre essa dimensão
que ainda
não nos é tão familiar.

O infinito
nos pressiona
a pensar ficções,
assim como muitos autores
deixaram suas mentes viajar
no mundo virtual,
inventando,
criando cenários
e personagens,
diferentes dos habituais.

Existem centenas de romances,
livros e filmes
que nos atraem
pelas cenas que acontecem
só no mundo da imaginação.

O que é que está por detrás das ficções,
dos romances, livros e filmes
tão comuns em nossos dias?

É um desejo humano,
forte, incontido,
de explorar,
ir além
das nossas experiências rotineiras.

Os espaços,
o universo desconhecido,
é uma provocação,
ou convite para explorá-lo,
conhecê-lo e enamorar-se dele,
na intimidade.

Também os mistérios,
aquilo que não conseguimos compreender,
nem explicar,
deixam-nos inquietos e insatisfeitos,
porque vão além
do que podemos,
atualmente.

Por nossa natureza,
especial, espiritual,
não gostamos de limites.

Então veja bem,
e perceba,
que há um mundo desconhecido,
infinito
lá fora,
atraindo-nos.

Vamos inserir nesta reflexão
a questão da unidade.

O que é uno, atrai.
O que não é uno,
dispersa.

Onde não existe unidade,
existe tensão, conflito,
opiniões diferentes,
perda de energia,
dispersão,
discussões e guerras.

Onde existe unidade,
as energias se tornam fraternas,
os diversos e diferentes elementos
vão se unindo cada vez mais,
aumentando a complexidade,
que por sua vez,
subordina-se
à superorganização
que também se torna mais eficiente e maior,
em entendimento, extensão e satisfação.

Uma vez feita a experiência da unidade,
paga-se qualquer preço,
até a própria vida,
 para mantê-la,
sem perdê-la.

Assim, para entender o infinito,
supõe-se conhecer e subordinar-se
aos princípios da unidade.

Há dois infinitos a conhecer:
Um, fora de nós,
e o outro,
dentro de nós.

O infinito
que nos habita
é tão infinito
quanto o infinito externo,
que, pela força da sua unidade,
nos atrai.

Atrai porque já existe em nós,
algo uno,
e porque ainda não atingimos
o nível de unidade
desejável e possível.

O Deus trino,
é uno,
perfeito.

Onde há unidade,
existe princípio
de perfeição.

No universo cósmico,
existem diversidade de elementos
e grandezas;
encontramos organização,
proximidade e distância,
ordem nos movimentos,
extensões, e,
unidade.

Quando voltamos a atenção
para o universo pessoal,
nosso corpo,
ficamos admirados
com a sua estrutura e funcionamento,
com o número de órgãos e sistemas,
com a unidade que somos,
entre o corpo,
a mente e o espírito.

Onde há qualquer princípio de unidade,
há potencial,
há oportunidade
de perfeição.

O infinito nos atrai
porque já alcançou níveis de unidade,
desejáveis e possíveis.

Qual é a síntese prática
sobre a necessidade de se conhecer
os princípios básicos da unidade?

- Sem eles, não há como evoluir
e chegarmos ao nível infinito.

Com eles, a própria história humana
conseguirá alcançar a perfeição,
infinita.


Dentro de cada um de nós,
está a pergunta pelo infinito,
e dentro de cada um de nós,
o infinito já está presente.

Estamos ali,
na beirinha,
quase dentro.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 09/07/2019

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