O espírito que nos
habita
é que nos impulsiona
a aceitar o desafio
de pensar
sobre essa dimensão
que ainda
não nos é tão
familiar.
O infinito
nos pressiona
a pensar ficções,
assim como muitos autores
deixaram suas mentes
viajar
no mundo virtual,
inventando,
criando cenários
e personagens,
diferentes dos
habituais.
Existem centenas de
romances,
livros e filmes
que nos atraem
pelas cenas que
acontecem
só no mundo da
imaginação.
O que é que está por
detrás das ficções,
dos romances, livros
e filmes
tão comuns em nossos
dias?
É um desejo humano,
forte, incontido,
de explorar,
ir além
das nossas
experiências rotineiras.
Os espaços,
o universo
desconhecido,
é uma provocação,
ou convite para explorá-lo,
conhecê-lo e
enamorar-se dele,
na intimidade.
Também os mistérios,
aquilo que não
conseguimos compreender,
nem explicar,
deixam-nos inquietos
e insatisfeitos,
porque vão além
do que podemos,
atualmente.
Por nossa natureza,
especial, espiritual,
não gostamos de
limites.
Então veja bem,
e perceba,
que há um mundo
desconhecido,
infinito
lá fora,
atraindo-nos.
Vamos
inserir nesta reflexão
a
questão da unidade.
O que é uno, atrai.
O que não é uno,
dispersa.
Onde não existe unidade,
existe tensão,
conflito,
opiniões diferentes,
perda de energia,
dispersão,
discussões e guerras.
Onde existe unidade,
as energias se tornam
fraternas,
os diversos e
diferentes elementos
vão se unindo cada
vez mais,
aumentando a
complexidade,
que por sua vez,
subordina-se
à superorganização
que também se torna
mais eficiente e maior,
em entendimento, extensão
e satisfação.
Uma vez feita a
experiência da unidade,
paga-se qualquer
preço,
até a própria vida,
para mantê-la,
sem perdê-la.
Assim, para entender
o infinito,
supõe-se conhecer e
subordinar-se
aos princípios da
unidade.
Há dois infinitos a
conhecer:
Um, fora de nós,
e o outro,
dentro de nós.
O infinito
que nos habita
é tão infinito
quanto o infinito externo,
que, pela força da
sua unidade,
nos atrai.
Atrai porque já
existe em nós,
algo uno,
e porque ainda não
atingimos
o nível de unidade
desejável e possível.
O Deus trino,
é uno,
perfeito.
Onde há unidade,
existe princípio
de perfeição.
No universo cósmico,
existem diversidade
de elementos
e grandezas;
encontramos
organização,
proximidade e
distância,
ordem nos movimentos,
extensões, e,
unidade.
Quando voltamos a
atenção
para o universo
pessoal,
nosso corpo,
ficamos admirados
com a sua estrutura e
funcionamento,
com o número de
órgãos e sistemas,
com a unidade que
somos,
entre o corpo,
a mente e o espírito.
Onde há qualquer
princípio de unidade,
há potencial,
há oportunidade
de perfeição.
O infinito nos atrai
porque já alcançou
níveis de unidade,
desejáveis e
possíveis.
Qual é a síntese
prática
sobre a necessidade
de se conhecer
os princípios básicos
da unidade?
- Sem eles, não há
como evoluir
e chegarmos ao nível
infinito.
Com eles, a própria
história humana
conseguirá alcançar a
perfeição,
infinita.
Dentro de cada um de
nós,
está a pergunta pelo
infinito,
e dentro de cada um
de nós,
o infinito já está
presente.
Estamos ali,
na beirinha,
quase dentro.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 09/07/2019

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