Vivenciar
a dimensão do espírito
é dilatar
o horizonte
de materialidade
ao infinito.
1 - Este texto
ainda será trabalhado criticamente, com a finalidade de ser constantemente
atualizado. Juntei diversas anotações que fiz em diversas etapas da minha vida
na esperança de que um dia seja objeto de estudo, diálogo e aperfeiçoamentos.
Tenho a
convicção de que faremos coisas extraordinárias investindo na pesquisa sobre o
domínio do espírito, que é um extraordinário potencial que existe dentro de
nós.
É correto, sábio
e prudente compararmos o que é perfeito com o que é ou manifesta-se
imperfeitamente.
Queremos neste espaço,
estudar, comentar e refletir sobre o corpo e o espírito.
Queremos dar a devida
importância para este assunto. Procuro oferecer pistas para reflexões. Leia e avalie.
Veja o que te serve e te esclarece, ou procure pesquisar nos meios disponíveis,
ou entre em contato comigo para procurarmos juntos o que nos falta.
2 - Quando
estudamos a vida do Jesus Cristo, percebemos nele duas naturezas: a natureza
humana, do Jesus, filho do José e da Maria, e a natureza divina, o Cristo,
filho do Deus Eterno, Criador de todos os universos e de cada criatura ou
elemento conhecido e ainda, os invisíveis e desconhecidos.
A Bíblia e o
Jesus Cristo nos Evangelhos revelam que nós fomos feitos à imagem e semelhança
com o Jesus humano e o Cristo, divino.
Então, cada um
carrega dois nomes, Eneas Cristo, Gianna Cristo, Regina Cristo, Ivo Cristo, Arthur
Cristo, Adriana Cristo, Francisco Cristo, Bruna Cristo, Fabiano Cristo, Ana
Clara Cristo, Gael Cristo, Vilma Cristo, Ronaldo Cristo...
Meu nome, o primeiro
nome que corresponde à minha natureza humana tenho experimentado, sentido e vivido
dentro de limites.
Meu segundo nome
que corresponde à minha natureza divina, experimento quando alimento meu
espírito, a espiritualidade e sinto que existem aberturas, infinitas e eternas.
3 - As ciências
perceberam uma lei no caminho da humanidade, a lei da evolução, que leva ao desenvolvimento
constante da natureza humana.
O Cristianismo
coloca a questão da conversão contínua para o aperfeiçoamento espiritual.
4 - A partir dos
pressupostos acima, montamos um texto com a finalidade de nos colocar diante de
um espelho para nos conhecermos um pouco mais sobre estas duas naturezas.
5 - Este texto,
como todos os outros já publicados no Blog Heipo’s World receberão ajustes,
atualizações, até que possamos dizer que a escultura esteja finalizada, como
obra de arte.
Quando
reconhecemos
que somos
mais
do que os
limites
do nosso
corpo
queremos afirmar
que não
cabemos
dentro do
nosso corpo.
Somos mais
do que os
limites
que
experimentamos.
Não somos
só físicos,
materiais.
É o
espírito
que nos
habita
que
testemunha
esta
certeza.
Carregamos em nosso corpo,
um espírito preso,
limitado.
É ansioso,
por aprender a voar livremente,
a andar sobre as águas,
e curar todo tipo de doenças,
e superar limitações
de qualquer espécie
ou natureza.
Somos dois
ou somos um,
num corpo
material, pesado?
Que
experiência fazemos?
O que
sentimos?
Nós nos sentimos
uma única
realidade,
porém, nem
sempre pacífica.
Sabemos por experiência
como é
sentir-se simultaneamente,
matéria e
espírito.
Nosso corpo é perfeito,
no seu funcionamento.
Muitos órgãos, diferentes órgãos,
diferentes funções,
porém, tudo unido,
em perfeita harmonia e sintonia.
Quando a doença chega,
acontecem desequilíbrios
que afetam, inclusive, o humor,
base psicológica das motivações.
O corporal
em nós
sujeita-se
às dores e limitações.
Nosso corpo
é a gaiola,
e o
passarinho, é o espírito alado,
prisioneiro,
limitado.
Nossa experiência como corpo
acontece
quando sentimos dor, peso,
fome, sede,
frio, calor, falta de ar,
suor e
cansaço.
Na cabeça,
ou na mente
e na consciência,
experimentamos
mais o espírito,
imaterial.
O espírito
é pleno,
completo.
Revela mais
perfeições
do que a
complexidade do corpo.
O espírito
se auto avalia, se corrige,
escolhe,
define e abre seus caminhos.
Nada falta
ao
espírito.
Ele é imaterial.
Está em cada um de nós.
Faz parte
da nossa desconhecida
e desvalorizada
natureza.
O espírito
é a nossa
riqueza,
nossa fortuna,
meio sobrenatural
a ser usado
na natureza natural.
É o
espírito
que cultiva
a esperança,
que
sustenta e aguenta a barra
nos
momentos difíceis
e que se
lança para além
das experiências limitantes
ou frustrantes.
Quando sentimos o vazio,
a falta de
sentido, a falta de fé,
fazemos a
experiência do espírito enjaulado,
incapaz de
achar uma resposta de bem-estar.
Assim, fazemos a experiência
da falta de
plenitude,
nessa unidade,
imperfeita,
ainda.
As
experiências do espírito
são
sensações que nos fazem sentir
alegria, paz,
longanimidade, benignidade,
bondade,
fidelidade, mansidão, autodomínio
e amor por
tudo e por todos.
Afirmar que sabemos
o que é a
experiência do espírito
é muito
delicado e arriscado,
mas nos
atrevemos
a relatar
nossas experiências.
Convém fazer
aliança com o espírito,
com aquilo
que é espiritual em cada um de nós,
pois é esta
parte que vai continuar vivendo
depois que
a materialidade que nos compõem,
vire pó.
Raramente
fazemos
a
experiência de plenitude,
total
satisfação e completude.
Ao
experimentar as limitações,
nos
tornaríamos pessimistas
se não
fosse o espírito que nos habita.
Quando o
espírito é fraco
cedemos e
desistimos facilmente de lutar,
e buscar,
sempre de novo,
a paz, a unidade.
O espírito
é a
ferramenta mais poderosa que existe.
O desafio é
aprender a operá-lo.
Nossa incompetência
humana
consiste em
manter aprisionada
uma força
sobre-humana
nas grades
do nosso
corpo.
Quando falo
“eu sou, eu sei, eu posso”
é o
espírito que está
dizendo.
É o espírito
que tem a
capacidade de criar,
de sugerir,
de intuir soluções
ainda não
possíveis.
O espírito
é a
dimensão profunda e essencial
que habita
em cada pessoa humana
e que nos
impulsiona,
gera
energias e motivações
para a
superação constante
da nossa
materialidade limitante.
Em cada um
de nós habita um espírito
que nos
anima. É a vida que nos habita.
O espírito
que se
manifesta em nós
está sempre
relacionado
com a
criatividade,
libertação
da ignorância,
do medo,
dos traumas,
das
incompetências
e dos
limites.
O corpo é
completo,
perfeita
usina de processamento,
mas também é
ainda incompleto,
imperfeito,
fraco,
material,
sujeito à deterioração,
velhice,
doenças e morte,
e mesmo
assim,
o espírito
aceita e ajusta-se;
aceita
fazer parceria
com esta
carga material
que
carregamos e somos.
Porque
somos corpo e espírito,
somos ou
experimentamos a divisão.
Porque somos espírito e corpo,
somos e
experimentamos a possível unidade,
a desejável
harmonia pacificadora.
Porque somos corpo,
somos
lentos e pesados,
subordinados
à lei da gravidade.
Porque somos espirituais,
pelo
espírito,
sabemos o
que sabemos,
e
expressamos o que esperamos,
o que queremos
e o que sentimos.
O corpo é meio cego,
instintivo,
mecânico.
O espírito
que nos habita,
revela
autonomia,
maturidade,
discernimento,
clareza de
visão,
serenidade.
É o espírito
que
proporciona a intuição
de que o
que é invisível e essencial
também é, real.
O espírito
conta com a intuição,
a
consciência, o poder de decisão.
Jesus
Cristo caminhou sobre as águas
porque seu
espírito era superior
e comandava
o seu corpo.
A fé não pesa,
e é
subordinada ao espírito:
é altruísta,
ferramenta espiritual.
Porque
temos corpo,
temos medo da morte,
porque é o
corpo que morre.
Temos medo
da morte
porque nos
apegamos mais ou corpo
do que ao
espiritual
que nos
habita.
O medo da
morte revela
a distância
que ainda existe
entre as
convicções e domínio do espírito
e o padrão
de pensamento corporal, materializado.
O corpo
não aceita
morrer,
o que é
inevitável,
e resiste,
sofre, perde e, morre.
O espírito
aceita a morte
porque sabe
que para ele,
a morte não
o abraça.
O corpo
influencia,
positiva ou
negativamente,
a atividade do espírito.
Um espírito
pode ser fortalecido
pelas enfermidades
do corpo.
Um espírito
pode ser enfraquecido
quando não
aceita as doenças do corpo.
O espírito
influencia,
positiva ou
negativamente
a atividade
do corpo.
A
desconfiança, a insegurança,
a
descrença,
pesam mais
que chumbo e pedras,
pois que são
filhas do corpo,
do cuidado
em manter-se vivo:
o corpo é
egoísta,
quando não
está ajustado ao espírito.
O corpo
está mais para a mente,
para matemática,
para a lógica,
para o
fatalismo, e o fim.
O espírito
está para o coração,
para a
criação,
a poesia,
a esperança.
O corpo
educado,
é
altruísta,
colabora
com o espírito,
e se
beneficia das suas propriedades.
Porque somos corpo,
nos
submetemos às exigências da materialidade,
do consumo,
dos apegos, dos vícios,
da ganância,
dos instintos da carne.
O corpo,
fenece, falece, virá pó.
O espírito até
sofre, mas permanece,
já é
eterno.
As características
do corpo ocorrem
pela preferência
nas repetições,
pela
rotina, acomodação e conforto.
As características
do espírito
estão na
criatividade,
originalidade,
novidade,
atenção direcionada
para a perfeição,
pela arte.
Porque
somos corpo,
temos
necessidades de roupas,
comidas,
casa e conforto.
As exigências do corpo
são
atendidas
pelas
necessidades básicas
da
sobrevivência, do prazer e do ego.
O corpo não
quer sofrer.
O corpo não
quer passar frio nem fome.
O corpo não
quer morrer.
Porque somos espírito,
sentimos
dificuldades
em
administrar este processo,
esta
dinâmica defensiva e egocêntrica
do corpo.
As exigências do espírito
também não são
fáceis de serem atendidas.
Exige esforço,
treinamento,
educação,
perseverança,
formação de
bons hábitos,
renúncias e
escolhas.
As necessidades do espírito
exigem
empenho.
Não
acontecem naturalmente.
Como somos
corpo e espírito,
temos
necessidades de aprender,
de buscar o
conhecimento e a experiência.
Alcançaremos a sabedoria
pela
supremacia do espírito
na
administração
das
necessidades corporais.
Ser sábio
é um objetivo
superior,
espiritual.
Esse ideal se realizará
quando
houver a harmonia pacífica
entre o
corpo e espírito.
Esta
harmonia existirá
quando o
espírito se impuser
como líder
coordenador,
submetendo
sob seu comando
as
exigências cegas do corpo.
Assim como
nos experimentamos corporalmente
e sentimos
limitações,
também
sentimos limitações
ao fazermos
a experiência do nosso espírito.
Nosso
espírito
se submete
às exigências do corpo,
ao mesmo
tempo,
o
espiritual se impõe
e até
supera
as
necessidades corporais,
com
motivações espirituais.
Se fôssemos preferencialmente espirituais,
teríamos a
experiência da unidade
(quase)
perfeita,
e as
limitações
seriam em
menor número
e menor a
escala de dificuldades.
As virtudes
da pobreza,
da
humildade, da verdade,
da
sinceridade, da simplicidade,
pertencem
ao espírito
que mora no
corpo.
O espírito
sabe impor regras ao corpo.
O corpo não
aceita muito facilmente
as imposições
do espírito.
Parece que
são opostos.
As falhas,
as
imperfeições,
os defeitos,
pertencem
ao corpo material
ou a ele
estão subordinados
ou
decorrentes ou consequentes.
O corpo
envelhece,
enfraquece
e influencia o espírito.
Por outro lado,
o corpo
velho,
com um
espírito jovem,
renovado,
rejuvenesce
e mantém-se
sempre ativo.
O corpo
quer
aparecer e ser elogiado
ou
conhecido e amado.
Perceba
como, no dia a dia,
nos preocupamos com o corpo,
com a
aparência.
Perceba
também como são poucas as pessoas
preocupadas
com o aperfeiçoamento
das
exigências e das qualidades
do
espírito.
O corpo deixa-se alimentar pelo ego,
e quer ter
posses e poder.
O corpo,
por ser
fraco,
deixa-se
domar pelo egoísmo,
pelas
ambições,
pelas
potencialidades
subordinadas
à fraqueza
de força de
vontade,
pela
preguiça,
acomodações,
atrofias,
cansaços e
rotinas.
O espírito avalia tudo.
Aceita as
limitações
como
elementos constitutivos
da
natureza.
Como somos
corpo e espírito,
é muito
mais fácil
buscar a
harmonia
pelo
desenvolvimento e domínio do espírito,
do que
iludir-se no investimento do corpo,
permitindo-lhe
o comando.
Quando isso acontece,
vêm os
desequilíbrios
de todos os
tipos e tamanhos.
O espírito,
como entidade,
não precisa de nada:
ele é completo.
É simples.
Isso é tudo, e basta.
Se conseguirmos adquirir,
assimilar, pesquisar,
aperfeiçoar a ciência do espírito,
a história mudará de rumo, rapidamente.
O caminho lógico a percorrer
é buscar em primeiro lugar
a primazia ou o comando do espírito
sobre o corpo material,
pois é mais lógico
o superior em potencialidades
comandar o inferior em capacidades.
É com princípios superiores
que se governam reinos e condições inferiores.
É o espírito
que tem o poder
de realizar milagres;
o corpo,
a de recebê-los e beneficiar-se.
Prestando um pouco de atenção,
conseguimos observar
as manifestações do corpo e do espírito.
Vemos o corpo.
Não vemos o que anima este corpo.
O que faz o corpo mover-se
é o movimento,
é a energia
produzida pela circulação do sangue,
pelas batidas do coração.
Sabemos que o corpo existe
porque o vemos.
Vemos o homem
e cada um de nós mover-se,
gesticular, falar, expor ideias e ideais,
entusiasmar-se, alegrar-se, entristecer-se,
demonstrar carinho, ternura, amor, e,
às vezes, a raiva, contida ou extravasada.
Aqui já há algo mais
que o animal.
O que faz o ser humano
expressar-se como pessoa humana,
não mais como um simples animal,
é a capacidade espiritual.
É a pessoa humana
capacitada com o espírito.
Dizemos que a pessoa humana
é um corpo que se move.
Move-se porque o coração bate,
o pulmão recebe oxigênio,
o sangue corre por todas as vias internas
e mantém o corpo vivo.
Se o corpo
visto como máquina
cessa de mover-se,
dizemos que aquele corpo morreu.
Mas dizemos também
que a pessoa humana
é espiritual.
Além de ser corpo,
é um corpo espiritualizado.
Dos dois,
do corpo e do espírito,
vemos só o corpo.
Não vemos o espírito.
Vemos as manifestações
do espírito.
Vemos a unidade,
a integridade,
destes dois,
em um.
Quando é
que podemos dizer
que a
pessoa humana
está
manifestando
a sua
espiritualidade?
Prestai
atenção
quando o
teu corpo exige algo de você,
para onde
ele te leva?
Quais as
consequências?
- Acomodação.
Prazer. Conforto.
Prestai
atenção
quando o
espírito que te habita
exige algo
de você,
para onde
ele te leva?
Quais as
consequências?
Dinamismo, conversão,
evolução.
O maior
esforço do espírito
é criar o
ambiente de unidade
que já
existe no corpo.
Quando o espírito
cria as
condições de unidade,
a paz e a
harmonia,
a
jovialidade,
o bom humor
e o amor,
convivem em
plenitude nessa pessoa
e
o ideal da
fraternidade universal
se faz presente
e
o sonho da eternidade
se faz visível.
É do
espírito
que nos vem
capacidades especiais.
É do
espírito que surgem aberturas,
possibilidades
de esperanças,
além da
morte.
Se
aceitamos a definição
de que o
nosso Deus é Espírito,
o espírito
que nos habita
é o filho
que não
aceita permanecer órfão,
e quer liberdade,
e voltar
para casa.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 07/07/2019

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