Nós, humanos,
vivemos a experiência
da unidade.
Somos corpo,
espírito, alma,
razão, pensamentos,
sentimentos e emoções.
Como pensamos com a
razão,
nos dirigimos
preferencialmente
pela racionalidade.
Acontece que, além da
razão,
também temos
sentimentos
e emoções.
Vamos tentar neste texto separar virtualmente estas duas
potencialidades que nos identificam como humanos, e procurar perceber como a
vida se enriquece quando damos preferência e somos envolvidos pelas emoções.
Como é gostoso o
sentimento
que experimentamos
quando dizemos
que estamos
apaixonados
ou amãexonados.
Todo o nosso corpo
está envolvido
nesta atitude, nesta
situação.
Diferente é pensar e
falar
sobre qualquer coisa
sem o envolvimento
dos sentimentos
ou das emoções.
Parece que só a
cabeça
é que está presente.
Quando a
racionalidade se expressa,
apenas por uma via
ela é comunicada
somente pela palavra.
A chamada, a
beliscada
é para perceber
como é fácil vivermos
apenas no mundo das
palavras,
no mundo dos
conceitos e preconceitos,
no mundo das
avaliações,
comparações, críticas e julgamentos,
sem nenhuma conotação
sentimental.
Quantas vezes já
escutamos esta frase:
“Aquela pessoa não
tem coração”.
Traduzimos assim:
“É um desumano.
Parece que não tem
sentimentos,
não sente nada”.
O que distingue nossa
nobreza,
valorizando nossa
humanidade,
são as emoções.
São as palavras e
atitudes
carregadas de
sentimentos,
de delicadeza, suavidade,
ternura, carinho.
As emoções,
os sentimentos
é que mostram
o que de melhor
existe
no ser humano.
Perceba, por exemplo,
quando você está
emocionalmente ativado
pela alegria,
quantas manifestações
ocorrem
em nosso corpo: o
sorriso na face,
o brilho no olhar,
o rosto festivo,
os gestos lentos e
graciosos,
um poder sedutor
irresistível,
e as palavras ...
desnecessárias.
Não é tanto a
inteligência,
é a bondade que nos
comove.
Não é o inteligente
que atrai;
é o bondoso que agrada.
Agradou, tem
preferência.
Tem preferência
porque responde mais
às nossas
expectativas.
Somos portanto,
muito mais emotivos
do que racionais.
Ou, pelo mais,
quando nos
comunicamos
através de emoções e
ou sentimentos,
somos mais completos.
Dizemos mais
e completamos mais.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 31/10/2016
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