Com todas as nossas
capacidades
de entendimento
ativas,
ainda andamos de mãos
dadas
com muitas respostas
não respondidas,
com muitos mistérios
não decifrados,
com muitas esperanças
não ativadas.
Temos medo
do que não conhecemos,
ou daquilo que ainda nada
sabemos.
Mas, não concordo
em ir caminhando pela
vida
como os bois gordos,
em direção ao
matadouro.
Mais do que uma porta
fechada
a morte pode ser a
porta de saída.
Mais do que um fim,
talvez um novo
começo.
Mas há um diferencial
nas pessoas
que são só
racionalistas,
que olham para a
morte como um fim,
e aquelas outras
tantas
que experimentam
a espiritualidade
ativa
em sua personalidade,
com esperanças,
de continuar vivendo,
com aquela parte em
nós
que não morre,
jamais morrerá,
pois é de natureza
infinita,
o espírito
que nos anima,
que dá vida,
a este corpo mortal.
Existe um tema,
um assunto,
que poucos gostam
de conversar.
Até mesmo
em nosso grupo
de encontros semanais
de estudo e reflexão,
das oito pessoas
participantes,
apenas duas aceitaram
estudar e partilhar
o tema da morte.
Uma pulguinha,
atrás da minha orelha,
também cutucava,
de vez em quando,
tomar a iniciativa
de encarar de frente,
a realidade
da qual ninguém
conseguirá escapar.
De nada,
ninguém tem mais medo,
do que da morte.
A morte
é a desconhecida
e misteriosa
porta,
de saída
ou de entrada?
Um dia, minha sogra
com noventa e três
anos,
também participou
de uma das reuniões
e num determinado
minuto,
fez um comentário
que deixou todos nós
surpresos:
“A Igreja
deveria preparar as
pessoas
para o momento da
morte”.
Se a Igreja, a TV,
pais, psicólogos
e educadores,
fazem ou não fazem
essa preparação,
acho eu,
que cabe a cada um,
trocar o medo
pela esperança,
buscar mais bases e
conteúdos
para conhecer um
pouco mais
esta senhora,
vestida de preto,
que se encontra tão
longe,
e tão próxima de nós,
invisível e ainda,
misteriosa.
Fui atrás
e encontrei vários
livros,
citados no final
deste texto,
sobre a tão ignorada
e desprezada
figura feminina
que acolherá todos
nós,
no último abraço da
terra,
em nosso corpo.
Só tem autoridade
para falar sobre a
morte
quem apresentar
solução
para esse problema.
Então,
quem é,
aquela outra Senhora,
vestida de branco
que fala sobre a
Ressurreição?
- É a igreja do Jesus
Cristo,
É a Bíblia,
principalmente,
o Novo Testamento,
inaugurado pela
Ressurreição
do próprio Jesus
Cristo,
que também aceitou,
e se entregou,
à morte.
Na natureza
temos o exemplo,
da larva,
que rasteja,
morre,
e retorna à vida,
numa forma nova,
num estilo leve,
como borboleta,
voando, leve e livre,
junto com o vento,
pelos espaços
sem paredes.
Temos o exemplo,
nos campos,
na agricultura,
na produção de
alimentos,
da semente
que morre
e renasce com cachos,
múltiplos grãos.
Na bíblia
temos a promessa
do Deus da Vida,
dizendo,
prometendo,
“farei novas,
todas as coisas”.
E o espírito
inquieto,
insatisfeito,
não aceita morrer,
acabar em nada,
quando experimenta em
vida,
coisas boas, emoções
agradáveis,
e deseja que
permaneçam.
Sugiro os livros
abaixo
para sua leitura
e a conquista de mudanças
na sua forma
de ver e entender a “irmã
morte”,
no dizer do São
Francisco de Assis.
- O que vem após a
morte:
a arte de viver e de
morrer.
Anselm Grun. Editora
Vozes.
- O Livro do viver e
do Morrer.
Osho. Editora
Cultrix.
- A Bíblia Sagrada.
Aqui, neste livro,
a morte não tem importância
pois ela traz a
novidade
da Ressurreição,
a vida Eterna.
É para esta esperança
que vivemos,
e morremos,
em paz.
Trocamos o medo
pela esperança.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 23/06/2020

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