terça-feira, 23 de junho de 2020

748.- Morte. Diante da morte, substituir o medo pela esperança


Com todas as nossas capacidades

de entendimento ativas,

ainda andamos de mãos dadas

com muitas respostas

não respondidas,

com muitos mistérios

não decifrados,

com muitas esperanças

não ativadas.

 

Temos medo

do que não conhecemos,

ou daquilo que ainda nada sabemos.

 

Mas, não concordo

em ir caminhando pela vida

como os bois gordos,

em direção ao matadouro.

 

Mais do que uma porta fechada

a morte pode ser a porta de saída.

Mais do que um fim,

talvez um novo começo.

 

Mas há um diferencial

nas pessoas

que são só racionalistas,

que olham para a morte como um fim,

e aquelas outras tantas

que experimentam

a espiritualidade ativa

em sua personalidade,

com esperanças,

de continuar vivendo,

com aquela parte em nós

que não morre,

jamais morrerá,

pois é de natureza infinita,

o espírito

que nos anima,

que dá vida,

a este corpo mortal.  

 

Existe um tema,

um assunto,

que poucos gostam

de conversar.

 

Até mesmo

em nosso grupo

de encontros semanais

de estudo e reflexão,

das oito pessoas participantes,

apenas duas aceitaram

estudar e partilhar

o tema da morte.

 

Uma pulguinha,

atrás da minha orelha,

também cutucava,

de vez em quando,

tomar a iniciativa

de encarar de frente,

a realidade

da qual ninguém

conseguirá escapar.

 

De nada,

ninguém tem mais medo,

do que da morte.

 

A morte

é a desconhecida

e misteriosa

porta,

de saída

ou de entrada?

 

Um dia, minha sogra

com noventa e três anos,

também participou

de uma das reuniões

e num determinado minuto,

fez um comentário

que deixou todos nós surpresos:

 

“A Igreja

deveria preparar as pessoas

para o momento da morte”.

 

Se a Igreja, a TV,

pais, psicólogos

e educadores,

fazem ou não fazem

essa preparação,

acho eu,

que cabe a cada um,

trocar o medo

pela esperança,

buscar mais bases e conteúdos

para conhecer um pouco mais

esta senhora,

vestida de preto,

que se encontra tão longe,

e tão próxima de nós,

invisível e ainda,

misteriosa.

 

Fui atrás

e encontrei vários livros,

citados no final deste texto,

sobre a tão ignorada

e desprezada

figura feminina

que acolherá todos nós,

no último abraço da terra,

em nosso corpo.

 

Só tem autoridade

para falar sobre a morte

quem apresentar solução

para esse problema.

 

Então,

quem é,

aquela outra Senhora,

vestida de branco

que fala sobre a Ressurreição?

 

- É a igreja do Jesus Cristo,

É a Bíblia, principalmente,

o Novo Testamento,

inaugurado pela Ressurreição

do próprio Jesus Cristo,

que também aceitou,

e se entregou,

à morte.

 

Na natureza

temos o exemplo,

da larva,

que rasteja,

morre,

e retorna à vida,

numa forma nova,

num estilo leve,

como borboleta,

voando, leve e livre,

junto com o vento,

pelos espaços

sem paredes.

 

Temos o exemplo,

nos campos,

na agricultura,

na produção de alimentos,

da semente

que morre

e renasce com cachos,

múltiplos grãos.

 

Na bíblia

temos a promessa

do Deus da Vida,

dizendo,

prometendo,

“farei novas,

todas as coisas”.

 

E o espírito inquieto,

insatisfeito,

não aceita morrer,

acabar em nada,

quando experimenta em vida,

coisas boas, emoções agradáveis,

e deseja que permaneçam.

 

Sugiro os livros abaixo

para sua leitura

e a conquista de mudanças

na sua forma

de ver e entender a “irmã morte”,

no dizer do São Francisco de Assis.

 

- O que vem após a morte:

a arte de viver e de morrer.

Anselm Grun. Editora Vozes.

 

- O Livro do viver e do Morrer.

Osho. Editora Cultrix.

 

- A Bíblia Sagrada.

Aqui, neste livro,

a morte não tem importância

pois ela traz a novidade

da Ressurreição,

a vida Eterna.

 

É para esta esperança

que vivemos,

e morremos,

em paz.

 

Trocamos o medo

pela esperança.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 23/06/2020

eneaspb@gmail.com



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