segunda-feira, 8 de junho de 2020

743.- Morte. A morte morreu.






Estamos constantemente envolvidos
com a vida,
com o movimento, agitação,
correrias, trabalho, entusiasmo,
jogos, danças, festas, conversas animadas.

Raramente estamos diante da morte,
da falta de movimento,
falta de alegrias,
solidão, isolamento,
momentos de melancolia
e tristezas.

Sabemos viver muito bem
quando todas as coisas
estão dentro da normalidade.
Então, normal
é o movimento e a vida,
expressões de alegria e jovialidade.

Anormal
são todas os pensamentos
apatia e indiferença,
atitudes de frieza,
falta de movimento,
enfim, tudo aquilo
que representa a morte,
a passividade.    

O sofrimento e a morte
fazem parte da vida,
também.

Mas, a morte,
não tem mais,
a última palavra.

A morte,
como conceito,
também morre.

A morte,
como realidade visível,
acontece todos os dias.

Mas a morte,
como realidade invisível,
foi vencida.

O problema da morte,
foi definitivamente
resolvido.

Esta é a grande notícia
do Cristianismo,
inaugurado
pelo Jesus Cristo.

Quem crê,
ainda que esteja morto,
viverá. Disse o Jesus.

Então, o desafio para nós,
é como conseguir ter fé nessa verdade,
que o problema da morte foi resolvido.

Se o problema da morte
está resolvido,
nasce outro problema,
também difícil, para nós,
o problema da fé.

Mas a fé é um assunto
para os próximos temas.


Estão falando de um profeta
que resolveu o problema da morte.

Ele viveu,
morreu, mas continua a viver,
lá numa cidadezinha
chamada Belém,
perto de Jerusalém.

A notícia se espalhou
pelos quatro cantos do Universo.

Belém passou a ser a cidade
mais famosa, mais falada,
e a mais populosa do mundo.

Para lá se mudaram
todos aqueles que já se encontravam
com muitos anos de vida,
mas também estão indo para lá,
gente de todos os povos,
de todas as idades,
e de todas as religiões.

Afinal, o maior problema da humanidade
tinha sido resolvido por um ...
por um Alguém,
demasiadamente simples
mas suficientemente poderoso
para derrotar
o maior de todos os inimigos
de todos os tempos.

Mas Ele era ao mesmo tempo,
muito humilde.

Sua humildade
era de tal qualidade,
que o transformava
em um revolucionário,
pela maneira como tratava
todas as criaturas,
principalmente os pobres,
os excluídos,
mas também os ricos,
apesar de incomodados,
se surpreendiam
com o que Ele falava,
pois também para eles,
uma porta se abria.

Antes de morrer,
ensinava,
pelas palavras,
e pelo seu modo de ser,
como é que se vive
para que não se morra,
definitivamente.

E, durante as suas andanças,
pelos caminhos,
ressuscitou alguns mortos,
um rapaz, filho de uma viúva,
e um dos amigos,
que se chamava Lázaro.

E o que é mais assombroso,
aqueles que não aceitavam
o peso, a novidade,
o tamanho das verdades
ensinadas por Ele,
mataram-no.

Eles, o povo, a massa,
na maior das ignorâncias,
mataram aquele que veio
para lhes dar de presente,
a vida eterna.

Aquele que veio trazer
a vida eterna,
aquele que com sua própria morte
eliminou a morte,
foi crucificado,
morto na cruz.

O que Ele ensinou com a vida,
os vivos não assimilaram,
e mereciam ficar
entre os mortos.

Mas o poder dele é tão grande,
que o perdão faz parte do seu projeto,
e alcançou todas as pessoas,
de todos os tempos,
passado,
presente
e futuro.

Esta é a boa notícia
dos Evangelhos,
da vida do Jesus Cristo.

Ele veio
e resolveu o problema da morte,
ensinando como viver a vida,
e viver para sempre.

A morte morreu.

Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 08/06/2020


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