Carregamos
em nosso íntimo
as
características próprias
dos
grandes artistas:
Existem
os artistas,
das
mãos,
pintores,
escultores.
Existem
os artistas,
das
palavras,
poetas,
e
profetas.
Existem
os artistas,
do
coração,
compaixão
e
misericórdia
do
afeto,
das
carícias,
do
carinho
e
da ternura,
alma
pura,
em
evolução.
Executar artes,
comportar-se,
artisticamente,
é difícil para
alguns,
fácil para outros.
É
trabalhoso,
doído,
tirar
lascas do mármore,
e
do coração,
e
dar forma de beleza,
provocando
espanto
e
admiração.
Num estilo de vida
escolhido,
e planejado,
a partir
dos valores das artes,
transparece uma diferença,
conscientemente escolhida
e fundamentada,
em valores
e ideais atraentes,
componentes,
de esforços
e dificuldades.
Cada um de nós
quer queira, quer não,
na alegria ou na dor,
é artista,
escultor.
A forma
de nos relacionarmos
com os outros
revelam a escultura interna
na qual estamos empenhados
e cuja obra
só terminará
quando partirmos
desta terra.
O nosso trabalho,
como escultor,
se dá na parte interna,
mas é na parte visível,
na externa
que aparece
como manifestação
da riqueza
dos valores
da interioridade.
As obras de arte,
de dentro,
estão na fase
de aperfeiçoamento,
retoques na alma,
afinações na sensibilidade,
ciência
das carências,
e do que de melhor temos
nesta parte.
Nossas obras de arte,
inacabadas,
tem pressa,
querem sair,
desfilar,
provocar admiração
e aplausos,
nas passarelas da vida.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 21/03/2019

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