nossas
fragilidades,
as
imperfeições reinantes,
transparecem,
quando,
terminado
um encontro,
dizemos
tchau,
e
voltamos vazios,
como
chegamos.
Não
levamos nada
para
dar,
para
expor
ao
amigo
que
vinha
em
busca de valores
a
apreciar.
Fica
sim,
uma
sensação
de
que poderia ter sido diferente,
nosso
intercâmbio artístico.
Depois,
no silêncio,
nos
perguntamos
que
material está estocado
em
nosso ateliê
do
espírito,
e
da alma?
Falta
arte
em
nossos encontros.
O
que levamos,
e
deixamos transparecer?
-
A superficialidade
na
qual estamos estacionados.
E
nosso coração
fica
no seco,
na
sede e na fome
das
artes escondidas,
no
espaço descolorido,
da
alma involuída.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 23/03/2019

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