Não nos acovardamos
diante
do mistério
ou
diante de qualquer grandeza.
Antes
que despertássemos
do
nosso mundinho terráqueo,
já
havia um desafio
vindo
em nossa direção,
provocando-nos,
para
partir
para
mais longe.
A
experiência
que
fazemos
é
que somos humanos,
limitados
e
finitos.
Mas não somos
só
humanos,
somos
humanos inconformados
com
nossa própria humanidade.
Não somos limitados.
Também fazemos
a
experiência
de
idealizar sonhos
que
ultrapassam
qualquer
espécie
de
limites.
Finitos que somos
ousamos
a aventura
de
pesquisar
o
infinito,
desconcertando
e
desafiando
nossa
costumeira lógica
de
humanos.
O
infinito
faz
cócegas
no
finito.
Provocados,
abrimos perspectivas,
abrimos perspectivas,
que
talvez resultem
em
coisas inimagináveis.
Se
é por aqui que vamos,
temos
de saber
que
vamos nos posicionar
diante
de realidades
e
valores
maiores
do
que nós mesmos.
Há uma ansiedade
e uma profundidade
na natureza humana
que só o infinito
pode suavizar,
que só o infinito
pode ‘encher’.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 07/03/2019

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