O silêncio faz falta sim.
Pois ele é que revela
quem você é.
Se você revela seu ser
após o silêncio,
é a sua essência
que está se revelando,
sua autêntica personalidade.
Se, por outro lado,
não sabe fazer silêncio,
você está simplesmente mostrando
sua superficialidade.
Silêncio ...
minha alma quer falar
com a sua alma.
Quando
não damos importância
para
o silêncio,
é
um sintoma da perda de si,
de
uma vida, sem dono.
A
falta de coragem
para
enfrentar
e
resolver
os
próprios problemas
desemboca
no
abandono,
na
desistência
de
si mesmo.
Sem
o silêncio,
nos
perdemos,
e
perdemos tudo o mais,
que
tem valor absoluto.
Quando
nos encontramos,
tentamos
dialogar,
mas
não damos chances
para
as pausas,
para
os silêncios
entre
as vindas e idas
das
palavras,
do
que falamos e ouvimos.
O
silêncio não tem vez,
não
encontra fresta
para
o que resta
do
hum-mano (=um irmão),
que
devo ser.
Entramos
e saímos
dos
nossos encontros,
insatisfeitos,
quando,
o
que externamos,
não
é nosso,
não
somos nós,
não
são
nossas
experiências.
O silêncio,
vem recompor-nos,
devolver-nos a nós
mesmos.
Quando você quer
se encontrar comigo
é com quem somos,
não com as palavras
que você quer
intercambiar.
As palavras
podem distorcer as
intenções,
porém, o silêncio, é
pela verdade.
Ao acontecer o
silêncio
damos chances para
ele
participar dos nossos
encontros.
Aí ele entra em ação
nas entrelinhas dos
nossos encontros
e assim o encontro se
torna gostoso
entre nós.
Quando silenciam as
palavras,
é o silêncio
que encontra a brecha
para descobrir a sua
simpatia
e os teus encantos.
Enquanto falamos
o silêncio fica
torcendo
para que faltem
palavras
para que ele tenha
chances
de admirar,
de contemplar sua
beleza,
sua serenidade
e sua dignidade.
As palavras
revelam muito
sobre nossas
condições
de estresse interno.
O silêncio, por sua
vez,
expressa ou revela
o estado de espírito
carregado de
amor.
Quando damos
oportunidade
para o silêncio, é a
nossa sacralidade
que está se expondo,
a mística, a alma da gente.
Uma pessoa calada,
quieta,
revela muito mais
valor de si mesma,
do que a tagarela.
Uma pessoa que muito
fala
revela seus
conhecimentos.
Uma pessoa que pouco
fala,
revela sua sabedoria.
Quem se comunica
através do silencio
revela o céu que há
dentro de si.
Quem se comunica com
palavreado
exagerado, revela o vulcão
que há em seu íntimo.
Quando me comunico
contigo
em meus silêncios,
torno-me alimento
para a sua alma.
E, quando falo
demais,
consumo as suas
energias,
te canso, e não te
alcanço
em sua profundidade.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 15/03/2019
Atualizado
em 22/12/2023.

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