Já imaginou
ter um dia sem fim,
correr, brincar e dançar,
não cansar
não dormir
nunca mais?
Uma eterna criança
continua viva,
persiste teimosamente,
dentro de nós.
Você a percebe e a sente
quando se encontra com alguém
ou lê algum texto
que te remete para o fundo,
para o seu eterno espírito,
onde mora essa criança
imortal.
Existem momentos
de profundo silêncio,
pleno de espiritualidade,
em que sentimos dentro de nós
uma fresta
que deixa escapar,
o que é para nós,
indefinível.
É esta sensibilidade
que convém cultivar:
eternizar-se o quanto antes,
cultivando o que de eterno
já sentimos existir
em nós.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 12/03/2019

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