Nascemos assim,
pelados
por fora
e vazios
por dentro.
Crescendo por
fora,
vamos nos
vestindo,
e trocando
de roupas,
comprando
sapatos,
cada vez
maiores.
Por
dentro,
aprendendo,
assimilando,
cargas
afetivas,
depois,
conhecimentos,
educação,
valores ...
Nos tempos
de infância,
nos
sentimos cheios,
plenos de
alegria,
bom humor,
diversão,
brincadeiras.
Equilíbrio.
Na
adolescência,
meio-cheios,
meio-vazios,
desequilíbrios
entre
egoísmo e altruísmo,
questionamentos,
resistências,
desobediências,
afrontas,
conflitos, ...
enfim, justificamos
a busca da afirmação de si.
Na idade
adulta,
não só divisões,
discussões,
mas, ajustes,
escolhas,
decisões,
renúncias.
O preço da
maturidade
é pago com
a moeda
chamada
esforços.
A consciência
em constante
processo evolutivo
percebe-se
sempre no meio de escolhas.
Escolhendo
algo,
sabemos que
estamos escolhendo junto,
as
consequências de tais escolhas.
Na idade
madura, adulta, da velhice,
percebemos
que fomos enchendo
o vazio
que havia dentro,
com as
escolhas que fizemos
das coisas
boas,
que continham
valores.
Ninguém é
vazio. Ninguém está vazio.
Todo vazio
é capaz de
transbordar, de vazar.
Todo ser
humano nasce vazio.
Todo ser
humano
tem a
capacidade de preencher o vazio
que há no
outro e de preencher o nosso próprio vazio
com as
palavras, os exemplos, os testemunhos
e o comportamentos
dos outros.
Se eu não me
ocupar em preencher
o vazio
que há no outro,
ele não
transbordará,
e não
devolverá para mim
os
valores, os ingredientes
com os
quais estou tentando preenchê-lo.
Se o outro
está vazio, eu, você,
nós é que
teremos de preenchê-lo.
É assim
que funciona:
Eu olho
para ele, amo-o com meu olhar,
com minhas
intenções, com meus sentimentos,
com minhas
cargas afetivas, com meus elogios,
com minha
presença, meu ser fraterno.
É um ato
de dar caridade,
bondade,
capacidades divinas.
E ele ou
ela, recebendo,
vai se
enchendo,
vai se
sentindo valorizada,
amada,
dignificada
e com isso
se plenificará
e, logo,
logo, devolverá
o que
começa a vazar,
a
transbordar.
Porque
ninguém dá o que não tem.
E ninguém
dará o que não recebe.
Então contribua,
enchendo vazios.
Dê amor,
atenção, carinho,
ouvidos,
olhares, ... dê de si,
para que o
outro se sinta transbordante
e te
devolva o que mereces receber.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado publicado
no BLOG e no FACE
em 11/02/2025.

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