Existe
um Deus desconhecido,
caminhando
entre nós,
fazendo
parte da nossa vida,
e
está escrito,
que
Ele está morando
em
nossa casa.
E
que estamos demorando
em
percebê-lo, reconhecê-lo,
fazer
amizade e parceria
com
Ele.
Hoje, nosso objetivo,
será o de buscar,
não um maior
conhecimento racional,
teórico, teológico
sobre o Deus Espírito
Santo.
O que mais
necessitamos
é conviver com o Deus
invisível
que habita em nós.
O dom
do Espírito Santo
que nos habita
é o maior dom
que recebemos em
vida.
Procurá-lo,
descobri-lo,
vivenciar, dialogar,
conviver convictamente
com Ele
é o próximo passo que
cada cristão
vai ter de dar
nesta caminhada
evolutiva
de transformação.
Se não conseguimos
ainda
deslanchar como
cristãos
é porque
desconhecíamos
que o Espírito em nós
habita
e que Ele
é aquele
que vai auxiliar-nos
nesta evolução.
Este é o grande desafio
provocador,
do momento histórico
que estamos vivendo.
“Na hora da sua
despedida,
o Jesus Cristo histórico,
disse:
É de vosso interesse
que eu parta,
pois, se eu não for,
o Espírito Santo
não virá a vós”.
João 16,7
Toda a nossa reflexão
parte da pergunta:
até quando a Igreja
institucionalizada
nos privará
do conhecimento
e da ação
do Espírito Santo
em nossa vida
de cristãos.
“Vem a hora, e é
agora,
em que os verdadeiros
adoradores,
adorarão o Pai em
espírito e verdade,
pois tais são os
adoradores que o Pai procura.
Deus é espírito
e aqueles que o
adoram,
devem adorá-lo
em espírito e verdade”.
João 4,23-24.
Pierre Teilhard de
Chardin 1881-1955, sacerdote, cientista e místico jesuita escreveu: “... desde
o momento em que o Deus criou o mundo, tudo e todos os elementos são criaturas sagradas
e consagradas. Desde o momento em que o Jesus
Cristo histórico encarnou em nossa carne, toda matéria, é sagrado. O mundo é um
altar. Toda pessoa é sacerdote. A vida é um ofertório. Viver é ofertar-se,
doar-se, pois todos somos úteis uns aos outros, por isso, vivemos todos como
irmãos, na presença do Pai invisível".
A Igreja
institucionalizada
ainda não liberou o
conhecimento
ou as vias de acesso
ao Deus Espírito
Santo.
Esse discernimento
é importante
para mostrar
como é necessário
buscar,
planejar o acesso
ao Espírito Santo.
Quais são os
obstáculos a superar?
– O Ativismo, a
rotina,
a superficialidade,
o escrúpulo
religioso,
o apego às crenças
aprendidas no
passado;
a pedagogia do
pecado,
medo das reações
dos cristãos
conservadores
e tradicionalistas;
a insegurança
diante da novidade;
os receios de responsabilidades,
a exigências de conversão;
a correção
dos nossos hábitos e vícios
que nos mantém
no padrão dos fariseus
e hipócritas.
Quais são os meios a
aperfeiçoar?
– O Silêncio,
contemplação,
meditação,
estar a sós,
com o Espírito Santo,
escutá-lo,
apreender dele,
estudos em grupo,
partilhar
experiências,
formação de grupos
ou pequenas fraternidades,
como no início
da história do
Cristianismo.
Ou o Deus vive dentro
de nós
e permitimos sua
expressão,
ou vive fora de nós
e não sintonizamos com
Ele.
Ou tentamos escutá-lo
e deixá-lo
expressar-se
ou seremos servos
inúteis.
“O Espírito da verdade,
que o mundo não pode receber,
porque não o vê,
nem o conhece;
vós o conheceis,
porque Ele vive convosco
e está dentro de vós.
Não é o Deus visível
que alimenta nossa
fé.
É o Deus invisível,
que reside em nosso
íntimo,
desconhecido,
descuidado,
não cultivado
pelo receio
de exigências
mais radicais
e profundas.
O Deus Espírito Santo
é o Deus da
Criatividade.
Cria ou renova todas
as coisas.
Toda ação criativa
nasce de dentro de
nós,
da imaginação,
das ideias,
das intuições,
da vontade
incontrolável
de encontrar soluções
para as questões
mais profundas
da nossa humanidade.
Se somos criativos
é porque o Deus
Criador
nos habita.
Acomodar-se,
não é o padrão
comportamental
dos cristãos.
O cristão alerta,
sente-se Igreja,
faz a leitura da
realidade,
e percebe a falta de
renovação,
de criação,
iniciativas de
transformações.
Compromete-se
com uma regra de
vida,
de estar sempre
criando
ambiente alegre,
onde os frutos do
Espírito Santo
estejam presentes:
amor, alegria, paz,
paciência,
delicadeza,
confiança nos outros,
mansidão, domínio de
si.
O Espírito Santo como
fonte de Energia.
É usina geradora de
força,
de esperança, de fé,
entusiasmo,
vibração pelo
existir.
O que nos falta como
humanos
e como cristãos
é essa convicção,
reconhecer que em
nosso interior
existe uma fonte da
vida,
que não somos nós,
é o Espírito Santo.
Sentir que somos
gerados,
produzidos por Ele,
por uma turbina
que produz corrente
elétrica,
sem parar.
Somos como uma flor
e,
dentro de nós está
essa raiz
que nos faz florescer
com sua seiva.
É o Espírito
que dá vida.
“Não sabeis que o
vosso corpo
é templo do Espírito
Santo?”.
1 Cor 6,19,
“Vós, contudo,
não estais debaixo
do domínio da matéria,
mas do Espírito,
se é que de fato
o Espírito do Deus
habita em vós”.
Todos os místicos,
os santos, os sacerdotes,
religiosos, monges e monjas,
teólogos e pregadores de retiros,
querem ter experiências divinas,
desejam tanto
que chegam a falar
em experiência de Deus.
E querem ensinar,
sem terem feito tal experiência.
E não aprendem nunca
porque querem buscar
este conhecimento teórico,
em cima de regras,
teorias,
relação de princípios,
tratados,
desenvolvidos por pessoas humanas,
desde o tempo
em que a escrita foi inventada.
E
são raras,
raríssimas,
as
experiências humanas
com
interface ou interação
com uma
pessoa divina.
Nenhuma experiência
será bem-sucedida
se não nascer
de dentro do templo da própria pessoa,
do sacrário, do íntimo mais íntimo,
onde o Espírito Santo nos habita.
Mais uma arte
ainda nos falta conquistar:
a da serena convivência
com o Deus Espírito Santo
que nos habita.
Nenhum ser humano
se sente sozinho,
mesmo não existindo ninguém
perto dele.
Se não houvesse
a presença do Deus Espírito Santo
na própria pessoa,
a experiência mais radical
que acompanharia cada um,
seria a do desespero,
daquilo que os filósofos chamam
de niilismo,
a experiência do nada,
do vazio,
da absoluta falta de sentido,
e da descrença absoluta.
O Deus Trino é comunitário.
E, partindo do pouco que conhecemos
sobre o Ser do Deus,
o Deus criador,
ao criar algo,
algo dele começa a fazer parte da obra,
como uma assinatura,
uma característica,
da sua pessoa.
O Ser
e o poder do Criador
se estendem e se incorporam
nas suas obras.
O poeta Ralph Waldo Emerson
conseguiu escutar
o suave sopro do vento, e,
traduzindo, escreveu:
“Para os poetas,
os filósofos,
os santos,
tudo é fraterno e sagrado,
todos os acontecimentos são úteis,
todo os dias são santos,
todos os homens são divinos”.
Somos obras
das mãos do Arquiteto,
Engenheiro,
Engenheiro,
Poeta,
Compositor,
Artista por excelência,
do Deus da vida,
do sopro vital,
do Espírito Santo.
Criaturas idealizadas,
criadas pelo Criador,
somos reflexos,
imagem e semelhança
com o nosso Deus-Artista-Pai.
Somos desde já,
um templo, um sacrário,
onde algo do nosso Criador
já está em cada um de nós.
Recentemente,
21 outubro 2019,
publiquei no blog Heipo’s World,
um texto sobre a arte e a religião.
Na raiz,
a arte é religiosa,
pois nos religa ao transcendente.
https://heiposworld.blogspot.com/2019/10/686-arte-atrai-cativa-deixa-saudades-e.html
No interior das Igrejas,
no mundo inteiro,
existem muitas obras
de arte.
Dentro de cada um de nós,
existe também uma obra de arte,
um sacrário especial,
um ateliê
onde reside o Artista Espírito Santo,
criativo.
“Se alguém me ama,
obedecerá à minha Palavra;
e meu Pai o amará,
e nós viremos até ele
e faremos nele
nosso lar ou nossa morada.
“E se o espírito
aquele que ressuscitou
o Jesus Cristo dentre os mortos
habita em vós,
aquele que ressuscitou
o Cristo Jesus dentre os mortos
dará vida também
a vossos corpos mortais,
mediante o seu Espírito
que habita em vós”.
Romanos 8,11.
“Não sabeis
que sois um templo de
Deus
e que o Espírito de
Deus
habita em vós?
Pois o templo de Deus
é santo e esse templo
sois vós”.
1 Cor 3,16-17
“Aquele que se une ao
Senhor,
constitui com Ele um
só espírito”.
1 Cor 6,17
“Porque todos os filhos
do Deus Pai
se deixam conduzir
pelo Espírito Santo.
Porque não recebestes
o espírito de escravidão,
para outra vez estardes com medo,
mas recebestes o espírito de adoção,
pelo qual clamamos ‘abba’,
Paizinho querido,
ou pai amado.
Romanos 8,14-17.
Como é que um filho
se relaciona com seu paizinho?
Com quais comportamentos,
atitudes e palavras?
Próximo ou distante?
Conversando continuamente com Ele?
Sim,
vivendo permanentemente
em sua presença e companhia.
Viver
com o Espírito Santo
é um viver
na liberdade
dos filhos do Deus Eterno.
Este texto necessita de depoimentos e testemunhos de pessoas que
sintonizem com essa visão. Aguardo seu contato, comentários e sugestões. eneaspb@gmail.com
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Criado em 03/11/2019

Nenhum comentário:
Postar um comentário