sábado, 12 de julho de 2014

126.- Espírito. Dar vida, dar condições de vida ao espírito.



Para os poetas,

os filósofos, os santos,

tudo é fraterno e sagrado.

Todos os acontecimentos são úteis,

todos os dias são santos,

todos os homens são divinos.

Ralph Waldo Emerson

 

Não estranhem a variedade de assuntos que fazem parte do Blog Heipo’s World.

Heipo’s World, traduzindo para o português, Mundo do Heipo, teve, desde o nascimento da ideia, (depois ideal perseguido e desenvolvido), o cuidado de englobar tudo o que faz parte de um mundo. Não vejo como deixar de incluir o nosso Pai (Deus) fora do mundo que eu mesmo idealizei. O mundo do Heipo’s World não seria mundo do Heipo sem o Deus Criador de todos os mundos. Então, familiarize-se com as referencias a Ele, ao Jesus Cristo, ao Espírito Santo, a oração, meditação, contemplação, Céu, Anjos, Arcanjos e familiares.

 

Sabemos conversar entre nós.

 

Quando conversamos com alguém,

estamos diante um do outro,

olhando (nem sempre)

nos olhos um do outro.

 

Ou se estamos

em mais pessoas

envolvidas na conversa,

dirigimos nosso olhar e atenção

para aquele com quem

interagimos.

 

E aí surge o diálogo.

 

Um fala, o outro escuta,

 o outro fala e eu escuto.

 

Esta é a dinâmica da interação,

do intercâmbio,

do relacionamento

próximo um do outro.

 

Porém,

não sabemos conversar

com nosso Pai.

 

Não sabemos rezar.

 

Se afirmo,

que não sabemos rezar,

é porque não aprendemos,

não nos ensinaram.

 

Não aprendemos

porque existem

poucas pessoas que sabem

e menos pessoas que sabem,

mas não sabem ensinar.

 

As orações

que se repetem,

quase que automaticamente,

pouco ou quase nem um efeito produzem.

 

Não estou criticando quem reza.

 

Estou tentando clarear

a forma errada

ou infrutífera

e árida

de rezar

somente repetindo fórmulas,

no modo automático.

 

Que fique bem claro:

este tipo de oração

é aquele que aprendemos.

 

Permanecemos

neste estágio,

e não evoluímos

para o estágio

de rezadores fervorosos,

autênticos,

provocadores de mudanças

no rumo da nossa própria vida.

 

Nascemos terráqueos.

Aprendemos só as coisas da terra.

 

O verdadeiro modelo

ou a fórmula autêntica

da oração

é aquele em que acontece

o relacionamento

da mais profunda zona de intimidade

que há em mim, em cada um de nós,

com alguém,

com uma Pessoa.

 

 

O corpo

é a parte externa

do meu ser.

 

A alma, o espírito,

revela a profundidade,

a interioridade,

a parte interna do meu ser,

e essa área,

possui conotações invisíveis.

 

Quando rezo,

rezo com a consciência

ou com a alma?

 

Se for com a consciência,

o médico abre todo o corpo

e não encontra a consciência

num determinado local

dentro do corpo.

 

Se for com a alma,

o médico abre todo o corpo

e não encontra a alma

em nenhum lugar

dentro do corpo.

 

É, portanto, invisível

a fonte de onde brotam

as orações.

 

Para rezar

é necessário olhar para dentro.

 

Fechar os olhos.

 

Aí sim,

 ‘vemos o invisível’.

 

Quando rezo

estou ativando

as potências invisíveis

que existem em minha personalidade.

 

Falamos com quem vemos.

 

Vemos as pessoas visíveis.

 

Quando rezamos

interagimos com Pessoas

que não vemos,

porque são de outra natureza:

invisível.

 

Deus é Espírito.

 

O espírito é de natureza perfeita.

 

Perfeita porque é una,

indivisível.

 

Não é composta.

 

Não é divisível.

 

É tão perfeita

que não necessita

de nenhuma matéria.

 

Se o espírito fosse visível,

seria um ser composto.

 

Se é composto

é destrutível

e estaria sujeita

às leis da falência,

e desapareceria.

 

O espírito

é invisível e eterno.

 

A natureza espiritual é invisível.

 

Portanto,

rezar é ativar

um método

de relacionamento diferente,

estranho,

não aceitável como natural

para os racionalistas.

 

Por isso, para nós,

rezar é algo tão difícil ...

porque estamos mais adaptados

a viver no mundo visível.

 

Porque somos ainda humanos,

muito mais humanos que divinos,

nos acostumamos

e caímos na rotina

de repetir fórmulas,

e achamos que é esta

uma atitude comum

e natural.

 

Esta atitude repetida

cria hábito

e apazigua nossa consciência,

anestesiada pelo padrão

“todo mundo reza assim”.

 

Mas há um estágio a mais.

 

Há uma sede insaciável,

ativada naqueles que estão antenados

com o Espírito

que sopra onde quer

e vai não sei para onde.

 

Há uma ciência nova

à disposição de alguns.

 

A evolução da matéria

já atingiu a sua quase plenitude.

 

A evolução do espírito

está começando a deslanchar.

 

Não é a religião

ou as religiões

que estão tendo

mais força de atração

ou cativando ou motivando

mais as pessoas.

 

Estamos entrando

numa era nova

em que o espírito

está sendo ativado

pelas perguntas

não respondidas

nas eras passadas.

 

As fórmulas,

as repetições,

a rotina,

os ritos não explicados

e nem compreendidos,

os discursos vazios,

letras mortas,

sem testemunho de vida,

a falta de atitudes,

de envolvimento,

do caminhar

com os pés no chão,

tudo isso revela

a fragilidade das normas,

da literatura,

das ficções...

e até das religiões.

 

A letra mata.

 

É o espírito

que vivifica.

 

Dar vida,

dar condições de vida

ao espírito.

 

Eis a saída,

os degraus da escada

que levará a evolução

a desabrochar:

 

 

A natureza toda geme

enquanto não se manifestam

os filhos do Deus,

herdeiros dos céus”.

 

 

Quando é que os filhos se manifestarão?

Quando chamarem, buscarem

encontrarem e conversarem

com o Paizinho.

 

Conversa de filho para Pai

e de Pai para filho.

 

Filhinho visível

conversando

com o Paizinho

Invisível.

 

Relação Pessoal,

em espírito e verdade.

 

Assim como sou,

como me vejo,

como me sinto.

 

Converso

com o meu Pai

sobre o que sou

e sobre o que vejo

ao meu redor.

 

A questão toda

se resume nesta palavra:

relação pessoal, vital.

 

Há alguém diante de mim.

 

Na conversa

ou diálogo entre nós,

humanos,

há a presença

e interação visível,

assim também,

as nossas orações

só serão de fato orações

se forem relação do meu eu

frente ao Tu divino, invisível.

 

É o encontro

entre duas pessoas

que está acontecendo.

 

Uma visível

em interação com outra,

Invisível.

 

Mas acontece a interação

de filho para Pai

e de Pai para filho.

 

Há uma experiência = Natural

 

Há convicção,

fé da presença Invisível = Sobrenatural.

 

O que o nosso Deus e Pai espera

é que o adoremos

em espírito e verdade,

onde estivermos,

porque cada um

é templo do Espírito Santo,

e porque o mundo todo é casa,

é obra e templo do Deus Criador,

nosso Paizão, portanto, tudo é sagrado.

 

 

E então, percebes como há muito a converter,

ou a inverter, ou a procurar coisas novas, métodos novos em tradições velhas?

 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 29/03/2016.

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