Para os poetas,
os filósofos, os santos,
tudo é fraterno e sagrado.
Todos os acontecimentos são úteis,
todos os dias são santos,
todos os homens são divinos.
Ralph Waldo Emerson
Não estranhem a variedade de assuntos que fazem
parte do Blog Heipo’s World.
Heipo’s World, traduzindo para o português, Mundo do Heipo, teve, desde o nascimento
da ideia, (depois ideal perseguido e desenvolvido), o cuidado de englobar tudo
o que faz parte de um mundo. Não vejo como deixar de incluir o nosso Pai (Deus)
fora do mundo que eu mesmo idealizei. O mundo do Heipo’s World não seria mundo
do Heipo sem o Deus Criador de todos os mundos. Então, familiarize-se com as
referencias a Ele, ao Jesus Cristo, ao Espírito Santo, a oração, meditação,
contemplação, Céu, Anjos, Arcanjos e familiares.
Sabemos conversar
entre nós.
Quando conversamos
com alguém,
estamos diante um do
outro,
olhando (nem sempre)
nos olhos um do
outro.
Ou se estamos
em mais pessoas
envolvidas na
conversa,
dirigimos nosso olhar
e atenção
para aquele com quem
interagimos.
E aí surge o diálogo.
Um fala, o outro
escuta,
o outro fala e eu escuto.
Esta é a dinâmica da
interação,
do intercâmbio,
do relacionamento
próximo um do outro.
Porém,
não sabemos conversar
com nosso Pai.
Não sabemos rezar.
Se afirmo,
que não sabemos rezar,
é porque não aprendemos,
não nos ensinaram.
Não aprendemos
porque existem
poucas pessoas que
sabem
e menos pessoas que
sabem,
mas não sabem
ensinar.
As orações
que se repetem,
quase que
automaticamente,
pouco ou quase nem um
efeito produzem.
Não estou criticando
quem reza.
Estou tentando
clarear
a forma errada
ou infrutífera
e árida
de rezar
somente repetindo
fórmulas,
no modo automático.
Que fique bem claro:
este tipo de oração
é aquele que
aprendemos.
Permanecemos
neste estágio,
e não evoluímos
para o estágio
de rezadores
fervorosos,
autênticos,
provocadores de
mudanças
no rumo da nossa
própria vida.
Nascemos terráqueos.
Aprendemos só as
coisas da terra.
O verdadeiro modelo
ou a fórmula
autêntica
da oração
é aquele em que
acontece
o relacionamento
da mais profunda zona
de intimidade
que há em mim, em
cada um de nós,
com alguém,
com uma Pessoa.
O corpo
é a parte externa
do meu ser.
A alma, o espírito,
revela a
profundidade,
a interioridade,
a parte interna do
meu ser,
e essa área,
possui conotações
invisíveis.
Quando rezo,
rezo com a
consciência
ou com a alma?
Se for com a
consciência,
o médico abre todo o
corpo
e não encontra a
consciência
num determinado local
dentro do corpo.
Se for com a alma,
o médico abre todo o
corpo
e não encontra a alma
em nenhum lugar
dentro do corpo.
É, portanto,
invisível
a fonte de onde
brotam
as orações.
Para rezar
é necessário olhar
para dentro.
Fechar os olhos.
Aí sim,
‘vemos o invisível’.
Quando rezo
estou ativando
as potências
invisíveis
que existem em minha
personalidade.
Falamos com quem
vemos.
Vemos as pessoas
visíveis.
Quando rezamos
interagimos com
Pessoas
que não vemos,
porque são de outra
natureza:
invisível.
Deus é Espírito.
O espírito é de
natureza perfeita.
Perfeita porque é
una,
indivisível.
Não é composta.
Não é divisível.
É tão perfeita
que não necessita
de nenhuma matéria.
Se o espírito fosse
visível,
seria um ser
composto.
Se é composto
é destrutível
e estaria sujeita
às leis da falência,
e desapareceria.
O espírito
é invisível e eterno.
A natureza espiritual
é invisível.
Portanto,
rezar é ativar
um método
de relacionamento
diferente,
estranho,
não aceitável como
natural
para os racionalistas.
Por isso, para nós,
rezar é algo tão
difícil ...
porque estamos mais
adaptados
a viver no mundo
visível.
Porque somos ainda
humanos,
muito mais humanos
que divinos,
nos acostumamos
e caímos na rotina
de repetir fórmulas,
e achamos que é esta
uma atitude comum
e natural.
Esta atitude repetida
cria hábito
e apazigua nossa
consciência,
anestesiada pelo
padrão
“todo mundo reza
assim”.
Mas há um estágio a
mais.
Há uma sede
insaciável,
ativada naqueles que
estão antenados
com o Espírito
que sopra onde quer
e vai não sei para
onde.
Há uma ciência nova
à disposição de
alguns.
A evolução da matéria
já atingiu a sua
quase plenitude.
A evolução do
espírito
está começando a
deslanchar.
Não é a religião
ou as religiões
que estão tendo
mais força de atração
ou cativando ou
motivando
mais as pessoas.
Estamos entrando
numa era nova
em que o espírito
está sendo ativado
pelas perguntas
não respondidas
nas eras passadas.
As fórmulas,
as repetições,
a rotina,
os ritos não
explicados
e nem compreendidos,
os discursos vazios,
letras mortas,
sem testemunho de
vida,
a falta de atitudes,
de envolvimento,
do caminhar
com os pés no chão,
tudo isso revela
a fragilidade das
normas,
da literatura,
das ficções...
e até das religiões.
A letra mata.
É o espírito
que vivifica.
Dar vida,
dar condições de vida
ao espírito.
Eis a saída,
os degraus da escada
que levará a evolução
a desabrochar:
“A natureza toda
geme
enquanto não se
manifestam
os filhos do Deus,
herdeiros dos céus”.
Quando é que os
filhos se manifestarão?
Quando chamarem,
buscarem
encontrarem e
conversarem
com o Paizinho.
Conversa de filho
para Pai
e de Pai para filho.
Filhinho visível
conversando
com o Paizinho
Invisível.
Relação Pessoal,
em espírito e
verdade.
Assim como sou,
como me vejo,
como me sinto.
Converso
com o meu Pai
sobre o que sou
e sobre o que vejo
ao meu redor.
A questão toda
se resume nesta
palavra:
relação pessoal,
vital.
Há alguém diante de
mim.
Na conversa
ou diálogo entre nós,
humanos,
há a presença
e interação visível,
assim também,
as nossas orações
só serão de fato
orações
se forem relação do
meu eu
frente ao Tu divino,
invisível.
É o encontro
entre duas pessoas
que está acontecendo.
Uma visível
em interação com
outra,
Invisível.
Mas acontece a
interação
de filho para Pai
e de Pai para filho.
Há uma experiência =
Natural
Há convicção,
fé da presença
Invisível = Sobrenatural.
O que o nosso Deus e
Pai espera
é que o adoremos
em espírito e
verdade,
onde estivermos,
porque cada um
é templo do Espírito
Santo,
e porque o mundo todo
é casa,
é obra e templo do
Deus Criador,
nosso Paizão,
portanto, tudo é sagrado.
E então, percebes
como há muito a converter,
ou a inverter, ou a
procurar coisas novas, métodos novos em tradições velhas?
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 29/03/2016.
Nenhum comentário:
Postar um comentário