sábado, 19 de julho de 2014

131.- Órbita correta. Alienações e distanciamento da órbita.





Você conhece o egoísta 
através da marca registrada 
do apego ao pequeno mundo.

Altruísta 
é aquele em que o mundo 
é o lugar de todos.

É um mundo aberto, 
amplo, dentro do infinito.  

Não existem interesses pessoais, 
a não ser que estejam em conformidade 
com a verdade universal 
que considera o Deus como Pai 
e nós como irmãos. 

 
Os teólogos tentam 
religar a terra ao céu, 
olham o mundo 
e a finalidade do mundo 
como um lugar 
onde se vive 
os princípios da fraternidade.

Olhamos o mundo 
como um lugar 
em que estamos todos juntos, 
envolvidos, todos dentro do mesmo barco, 
e no qual temos que direcionar para lá, 
onde todos, como irmãos, 
dirigimos o leme, 
a bússola e o GPS, 
voltando em direção ao Pai, Criador, 
que cria para a eternidade.

Os textos do Heipo’s World 
nos mostram a necessidade 
do cultivo 
de alguns valores referenciais, 
fundamentais, 
que permanecem 
atravessando gerações, 
exigindo constante mudança 
que levam ao prosseguir da evolução.  

 
Os textos do Heipo’s World 
desejam funcionar como despertador, 
alertando-nos como nos equivocamos 
na avaliação das coisas e das pessoas 
que nos rodeiam 
e como esses julgamentos nos prejudicam 
e retardam o caminhar 
em direção ao ideal da fraternidade.

 
Existem sim, culturas e mentalidades 
que atrofiam nossas potencialidades.

A rotina, por exemplo, 
anestesia as aspirações mais profundas, 
entorpece os ideais mais elevados.

 
Existem sim, ópios, 
drogas e entorpecentes na cultura 
que não transpõe as barreiras do habitual.

Perder tempo 
naquilo que não nos leva 
e não nos eleva 
acima do que acontece 
nos dias e noites 
que se repetem sempre iguais, 
são sinais desta alienação.

Nós nos entregamos 
às preocupações diárias, 
nos tornamos adultos 
de forma definitiva 
e esquecemos os valores 
da nossa infância.

Reduzimos o vasto mundo 
ao nosso pequeno mundo do dia a dia.

Talvez seja por isso que as crianças, 
os adolescentes e os jovens 
relutam em entrar 
para o mundo dos adultos.

Eles estão lendo em nós, adultos, 
que erramos ou perdemos 
o rumo da realização, 
do desenvolvimento 
dos valores permanentes.

Estamos, pois, 
diante da leitura do certo e do errado, 
do estacionado, 
diante do que deveria estar 
em andamento.

Estamos vendo 
uma civilização desorientada, 
perdida, fechada 
só no pequeno mundo redondo, 
que se chama Terra 
e onde se desenvolve 
um filme que termina 
por aqui mesmo.

Mas não é assim que foi planejado.

As ciências falam em evolução.

As religiões falam em conversão.


Os filósofos 
procuram a causa e o efeito, 
a origem e o fim correto 
de todas as coisas.


Procuramos, insistentemente, 
teimosamente, a verdade definitiva.


Os historiadores olham para trás 
e vêem os acontecimentos 
pintados com tinta vermelha, 
sangue e explorações, 
atalhos que pegamos 
que não levaram a lugar nenhum.

Mesmo assim, a evolução continuou.

A história revela 
que muitas vezes os homens usaram do poder, 
usaram mal, 
tomando decisões egoístas 
ou que fizeram mal 
à grande parte da humanidade.

Estamos, pois, envolvidos na cultura 
do que não é real ou não está ligada 
à realidade última e definitiva.

Estamos, pois, desviados do foco, 
quase fora da órbita do mundo da verdade.


A verdade, 
princípio fundamental da libertação, 
do crescimento 
e da conquista dos últimos valores, 
merece mais atenção.

O desafio está 
em formar o senso crítico 
fundamentado nos valores permanentes.

Aí teremos uma base, 
uma referência para escolhas 
que personalizam e preparam 
para a continuidade, 
no campo e domínio da divinização. 

Olhamos o mundo 
como criação do Deus Pai, 
bondoso, cientista, paizão, afetivo, 
como transparece na Parábola do Filho Pródigo.

 
A quem iremos
A quem obedeceremos? 
Aos homens, senhores deste mundinho 
ou ao Deus Criador do mundão?

É melhor viver como órfão 
ou como filho e herdeiro dos céus?


A resposta de alguns é apática, 
fugitiva, descomprometida:

Fugiremos sim, 
de quem tem palavras de vida eterna, 
porque, o que nos interessa é o aqui e o agora, 
e o que vem depois, se tiver depois, 
que seja como for’.


Qual a cultura que prevalece?
Qual se impõe mais sutilmente?

Qual tem mais força? 
É aquela que esconde. 

Esta é a cultura 
que procura alienar, 
afastar as pessoas 
da verdade definitiva.

Esta visão revela sim, 
o verdadeiro ópio 
e a verdadeira alienação 
daqueles que não perceberam 
que possuem alma e destino eterno.

Estão sim, precisando, 
primeiro evoluir, depois, converter, 
mudar o rumo e a filosofia de vida.

Há o espírito em nossa materialidade.

Há uma ciência nova emergindo.

Você percebe? Sabe por onde ir?

Após ler este texto 
você deve ter percebido 
dentro do qual mundo cultural 
se encontra.

Sabe onde está a verdade?

Se você estiver em busca da verdade, 
você continua livre. 

Não está afastado da órbita.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 11/05/2016 
Atualizado em 20 05 2026

 


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