Você conhece o egoísta
através da marca registrada
do apego ao pequeno mundo.
Altruísta
é aquele em que o mundo
é o lugar de
todos.
É um mundo aberto,
amplo, dentro do infinito.
Não existem interesses pessoais,
a não ser que
estejam em conformidade
com a verdade universal
que considera o Deus como Pai
e
nós como irmãos.
Os teólogos tentam
religar a terra ao céu,
olham o
mundo
e a finalidade do mundo
como um lugar
onde se vive
os princípios da
fraternidade.
Olhamos o mundo
como um lugar
em que estamos todos
juntos,
envolvidos, todos dentro do mesmo barco,
e no qual temos que direcionar
para lá,
onde todos, como irmãos,
dirigimos o leme,
a bússola e o GPS,
voltando em direção ao Pai, Criador,
que cria para a eternidade.
Os textos do Heipo’s World
nos mostram a necessidade
do cultivo
de alguns valores referenciais,
fundamentais,
que permanecem
atravessando gerações,
exigindo constante mudança
que levam ao prosseguir da evolução.
Os textos do Heipo’s World
desejam funcionar como despertador,
alertando-nos como nos equivocamos
na avaliação das coisas e das pessoas
que nos rodeiam
e como esses julgamentos nos prejudicam
e retardam o caminhar
em direção ao ideal da fraternidade.
Existem sim, culturas e mentalidades
que atrofiam nossas potencialidades.
A rotina, por exemplo,
anestesia as aspirações mais profundas,
entorpece os ideais mais elevados.
Existem sim, ópios,
drogas e entorpecentes na cultura
que não transpõe as barreiras do habitual.
Perder tempo
naquilo que não nos leva
e não nos eleva
acima do que acontece
nos dias e noites
que se repetem sempre iguais,
são sinais desta alienação.
Nós nos entregamos
às preocupações diárias,
nos tornamos adultos
de forma definitiva
e esquecemos os valores
da nossa infância.
Reduzimos o vasto mundo
ao nosso pequeno mundo do dia a dia.
Talvez seja por isso que as crianças,
os adolescentes e os jovens
relutam em entrar
para o mundo dos adultos.
Eles estão lendo em nós, adultos,
que erramos ou perdemos
o rumo da realização,
do desenvolvimento
dos valores permanentes.
Estamos, pois,
diante da leitura do certo e do errado,
do estacionado,
diante do que deveria estar
em andamento.
Estamos vendo
uma civilização desorientada,
perdida, fechada
só no pequeno mundo redondo,
que se chama Terra
e onde se desenvolve
um filme que termina
por aqui mesmo.
Mas não é assim que foi planejado.
As ciências falam em evolução.
As religiões falam em conversão.
Os filósofos
procuram a causa e o efeito,
a origem e o fim correto
de todas as coisas.
Procuramos, insistentemente,
teimosamente, a verdade definitiva.
Os historiadores olham para trás
e vêem os acontecimentos
pintados com tinta vermelha,
sangue e explorações,
atalhos que pegamos
que não levaram a lugar nenhum.
Mesmo assim, a evolução continuou.
A história revela
que muitas vezes os homens usaram do poder,
usaram mal,
tomando decisões egoístas
ou que fizeram mal
à grande parte da humanidade.
Estamos, pois, envolvidos na cultura
do que não é
real ou não está ligada
à realidade última e definitiva.
Estamos, pois, desviados do foco,
quase fora da
órbita do mundo da verdade.
A verdade,
princípio fundamental da libertação,
do
crescimento
e da conquista dos últimos valores,
merece mais atenção.
O desafio está
em formar o senso crítico
fundamentado nos valores permanentes.
Aí teremos uma base,
uma referência para escolhas
que personalizam e preparam
para a continuidade,
no campo e domínio da
divinização.
Olhamos o mundo
como criação do Deus Pai,
bondoso,
cientista, paizão, afetivo,
como transparece na Parábola do Filho Pródigo.
A quem iremos?
A quem obedeceremos?
Aos homens, senhores deste
mundinho
ou ao Deus Criador do mundão?
É melhor viver como órfão
ou como filho e herdeiro
dos céus?
A resposta de alguns é apática,
fugitiva, descomprometida:
‘Fugiremos sim,
de quem tem palavras de vida
eterna,
porque, o que nos interessa é o aqui e o agora,
e o que vem depois, se
tiver depois,
que seja como for’.
Qual a cultura que prevalece?
Qual se impõe mais sutilmente?
Qual tem mais força?
É aquela que esconde.
Esta é a
cultura
que procura alienar,
afastar as pessoas
da verdade definitiva.
Esta visão revela sim,
o verdadeiro ópio
e a
verdadeira alienação
daqueles que não perceberam
que possuem alma e destino
eterno.
Estão sim, precisando,
primeiro evoluir, depois,
converter,
mudar o rumo e a filosofia de vida.
Há o espírito em nossa materialidade.
Há uma ciência nova emergindo.
Você percebe? Sabe por onde ir?
Após ler este texto
você deve ter percebido
dentro
do qual mundo cultural
se encontra.
Sabe onde está a verdade?
Se você estiver em busca da verdade,
você continua
livre.
Não está afastado da órbita.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 11/05/2016
Atualizado em 20 05 2026
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