“Creio que
se sempre olhássemos
para o céu,
acabaríamos
por ter asas”.
Gustave Flaubert.
Usando os olhos,
que recebemos
como equipamentos,
próprios dos animais
e também dos animais
racionais,
afetivos e
espirituais,
vislumbramos
paisagens,
objetos e pessoas,
a desfilar pela
natureza esplêndida
na qual estamos
pisando e vivendo.
E avaliamos o valor
da nossa visão.
Agregando valores,
com os olhos mais a
reflexão,
aperfeiçoamos nossas
capacidades
e nos projetamos
para um pouco mais
longe
do que nossa visão
alcança.
Nosso olhos
estão sempre voltados
para frente.
Não temos olhos nos
pés,
nem na nuca,
mas na face.
Pela mobilidade da
nossa cabeça,
conseguimos olhar
para frente,
para cima, para
baixo,
para o lado esquerdo
para o lado direito.
Temos a possibilidade
de olhar para todas
as direções,
e dimensões,
e isto, naturalmente,
sem nenhum esforço.
Olhar
não requer nenhum
esforço.
Aprender a olhar
para determinada
direção
já exige treinamento
e envolvimento
das outras
capacidades volitivas.
Refletindo sobre esta
nobre
e estupenda
capacidade
que temos de ver,
quando fechamos os
olhos
conseguimos ‘olhar’
para outras dimensões.
Conseguimos olhar
para dentro de nós
mesmos,
para a dimensão de
mistério,
de profundidade,
que também nos
encanta,
nos assusta
e nos comove.
Há um mundo,
um grandioso mundo
dentro de nós,
todo ele guardado
e assimilado,
na nossa memória.
Vamos fazer uma pequena pausa para um exercício: tente lembrar-se de toda a tua história e veja ou relembre quantas coisas, pessoas, acontecimentos, relacionamentos, medo, solidão, eventos, aventuras, derrotas, vitórias, sucessos, angustias.
O que você vê:
estacionamento,
acomodamento ou
superações.
Você é um(a) vencedor(a).
Você experimentou e viu,
recordou atitudes de
carinho,
ternura, amor, compreensão,
acolhimento.
Que bela memória.
Se você,
por outro lado
só viu ou lembrou de
coisas ruins,
por favor, delete,
apague, esqueça isso.
Não carregue coisas
que fermentam,
pois vira veneno.
O que você viu de
ruim,
possivelmente te
melhorou
ou te piorou,
depende do que você
mais cultivou
dentro de você ...
Voltemos ...
Veja como é importante
saber olhar para
dentro de si mesmo,
mais com a
compreensão ativada
do que com o rancor,
raiva ou ódio ativados.
Quando estava cansado
e com vontade de
dormir
meu pai pedia licença
para retirar-se e
dizia:
passei o dia todo
olhando para fora,
agora vou olhar para
dentro.
Olhar para dentro,
para dormir,
mas também para
conhecer
nossa interioridade,
passear pelas veredas
da reflexão, da
memória,
da aceitação da
compaixão
da grandiosidade de
si mesmo.
Tão grande
como o universo
exterior,
é nosso universo
interior.
Você já fez a
experiência
do mundão que você é,
por dentro.
Perceber as paixões,
os sentimentos e
virtudes boas,
assim como nosso
imenso poder interior
e espiritual.
Apegue-se às flores
e aos jardins
pelos quais você
andou lá atrás.
Veja ou reveja
as boas pessoas
e os atos de bondade
com os quais você foi
tratado(a)
E egora,
neste momento,
dê descanso para os
olhos
e permita que a
reflexão
saboreie de novo,
o que de dia,
os olhos
fotografaram.
Não permita que a
vaidade,
o orgulho e a inveja
tomem conta dos
aposentos nobres
da nossa alma
individual e única.
São ferramentas
pequenas,
de pouca ou nenhuma
utilidade.
O que podemos
aprender
com esta capacidade
maior,
de olhar?
Com esta capacidade
de olhar
nasce a capacidade de
refletir,
de repensar,
de se concentrar
no que estamos
focados.
E aí aparecem
surpresas,
valores escondidos.
Se temos estas
capacidades
e estas oportunidades
não podemos deixar de
usá-las.
Acho que uma das
lições
que os nossos olhos
querem ensinar
é para não pararmos
nem estacionarmos.
Sempre há coisas
novas
a vislumbrar.
Se temos os olhos à
frente,
e para frente vamos
caminhando,
olhamos também para
baixo,
por precaução ou
prudência.
Os olhos
nos ajudam a
verificar
as pedras e
obstáculos
que podem nos
derrubar.
Olhando para baixo,
também podemos
perceber
o valor das pequenas
coisas
e a valorizá-las,
como viventes,
participantes também,
do nosso mundo,
como sementes
e projetos auxiliares
de coisas maiores.
Os olhos
são como que
sentinelas
exigindo atenção.
Descuidar-se ocasiona
quedas.
Fechar os olhos
pode ocasionar
surpresas desagradáveis
ou perdas de
oportunidades
para admirar belas
paisagens
ou para ler mensagens
que ainda não foram
decifradas.
Uma coisa me chama a
atenção:
apesar de podermos,
acho que não devemos,
olhar tanto para
trás.
Mas, até para trás é
bom olhar,
para buscar
as lembranças dos
obstáculos
que superamos
e o quanto já
aprendemos,
e o quanto já
crescemos.
Talvez a atitude
mais própria do ser
humano
seja olhar para cima.
Curiosamente,
ao analisar a
natureza,
as arvores crescem
para cima.
Todas as árvores
crescem para cima.
Antes, crescem para
baixo: fincam raízes.
Não crescem sem antes
firmar as bases.
Perceba como a
natureza ensina muito.
Basta olhar com
atenção.
Crescer para cima
supõe elaboração
de objetivos e metas,
conhecimento da
natureza,
seja ela natural ou
espiritual,
planejamento e
revisão.
É de cima que vem a
motivação.
É de cima que vem a
inspiração.
É de cima que me vem
a consciência dos
nossos limites.
O que está abaixo de
nós,
somos senhores e
administradores.
O que está acima de
nós,
convém obedecer,
convém admitir e
aceitar,
que esteja acima de
nós.
De cima é que vem,
sobretudo,
um chamado a superar-nos,
a não nos
entregarmos.
As estrelas piscam
para nós.
As estrelas chamam
cada um de nós para
visitá-las.
Com estes nossos
pequenos olhos,
conseguimos enxergar
as estrelas,
tão distantes, mas
não por isso,
impossíveis ou
imaginárias.
As estrelas são,
dentro do nosso
universo,
mais um dos presentes
que recebemos.
São mensagens do
nosso Criador e Pai.
Quando olhamos para
cima,
e vemos as estrelas,
tão distantes,
despertam em nós,
a admiração e o
louvor.
Cada estrela é um
sol.
É uma imensidão.
Tenha a ousadia de
pesquisar
na internet, o mundo
das estrelas,
e confirme,
pessoalmente,
a grandiosidade das
obras
que nosso Pai
construiu.
Ou foram os homens
que construíram as
estrelas?
E nós somos
simplesmente,
os herdeiros de toda
a criação.
Tudo o que existe
é para nosso uso e
proveito.
*Aí
de nós, se não olharmos para cima*.
Terráqueo nascemos.
Terráqueo não podemos
permanecer.
As estrelas esperam
por nós,
lá no infinito.
A seres celestiais
sonhamos nos
transformar.
As estrelas estão lá
em cima,
indicando nossa
futura maneira de ser,
ou nossa futura casa,
onde haveremos de morar.
O céu é infinito.
Quando falamos em
céu,
olhamos para o
espaço.
Quando pensamos em
céu,
pensamos que seja lá
em cima,
em algum lugar.
Na terra ou no
interior da terra não é,
pois é muito pequena
para todos nós.
Não existe o tão
longe
que nossos olhos não
vislumbrem
e nossas almas não
alcancem
num piscar de olhos.
Por entre os astros e
estrelas do espaço Infinito,
os olhos nos levam a
crer na existência
e na bondade do nosso
Paizão.
Acho que foi Ele que
fez isso para nós.
Abaixo, bem abaixo,
há uma profundidade
que não conseguimos
penetrar.
Acima, bem acima,
há uma altura,
que nossos pulos
ainda não conseguem
alcançar.
Mas nosso Paizão dos
céus
não é um enganador.
Ele fez tudo isso
para todos nós.
Os olhos do Heipo
estão procurando
outros olhos
para aperfeiçoar esta
busca
e antecipar essa
conquista.
Releia
neste Blog, o nº 28 "Aí de nós se não olharmos para cima".
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 26/03/2016.
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