segunda-feira, 14 de julho de 2014

127.- Espiritual. Vida espiritual. Vida no espírito, próxima etapa na evolução humana.

 


Prezados leitores. Existem resistências inconscientes em quase todas as pessoas que leem artigos, revistas ou livros cujo conteúdo contenha referencias ao mundo espiritual.


É hora de quebrar estas correntes, analisar as razões das nossas resistências, em grande parte inconscientes.
Quando a consciência acorda da sonolência, como entidade viva, esperta, alerta ou ativa, os preconceitos caem pelo chão e os argumentos que considerávamos inabaláveis mostram-se frágeis, sem sustentação.
Convoco-te a avaliar-te a ti mesmo dentro deste contexto.
 
Desde não sei quando,
sinto-me atraído
por este campo invisível,
onde o espírito passeia livremente.
 
O que é o espírito?
 
Qual a sua natureza?
 
Como o espírito age?
 
Como é a estrutura,
a personalidade,
a vida do espírito,
a vida espiritual?
 
O que é material
ocupa um lugar definido,
cercado por outros elementos materiais.
 
O que é imaterial
não ocupa um lugar definido,
demarcado,
pois que a natureza do espírito
é não ter contornos,
nem localização,
nem se pode dizer:
ei-lo aqui, ou olhe lá.
 
O espírito
pode ser classificado
como uma entidade perfeita.
 
Então o espírito
é maior em capacidades
e qualidades.
 
O que é que pode servir
de referencia?
 
É sempre o que é maior
que serve de referencia.
 
Dentro de uma classificação de grandeza,
quem é maior?
É aquilo que ocupa espaço?
É a matéria?
 
Onde o espírito habita?
 
Talvez seja melhor
formular a pergunta
de forma diferente:
Onde o espírito não habita?
Não há lugar que exista
onde o espírito não esteja.
 
Tudo o que é visível,
tem uma história,
teve um começo
e terá um fim.
 
Aquilo que não é visível,
não tem história,
não se encaixa dentro
de um determinado período da história,
não ocupa espaço,
não teve começo
e não terá fim.
 
 
Nada ou quase nada se sabe
do espírito
porque ninguém viu.
 
Ninguém fotografou o espírito.
 
A natureza dele é invisível.
 
Podemos perguntar para os humanos,
se o invisível,
que não vemos,
existe ou não existe?
 
Sim o invisível existe,
mas numa outra dimensão.
 
Não na dimensão visível,
onde o olho do animal
e dos humanos
estão acostumados a andar,
navegar e voar.
 
Ver o invisível
não é atributo humano.
 
O invisível é atributo divino,
atributo do Deus Criador, Perfeito.
 
Não é, portanto,
próprio da natureza humana.
 
Tudo o que está dentro do campo visível,
está dentro dos padrões
e capacidades humana.
 
Ver o invisível
não está ainda
dentro das nossas capacidades.
 
Esta é a afirmação lógica,
atribuída ao bom senso.
 
 
O ser humano
é unidade de corpo e espírito.
 
Enquanto corpo,
somos de natureza humana,
e por isso, vemos o que é visível.
 
A questão a ser resolvida
está na colocação
do "ver" o espírito
ou "saber" ou "conhecer"
algo mais consistente
sobre o espírito.
 
Enquanto espírito,
somos de natureza divina.
 
Veja bem, já é outra natureza.
 
Veja bem,
conseguimos distinguir
e perceber esta diferença.
 
Esta é uma grande prova, quando conseguimos distinguir, separar, perceber o que de mais perfeito existe em nós, como potencia a ser desenvolvida.
 
Com este potencial,
com esta capacidade
abrimos a porta
da possibilidade de estudar,
pesquisar o espiritual
que já faz parte
da nossa vida de humanos.
 
Temos, portanto,
a possibilidade de aperfeiçoar
o que há de espiritual em nós,
já que somos não só humanos,
mas também divinos.
 Somos filhos. Vivamos como filhos.
Conversemos com Ele, nosso Pai.
Peçamos ajuda filial.  
A dimensão divina
e sobrenatural
que já existe
em cada um de nós,
será, daqui para frente,
o foco
onde miraremos
nossa fraca lanterna
do pensamento humano.
 
Há, no ser humano,
a condição de aperfeiçoamento
do que de divino
já existe em nós.
 
Então temos ou teremos
a condição de ver o invisível, sim.
 
Basta descobrirmos
como e tornar possível
esta possibilidade.
 
Muitos dizem:
se não vemos,
não existe.
 
Ora, não vemos o ar,
não vemos o vento,
e sabemos que ele existe
por seus efeitos.
 
Não vemos o som
e sabemos que ele existe.
 
Não vemos a alma
e sabemos que existe.
 
Não vemos o espírito,
mas sabemos que existe.
 
Se não conseguimos ver o espírito
e como ele atua,
talvez possamos observar
mais profundamente
os efeitos do espírito.
 
Talvez o que esteja faltando para nós
é a ousadia
ou a coragem
ou até mesmo a teimosia
de verificar os efeitos do invisível
dentro do campo visível.
 
Ao falarmos sobre o espírito,
entramos no campo da religião,
do misticismo,
do mistério.
 
Aqui a ciência exata não entra ou entra?
Entra sim.
 
Temos que estudar o espírito
como a nova ciência
do agora e do futuro.
 
Não estudaremos mais o espírito
enquanto objeto das religiões
e do campo do mistério,
mas sim como maneira de ser
do ser humano,
promovido
para filho do Deus Criador,
e herdeiro dos bens celestiais
e eternos.
 
Quando se fala
ou se escreve
ou se conversa
sobre mistério,
há sempre uma reserva de envolvimento,
há sempre um costumeiro
‘ficar com um pé atrás”.
 
Arrisco dizer
que é a novíssima ciência
na qual o ser humano deverá,
de agora em diante,
empenhar-se
com todo o seu ser,
não só com o corpo,
mas agora também
com a sua alma
ou com o seu próprio espírito.
 
Logo no início da caminhada
percebemos
que a capacidade racional,
a inteligência, a mente,
não será a principal ferramenta.
 
Passará para a função de auxiliar.
 
Percebemos até aqui
os esforços da inteligência
para entrar no campo da lógica,
da visão, das conclusões exatas.
 
Porém,
também a inteligência
encontra barreiras intransponíveis.
 
Por mais longe
que a inteligência vá,
choca-se com os limites
das fronteiras geográficas
e intelectivas,
consideradas ilógicas e irracionais.
 
Ela vai longe,
chega aos limites da compreensão.
 
Tudo o que escapa
do campo da compreensão,
a inteligência recusa-se a trabalhar
por sentir-se limitada
ou humilhada
não tendo argumentos
para defender,
pois não tem mais as premissas 1 + 1 = 2

e sim as premissas A + B = C.
 
A partir de agora,
as premissas podem ser
A # (diferente) de B e #(diferente) de C.
 
Como estamos apenas no começo,
ainda não podemos formular
qualquer nova equação.
 
Não respondemos ainda,
a contento,
nenhuma das perguntas
formuladas no início deste texto.
 
Estamos apenas na primeira parte
de um estudo ou pesquisa
que terá muito espaço pela frente.
 
Nesta nova ciência
ainda estamos estudando
na cartilha da impotência.
 
Aviso ao ser humano,
‘ser racional’,
que está na hora
de procurar
a promoção para ‘ser espiritual’.
 
 
Se você concorda, venha.
 
 
Vamos juntos nesta nova e definitiva aventura.
 
 
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 30/03/2016.  

  

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